A fisioterapia respiratória é uma especialidade da fisioterapia que tem entre suas diversas atividades aplicar métodos, técnicas e recur...

Fisioterapia Respiratória e o tratamento da bronquiolite





A fisioterapia respiratória é uma especialidade da fisioterapia que tem entre suas diversas atividades aplicar métodos, técnicas e recursos de expansão pulmonar, remoção de secreção, fortalecimento muscular, recondicionamento cardiorrespiratório e suporte ventilatório. Atua na educação em todos os níveis de atenção à saúde e na prevenção de riscos ambientais e ocupacionais.

A bronquiolite, inflamação dos bronquíolos (parte final dos brônquios), atinge principalmente os bebês menores de 2 anos e é mais comum no inverno. Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que torna as crianças mais suscetíveis ao vírus sincicial respiratório (VSR), o principal causador da doença. Além dele, o adenovírus, o parainfluenza, o vírus influenza, o rinovírus, o bocavírus e o metapneumovírus também são transmissores. A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias e por contato, ou seja, crianças que passam o dia em locais fechados com outras pessoas, como creches, estão mais propensas à infecção. Os sintomas iniciais são bem parecidos com os do resfriado: tosse, obstrução nasal, coriza e, às vezes, chiado no peito

Na bronquiolite, devido à produção excessiva de muco (catarro) decorrente da inflamação brônquica, a criança pode apresentar sinais de desconforto respiratório, nesse momento, o fisioterapeuta atuará desde a avaliação do sistema respiratório até a intervenção com técnicas que colaborem para o conforto da criança e segurança da família no controle dos sintomas. Em casos mais graves, quando se requer a internação do paciente, a fisioterapia atua no gerenciamento da ventilação espontânea, invasiva e não invasiva, na manutenção da funcionalidade e gerenciamento da via aérea natural e artificial, na realização e na titulação da oxigenoterapia e inaloterapia e na determinação das condições de alta fisioterapêutica.

Os principais benefícios procedentes da fisioterapia respiratória para pacientes com bronquiolite são: a melhora dos sinais vitais, diminuição do trabalho muscular respiratório, melhor adaptação à ventilação não invasiva e/ou oxigenoterapia, diminuição da necessidade de aspiração das vias aéreas superiores, melhor manejo das nebulizações e aerossóis e menor tempo de desmame ventilatório quando conduzido pela fisioterapia.

Técnicas de alongamento, fortalecimento muscular, posicionamento, e técnicas manuais para expansão pulmonar são alguns exemplos.

Técnicas Fisioterapêuticas

Posicionamento (ou Drenagem postural): As posições de drenagem colocam o segmento ou o lobo pulmonar a ser drenado em posição mais superior, com os brônquios que suprem essa área do pulmão na posição mais próxima possível da invertida. Em recém natos e lactentes, o terapeuta poderá utilizar de seu próprio corpo (colo e ombros) para posicionar melhor o paciente. A drenagem feita através de posicionamento, utilizando a gravidade, somente deverá ser utilizada quando se tem total conhecimento da anatomia do segmento broncopulmonar nos lactentes ou recém nascidos.

AFE– Aceleração do fluxo expiratório: é uma manobra desobstrutiva e desinsuflante que mobiliza a caixa torácica por meio de compressão do tórax na fase expiratória. A AFE tem por objetivo promover o aumento do fluxo aéreo expiratório na traquéia e primeiros troncos brônquicos à grande velocidade (AFE rápida), ou em brônquios mais profundos, por gerar baixo fluxo e baixo volume pulmonar para permitir a eliminação de secreções mais distais (AFE lenta). Essa técnica procura esvaziar passivamente os pulmões de secreções através do aumento significativo do aumento do fluxo expiratório. Seu uso é comum em pacientes pediátricos. Deve ser realizada durante a expiração, com as duas mãos posicionadas na direção dos movimentos anatômicos dos arcos costais.2,9

Vibrocompressão e Tapotagem: são aplicadas ao aparelho respiratório com objetivo diagnóstico, ou terapêutico, como complemento da higiene brônquica. Estas técnicas atingem todo o tórax e são aplicadas simultaneamente às técnicas de higiene brônquica na criança pequena em decúbito dorsal, durante a fase expiratória. São realizados seguindo o movimento fisiológico das costelas.10 Estas técnicas geram vibrações intrapulmonares, deslocando e mobilizando, através do fluxo expiratório, as secreções na direção da traquéia e, ao entrar em contato com os receptores reflexos, estimulam a tosse e conseqüentemente a eliminação de secreções.

Aspiração das vias aéreas: A aspiração das VA é uma medida paliativa efetiva para a desobstrução traqueobrônquica das crianças. Aproximadamente 60% da resistência respiratória está localizada nas VA superiores e, nos lactentes, que respiram predominantemente pela via nasal, a depuração destas secreções pode ter um impacto positivo no trabalho ventilatório e aliviar os sintomas

Vale lembrar que a orientação e educação do paciente e seu familiar são também fundamentais para o acompanhamento do paciente.

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A doença óssea de Köhler é causada por um fornecimento de sangue insuficiente para o osso navicular do tarso. Esse fornecimento de...

Doença óssea de Köhler


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A doença óssea de Köhler é causada por um fornecimento de sangue insuficiente para o osso navicular do tarso. Esse fornecimento de sangue insuficiente causa a necrose e o colapso do osso navicular do tarso. A causa desse fornecimento de sangue insuficiente é desconhecida.

A doença óssea de Köhler em geral afeta crianças com três a cinco anos de idade (mais comumente meninos) e afeta somente um pé. O pé incha e fica dolorido e o arco do pé fica sensível. Carregar pesos e andar aumenta o desconforto e a maneira de andar (marcha) da criança fica prejudicada.

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Radiografias mostram que o osso navicular está inicialmente achatado e endurecido. Depois, ele se parte em fragmentos antes de cicatrizar e endurecer formando novamente um só osso. Radiografias comparando o lado afetado com o lado não afetado ajudam a avaliar a progressão da doença.

A doença óssea de Köhler raramente dura mais do que dois anos. Repouso e analgésicos são necessários e deve-se evitar carregar pesos excessivos. Essa doença em geral melhora sem tratamento e sem consequências de longo prazo. Em casos graves, fazer com que a criança use um gesso próprio para caminhar que fica abaixo do joelho por algumas semanas pode ajudar. Geralmente, não é necessário usar muletas se um gesso próprio para caminhar for utilizado.

A doença óssea de Köhler é uma osteocondrose, que é um grupo de distúrbios da placa de crescimento dos ossos que ocorre quando a criança está crescendo rapidamente. Os médicos não sabem o que causa a osteocondrose, porém os distúrbios parecem ser de fato um mal de família.

Crianças não são pequenos adultos. As doenças ortopédicas que acometem os pacientes pediátricos são diferentes. O esqueleto em desenvol...

Fisioterapia na Pediatria e o uso da Arnica




fisioterapia pediátrica

Crianças não são pequenos adultos. As doenças ortopédicas que acometem os pacientes pediátricos são diferentes. O esqueleto em desenvolvimento apresenta particularidades e vulnerabilidades, com patologias próprias de cada idade. As fraturas não são iguais, os ossos quebram de forma diferente e algumas vezes a fratura pode atingir a região de crescimento do osso. Por exemplo, uma lesão óssea pode prejudicar o crescimento e gerar deformidades que não aconteceriam em um adulto. Logo, os tratamentos também exigem abordagens distintas e conhecimentos específicos.

O mercado para profissionais que pretendem construir carreira na área da fisioterapia pediátrica é considerado amplo e promissor. “Essa é uma área de atuação que necessita de especialidades e muitas qualificações, para que o profissional trate o paciente com segurança e qualidade”, salienta Ribeiro.

Nesse sentido, o profissional poderá atuar em diferentes níveis de atenção:

Atenção primária: contempla o atendimento em postos de saúde e serviços de atendimento familiar;

– Nível secundário: envolve clínicas de reabilitação, tanto do sistema público quanto privado;

– Nível terciário: aborda serviços de urgência e emergência.

Para ficar por dentro do que acontece na fisioterapia pediátrica, é importante você se qualificar. Isso pode ser feito por meio de atualizações profissionais, por exemplo, ou frequentando congressos e simpósios.

Pernas e braços roxos nem sempre são sinais de doenças. A prática do esporte e as brincadeiras podem ocasionar hematomas para os que têm uma vida saudável e querem aproveitar a brecha no calendário. Como eliminar as incômodas manchas púrpuras?

A planta Arnica montana tem seus poderes medicinais conhecidos desde a Idade Média e já recebeu muitos nomes populares, entre eles o de "quina dos pobres", fazendo alusão aos efeitos antitérmicos do vegetal.

Por questões de solo e clima, seu cultivo é muito difícil no Brasil, ela é nativa dos Alpes suíços. Possui lindas flores amarelo-alaranjadas, parecidas com as margaridas. Aqui no país encontramos diversas outras espécies que são popularmente chamadas de arnica, mas que têm em comum somente a sua aplicação contra hematomas ou para aliviar distensões musculares. Para a homeopatia ela é uma só, com nome e sobrenome, a Arnica montana.

Aplicada imediatamente após uma lesão, a Arnica montana reduz a formação do hematoma, é muito utilizada no tratamento da artrite, de queimaduras, ulceras eczemas e acne.

Esta planta é rica em substâncias denominadas flavonóides que agem sobre os vasos sanguíneos, em carotenóides (grupo de pigmentos solúveis em gorduras), em ácidos fenólicos que têm ação bactericida e fungicida e, principalmente, em lactonas sesquiterpênicas que são responsáveis pelas propriedades antiinflamatórias, antihematomas e analgésicas.

Externamente, salvo naqueles casos de pessoas com sensibilidade, o uso é tranquilo, existindo inúmeros produtos à base de Arnica como géis, talcos, pomadas, óleos no mercado mundial. Sua presença nos kits de primeiros socorros ou na mala da academia é bastante comum.

Aplicada imediatamente após uma lesão, a Arnica montana reduz significativamente a formação do hematoma, é muito utilizada no tratamento da artrite, de queimaduras, ulceras eczemas e acne; suas qualidades antibacterianas e antiinflamatórias ajudam a reduzir a dor e o edema e melhoram a cicatrização de feridas.

Tratamento pela semelhança

Os especialistas sempre dizem que a cura em homeopatia é baseada na Lei da semelhança. Mas, o que isso quer dizer? Empregam-se substâncias que potencialmente podem gerar os sintomas que o paciente apresenta, de forma altamente diluída. O resultado? Uma cura rápida e permanente.

Quando alguém vai se submeter a uma cirurgia, independente se estética ou curativa, o cirurgião pode valer-se desta capacidade da Arnica montana em doses homeopáticas. O medicamento irá, preventivamente, preparar a reação do organismo para a ?contusão?, o edema e a inflamação que os cortes cirúrgicos provocam, ajudando no restabelecimento e evitando as complicações.

Estes medicamentos são seguros, pois sendo altamente diluídos, não geram efeitos colaterais, nem dependência e não interagem com outros medicamentos. Seu uso se baseia em dados experimentais e sua eficácia está garantida pela lei da semelhança, que é uma das leis de cura medicamentosa.

Esta é uma das possibilidades de utilização da Arnica montana, isto é, a forma preventiva. Outra forma é aquela decorrente da consulta homeopática, onde o médico após analisar o conjunto sintomático do paciente encontra na Arnica montana o seu medicamento. Pode acontecer inclusive de o paciente receber a prescrição deste medicamento, tempos depois de ter sofrido uma contusão ou até mesmo tempos depois de uma contusão moral.

O grande desafio na utilização correta de utilização dos medicamentos homeopáticos está justamente na adequação da indicação, naquilo que chamamos de diagnóstico medicamentoso. A adequação do grau da diluição também é parte importante do sucesso terapêutico.

Com isso, já somos capazes de usufruir da famosa Arnica montana, sabendo que sua utilização em doses mínimas só nos trará benefícios, com a segurança e a eficácia

Publicado em 17/12/10 e revisado em 06/05/20

O termo hipotonia refere-se a uma diminuição do tônus muscular, sendo considerado, na grande maioria dos casos, um sintoma de disfunção ...

Fisioterapia Pediátrica na Hipotonia




O termo hipotonia refere-se a uma diminuição do tônus muscular, sendo considerado, na grande maioria dos casos, um sintoma de disfunção neurológica.

O tônus muscular é um estado de tensão constante a que estão submetidos os músculos em repouso. É a resistência do músculo ao estiramento. Há dois tipos de tônus muscular, o FÁSICO, que se caracteriza por uma contração rápida e envolve as estruturas apendiculares (Tônus de Ação), e o Tônus POSTURAL, decorrente de uma contração prolongada. A gravidade mantém os músculos antigravitacionais em constante estiramento e os músculos envolvidos são do pescoço, tronco e dorso (musculatura axial)

O primeiro passo será o exame físico. Com isso, estarão inclusos exames detalhados do sistema nervoso e da função muscular. É comum que profissionais de outras áreas também participem no processo de diagnóstico, para que distúrbios possam ser encontrados. Dependendo do distúrbio, os tratamentos poderão ser contínuos.

A Fisioterapia Pediátrica para crianças com Hipotonia se faz necessária para melhorar o tônus muscular. Dessa forma, o profissional atuará para que futuras contraturas sejam evitadas. O fisioterapeuta está comprometido com a melhora da postura e da coordenação do paciente, fortalecendo ao redor das articulações e da extremidade para proporcionar mais estabilidade e suporte.

Tratamento fisioterapêutico é de extrema importância para estimular o aumento do tônus muscular, favorecendo assim os ganhos de habilidades psicomotoras, ajustes posturais, equilíbrio, propriocepção e trabalho respiratório.

Dentre os recursos utilizados estão: Conceito Neuroevolutivo BOBATH, Reequilíbrio Toracoabdominal, equipamentos de equilíbrios, treino locomotor, propriocepção, estímulos sensoriais táteis, recursos de integração sensorial e orientação aos pais e ou responsáveis quando aos estímulos adequados a serem realizados no domicilio.

O tratamento da criança hipotônica deve ser adaptado de acordo com a condição específica. De um modo geral, a terapia é de suporte e com uma equipe de reabilitação, envolvendo inúmeros profissionais.


Os bebês que passam pela Shantala se beneficiam com muitos ganhos. Há melhora da circulação sanguínea e da respiração. Previne cólicas, ...

Shantala na Fisioterapia Pediátrica




Os bebês que passam pela Shantala se beneficiam com muitos ganhos. Há melhora da circulação sanguínea e da respiração. Previne cólicas, prisão de ventre e evita insônias. Ela também se destaca por proporcionar um bom desenvolvimento psicomotor no bebê. Como não bastasse tudo isso, acalma, relaxa e fortalece os laços da criança com os pais. Pode ser uma excelente ferramenta para fisioterapeutas trabalharem esses aspectos em pacientes infantis.

A shantala pode ser feita em crianças de até 9 anos. Para começar, coloque uma música suave e deixe o ambiente aquecido. O bebê não pode sentir frio. Com o nascimento do bebê, o que as mamães e os papais têm de mais precioso com ele é o toque, pois é através desse ato que a criança irá conseguir perceber o mundo externo que ele está após o nascimento e poderá sentir todo amor e carinho transmitido pelos pais. E o Fisioterapeuta pode ser beneficiar deste recurso no seu tratamento.

Os especialistas aconselham que a massagem seja feita todos os dias, no mesmo horário, por 30 minutos. O ambiente em que ocorrerá a massagem deve ser muito tranquilo; uma música relaxante é bem-vinda. Escolha os momentos antes de um banho ou após uma refeição. Se o bebê estiver doente, não faça a massagem.

Como fazer a Shantala:

Após preparar o ambiente, dispa o bebê e coloque-o de barriga para cima sobre suas pernas ou mesmo sobre uma superfície macia e confortável. Os movimentos realizados devem ser realizados entre 5 e 10 vezes. Comece a massagear do lado esquerdo do bebê e vá, aos poucos, para o lado direito. Veja:

1. Inicie a massagem no peito.

2. Com as mãos nas ancas, suba pelo tronco fazendo ondulações.

3. Leve a mão direita ao ombro direito, enquanto a esquerda vai ao ombro esquerdo.

4. Ponha o bebê de lado. Com uma das mãos, segure o ombro. Com a outra, segure o pulso e vá subindo e descendo, deslizando-a.

5. Foque nas mãos. Deve massagear cada dedo com o máximo de atenção.

6. Faça conchas com as mãos. Massageie da parte lateral das costelas até as ancas.

7. Agora é a parte inferior. Vá massageando devagarinho, com movimentos giratórios, do baixo ventre até as canelas.

8. Ponha os polegares em cima dos pés. Mova-os até os dedos e tome o cuidado de massagear todos os dedos.

9. Com o bebê de bruços, abra as mãos e deslize-as da nuca até as nádegas.

10. Coloque o bebê na posição inicial e una seus dedos no meio da testa dele. Desenhe círculos pelo rosto da criança; em volta dos olhos, nas bochechas, da testa ao queixo.

11. Esfregue os polegares da testa ao nariz e do nariz à testa.

12. Por fim, segure as mãos da criança. Abra, feche os braços, como um alongamento.

A massagem Shantala é uma técnica completa e que se realizada com perfeição só traz benefícios ao bebê. A massagem em bebê simples, então, não é eficaz? Nada disso. Aqueles pais ou profissionais que preferem realizar técnicas de massoterapia simples, podem fazer e com certeza obterão resultados satisfatórios.

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A fisioterapia pediátrica é aquela voltada para o tratamento de bebês, recém-nascidos e pré-adolescentes. Em alguns casos, os adolescen...

Reflexos e reações neonatais e posturais





A fisioterapia pediátrica é aquela voltada para o tratamento de bebês, recém-nascidos e pré-adolescentes. Em alguns casos, os adolescentes também podem ser atendidos por esse profissional.

A criança a partir do nascimento sofre profundas modificações, passa de uma condição de total dependência controlada apenas por movimentos reflexos,até vir a tomar-se um ser independente com desejos próprios. Estas modificações se dão principalmente nas áreas motora, sensorial e psíquica. Sendo assim os reflexos primitivos de recém-nato sofrem inibição, na medida que ocorrem a maturação do sistema nervoso central. A maturação deve ser considerada como fator de importância crítica, mas a percepção, a cognição, a experiência e o ambiente também são fatores determinantes. O desenvolvimento apresenta avanços, estacionamentos e retardos, não é uma evolução estável, portanto proporciona mudanças qualitativas e quantitativas para a evolução motora.

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Por intermédio do equipamento sensorial, a criança percebe o meio através de sensações que chegam aos diversos receptores espalhados pelo seu corpo. Estas sensações fornecem estímulos aos movimentos, consciência do esquema corporal e, consequentemente, base às futuras aquisições motoras. A dinâmica pastoral é a base da atividade motora e isso depende de um mecanismo tônico postural normal, favorecendo a estabilidade e flexibilidade necessárias às mudanças posturais . Os reflexos tônicos, que reagem à atividade motora nas primeiras etapas da visão, são funcionais e adaptativas ao meio por toda a existência do indivíduo. A maturação reflexa fornece e assiste, como base, os movimentos voluntários e a exploração do meio. Por este motivo,faz-se necessário o perfeito conhecimento do desenvolvimento motor normal da criança, seus reflexos e reações.

Reflexos e reações neonatais e posturais, de acordo com Shepherd (1998)

Reação Automática (de Sobrevivência)

Em prono o recém-nato gira a cabeça para um lado a fim de liberar as vias aéreas, esta reação está presente desde o nascimento; ela pode faltar no bebê que apresenta outras anomalias neurológicas.

Reflexo de Moro

A estimulação mais utilizada é a queda da cabeça em extensão. "O examinador coloca a criança sabre um antebraço e apóia-lhe a cabeça com a outra mão. A mão que segura a cabeça move-se, então, para baixo; a cabeça da criança cai na mão aberta." O lactente responde com elevação e abdução dos membros superiores junto a uma extensão dos dedos e em seguida os braços ficam fletidos e aduzidos, podendo ou não ser acompanhado por choro. Este reflexo desaparece no 5º mês.

Reação Positiva de Apoio

Ao colocarmos a criança sustentada verticalmente com os pés apoiados sobre uma superfície a resposTa será de contração dos músculos das pernas e extensão do tronco. O lactente fica na posição de pé.

Reflexo de Marcha

Após pormos o lactente em posição ereta, se inclinarmos seu tronco para frente, ele iniciará movimentos alternantes que nos dará impressão de marcha.

Reflexo de Sucção e Deglutição

Pode ser estimulado, pondo uma chupeta, um cotonete ou um chumaço do algodão embebido com água nos lábios do recém-nato. A partir da primeira tomada de alimento o recém-nato já capaz de deglutir a mesmo.

Reflexo de Busca (dos Pontos Cardeais)

Pela estimulação dos cantos da boca, o recém-nato desloca a face e a boca à procura do estímulo; na maior parte das vezes, desencadeiam-se, em seguida, movimentos de sucção dos lábios e da língua.

Reflexo Extensor de Propulsão

Com o recém-nato em prono, o examinador faz uma compressão com o polegar sobre a planta do pé, este membro irá responder com extensão, e o bebê rasteja. Este reflexo ajuda no arrastar.

Reflexo Flexor de Retirada

Quando a planta do pé de um membro inferior do lactante é estimulada, este se flete em retirada.

Reflexo de Extensão Cruzada

É observado com o recém-nato em supino. estende-se um membro inferior e aplica-se um estimulo de fricção na planta do pé do calcanhar para os artelhos. O membro contra lateral, primeiramente se flete e abduz, depois se estende e aduz. Este reflexo é norma até a idade de 4 a 6 semanas. Reflexo de Preensão Palmar É observado quando colocamos o nosso dedo à palma da mão da criança ao nível da articulação metacarpofalangeana. Ela responde flexionando fortemente os dedos e fechando as mãos, segurando nosso dedo. Este reflexo desaparece entre 9 e 10 meses.

Reflexo de Preensão Plantar

Ocorre quando tocamos a planta do pé abaixo dos artelhos, e os mesmos assumem a posição de garras; quando pára o estímulo os artelhos se estendem. Até os 9 meses os dedos se fletem, quando na posição de pé, que é quando ele desaparece.

Reflexo Magnético

Em posição dorsal, com os quadris e os joelhos fletidos (posição simétrica da cabeça na linha media), os polegares do examinador são compridos sobre a sola do pé e lentamente retirados. O contato entre o dedo e a sola do pé mantém-se. as pernas estendem-se, o pé fica colado no dedo.

Reflexo de Tabela

Comprimindo a glabela, fecham-se os olhos.

Reflexo de Gallant

Atribuímos este reflexo à resposta de flexão lateral do tronco diante a um estímulo com o dedo paralelamente à coluna vertebral desde a última costela até a crista ilíaca. A concavidade terá que estar voltada para o lado do estímulo. Este teste deve ser realizado bilateralmente com o lactante em prono ou em suspensão ventral.

Reações de Posicionamento (Placing-Reactions)

Segura-se por baixo dos braços, com os pés abaixo da borda da escada levantando devagar a criança; tocando de leve no dorso do pé, puxa-se este para cima pela borda inferior da escada, com o que o pé sobe na escada. A mesma coisa pode-se provocar com o dorso da mão. Esta reação também se chama reação de subida, porque a criança dá a impressão de poder galgar a escada.

Fenômeno Olhos de Boneca

Este fenômeno consiste em rodar a cabeça do RN lateralmente, estando a criança reclinada nos braços do examinador. Deve-se verificar se os olhos permanecem na posição primitiva, não acompanhando a rotação da cabeça.

Reflexo Tônico Labiríntico (RTL)

Ocorre quando a criança se encontra numa posição horizontal e na linha media. Os receptores estão localizados no ouvido interno e são excitados pela ação da gravidade, agindo sobre os canais semicirculares. Na posição supina ha um aumento do tônus extensor, e na posição prona um aumento do tônus flexor. Este reflexo aparece apenas até o 4º mês.

Reflexo Tônico Cervical Assimétrico (RTCA)

É produzido pela rotação da cabeça para um dos lados na posição supina. Ele se manifesta pelo aumento do tônus extensor dos membros para o lado em que a face (região frontal) está voltada e pelo aumento do tônus flexor no dimídio correspondente à região occipital. Os receptores estão localizados no pescoço. Este reflexo aumenta no 2° mês e desaparece no 5° mês de vida.

Reflexo Tônico Cervical Simétrico (RTCS)

Ajuda a criança a vivenciar as primeiras experiências do arrastar e posteriormente engatinhar. É observado colocando-se a criança em suspensão ventral, quando sua cabeça é fletida. Seus membros superiores se fletem e os inferiores se estendem, ocorrendo o inverso quando tem a cabeça estendida.

Reflexo de Landau

O examinador, para testar esse reflexo precisa segurar o lactente firmemente em suspensão ventral. A partir dos 4 ou 5 meses de idade, o bebê normal reage à suspensão ventral com extensão de cabeça e tronco, por volta dos 6 a 8 meses, ele estende também os membros inferiores. O examinador flete a cabeça do lactente; esta é seguida pela flexão de tronco e pernas Quando se solta a cabeça, os membros, a cabeça e o tronco costumam voltar à posição de extensão, este reflexo aparece ao 4° mês

Reflexo de Pára-quedas

Segura-se a criança pela cintura com as duas mãos e aproxima-se a cabeça da plataforma com relativa rapidez. Antes da cabeça chegar à plataforma, os braços se estendem como se a criança fosse apoiar-se, este reflexo inicia aos 6 meses com mais evidência aos 9 meses.

Reação de Retificação

Atribuímos a estas reações a capacidade que possui o lactente de manter a cabeça e o corpo em relação ao espaço, bem como de conservar as relações das diferentes partes do corpo entre si.

Reação Postural Cervical

Com o lactante em supino, seguramos e viramos sua cabeça para um dos lados, ele responde acompanhando a cabeça com o tronco, virando-se para o lado. Esta reação desaparece aos 5 meses.

Reação Postural Labiríntica

Observamos a posição da cabeça em relação ao corpo ao colocarmos a criança nas posições: supino (levanta a cabeça ao 6° mês), prono (mantém elevada aos 4 meses), quando puxada para sentar (aos 4 meses) e em suspensão ventral (alinha com 8 semanas).

Reação de Endireitamento

Estas reações tornam a criança capaz do virar de lado, elevar a cabeça, ficar sobre suas mãos e joelhos e sentar. Embora o comportamento inicial da criança seja controlado por um conjunto integrado de reflexos subcorticais, ele logo aprenderá a usar esses padrões básicos de coordenação em suas atividades voluntárias. Este reflexo aparece a partir do 6° mês.

Reação de Anfíbio

Esta prova é realizada estando o lactante em decúbito ventral. O examinador vira a pelve do lactante, afastando-a um pouco da mesa de exame. Este reflexo aparece no 6º mês.

Reações de Equilíbrio

As reações de equilíbrio podem ser observadas colocando a criança sobre uma mesa inclinando a superfície, isto pode ser feito em prono (iniciando no 4° mês), supino (aparece no 6° mês), sentada (aparece no 7º mês), em 4 apoios (iniciando entre 9 e 10 meses) ou de pé (aparece no 12° mês). Reações Protetoras Este grupo de reações ocorre pela estimulação dos canais semicirculares do ouvido interno. Estas podem ser para frente (iniciando no 6° mês), para o lado (aparece no 8° mês) e para trás (aparece no 9° mês).

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