A evolução estático-motora do neonato até a idade adulta depende da maturação do sistema nervoso central, sendo determinada por padrões gene...

Desenvolvimento Neuropsicomotor Infantil



A evolução estático-motora do neonato até a idade adulta depende da maturação do sistema nervoso central, sendo determinada por padrões geneticamente estabelecidos e estímulos ambientais.

O desenvolvimento infantil é influenciado por uma tríade, a tríade de Newell, que considera o papel do indivíduo, do ambiente e da tarefa.

As mudanças durante o primeiro ano de vida são as mais importantes modificações, onde se processam os maiores saltos evolutivos e em curto período de tempo. No primeiro ano, a criança passa de uma posição horizontal para uma vertical, quando aprende a se movimentar contra a gravidade.

As modificações nos marcos de desenvolvimento típico geralmente são percebidas e relatadas de mês a mês, de forma que as crianças podem ser classificadas como pertencentes a uma determinada faixa etária motora.

Para determinar a faixa etária motora, se considera os seguintes critérios que compõem o desenvolvimento típico infantil:

Reflexo: pode ser conceituado como uma mesma resposta motora a um determinado estímulo sensorial. Os reflexos são movimentos simples, cujo controle motor é realizado principalmente pela medula e, algumas vezes, como modulação mesencefálica. Ao longo do desenvolvimento típico eles são suprimidos ou substituídos por reações automáticas.

Reações: são movimentos automáticos controlados pelo mesencéfalo e quem incluem padrões rítmicos já bem aprendidos, como a mastigação, a preensão e até mesmo a marcha.

Padrões de movimento: se referem as posturas adotadas para possibilitar a execução das habilidades motoras, tais como: supino, prono, sentado, em pé, entre outros. Estes fatores dependem do componente neuromaturacional e permitem o ajuste e a adaptação de acordo com o contexto. Desta forma, os padrões motores básicos ocorrem pelos mecanismos de feedback e feedfoward.

O feedback fornece as pistas sensoriais necessárias e o feedfoward realiza os ajuste posturais antecipados, após a automatização do feedback.

Habilidades motoras: se referem aos movimentos com controle cortical, que demandam intenso aprendizado motor e são o foco principal da atuação do fisioterapeuta. Estas são consideradas o nível mais elevado de controle motor.

Planos de movimento: fazem parte de uma categoria que tem merecido atenção recentemente e dizem respeito à aquisição de movimentos no plano sagital, frontal e transversal. Somente após dominar o plano transversal é que a criança conseguirá realizar movimentos mais complexos como a rotação e até mesmo a escrita.

Todos estes itens possuem relação direta com o desenvolvimento motor que ocorre no primeiro ano de vida.

A criança quando nasce responde ao meio ambiente de maneira reflexa. Isso ocorre porque o SNC ainda é imaturo e as vias da motricidade voluntária não possuem mielinização suficiente na cápsula interna para que o córtex motor tenha ação principal. Assim sendo, mesmo que intencional, qualquer resposta será meramente reflexa, comandada pela medula e pelo mesencéfalo.

Durante seu amadurecimento o SNC estabelece novas sinapses e, progressivamente, o comportamento motor se transforma. Alguns reflexos se automatizam e se transformam em reação. As reações de equilíbrio, proteção e retificação evoluem e proporcionam estabilidade para que os padrões de movimentos voluntários se estabeleçam.

Ao mesmo tempo, durante a movimentação espontânea, a criança adquire mobilidade nos diferentes planos de movimento. Inicialmente domina o plano sagital, com os movimentos de extensão e flexão. Posteriormente o plano frontal, com as transferências de peso e a flexão latero-lateral. Por último adquire o plano transversal ou rotacional, que proporciona os movimentos de dissociação, imprescindíveis para as trasnferências de postura, marcha cruzada, entre outras habilidades.

Recém-nascido

As crianças posicionam-se em supino, com a cabeça lateralizada. Observa-se a retração da cintura escapular, com elevação, adução, rotação interna ou externa dos ombros. Há flexão dos cotovelos, com pronação de antebraços, flexão de punhos e dedos e adução de polegares. A pélvis fica em retroversão com os membros inferiores fletidos sobre o abdômen, quadris em abdução e rotação externa, flexão de joelhos e dorsiflexão dos pés.

Quando sentado, a cabeça cai para trás sem controle, enquanto os braços, a coluna lombar e o tronco permanecem em flexão.

Em prono, o peso do corpo se encontra mais transferido sobre a cabeça e o tronco, o que impede a movimentação de membros superiores. Há flexão de membros inferiores, com os quadris sem tocar o plano de apoio. O bebê pode virar a cabeça para os lados para liberar as vias aéreas e levantá-la por alguns segundos.

Os membros superiores movimentam-se em bloco e as mãos podem se abrir, porém os polegares são menos móveis, podem permanecer dentro das palmas das mãos. Os membros inferiores são mais móveis e apresentam movimentos de flexão e extensão alternados. Esta movimentação é reflexa, pode ser intencional pela variedade de adaptação às exigências do ambiente, mas é involuntária.

Sucção: ao encostar o bico do peito na boca da criança, ela começa a sugar;
4 pontos cardeais: quando se toca no rosto da criança, ela irá movimentar a cabeça em direção ao toque;

Moro: com a criança suspensa, deve-se deixar a cabeça cair bruscamente. Neste momento, o recém-nascido realizará a extensão e abdução de membros superiores e inferiores, seguidos de flexão e adução;

Preensão palmar: quando se coloca algum objeto na mão da criança, ela, automaticamente, irá realizar uma preensão com a mão;

Preensão plantar: ao se colocar algum objeto sob os dedos do pé de um recém-nascido, ele irá realizar a flexão dos dedos dos pés;
Liberação de vias aéreas: quando colocado em decúbito ventral, o recém-nascido é capaz de realizar uma lateralização da cabeça para um dos lados, afim de liberar as vias aéreas;

Gallant: com a criança em decúbito ventral, se estimula a musculatura para vertebral de um dos lados e a criança irá realizar uma flexão lateral para o lado estimulado;

Sustentação de membros inferiores: Quando a criança é colocada com os pés apoiados num suporte, visualiza-se uma co-contração dos membros inferiores;
Marcha automática: quando se coloca o recém-nascido em pé numa mesa, com anteriorização do tronco, a criança é capaz de desencadear movimentos alternados de membros inferiores semelhantes à marcha.

Primeiro trimestre

Em prono, o reflexo de liberação das vias aéreas evolui para a reação labiríntica de retificação. Progressivamente, com a elevação da cabeça se ativa os músculos extensores do tronco e diminui-se o padrão flexor. Há encurtamento dos flexores de quadril, com adução e rotação externa da articulação coxo-femural.

Em supino, o padrão flexor fisiológico diminui aos poucos. Há chutes alternados que causam trabalho ativo dos abdominais.

Ocorre evolução da reação labiríntica de retificação, o que confere uma melhora progressiva do controle cervical.

Neste trimestre diminuem os reflexos de sucção, dos quatro pontos cardeais, de Moro e preensão palmar. Os reflexos de sustentação e marcha automática desaparecem.

Reação labiríntica de retificação: serve para manter a posição da cabeça normal no espaço;

Reação cervical de retificação: quando a cabeça da criança é rodada para um dos lados, segue-se a rotação do tronco em bloco para o mesmo lado;

Reflexo Tônico Cervical Assimétrico (RTCA): ao lateralizar a cabeça para um dos lados, observa-se uma maior extensão do membro superior e inferior homolateral ao movimento, enquanto acontece uma maior flexão do membro superior e inferior contralateral ao  movimento.


No final deste trimestre à controle cefálico, descarga de peso dos membros superiores nos antebraços e estabilidade da cintura escapular. Deve-se ressaltar que é comum encontrar posturas assimétricas devido ao RTCA, contudo, estas devem ser suprimidas no final do trimestre, juntamente com o reflexo.

Segundo trimestre

Durante este período as reações posturais estão em pleno desenvolvimento e as crianças experimentam sensações de transferência de peso latero-lateral e de movimentos rotacionais. A reação de retificação cervical será substituída pela reação corporal de retificação.

Em supino verifica-se as mãos na linha média, a extensão dos cotovelos contra a gravidade, a retirada da cabeça do plano de apoio, a ponte, a colocação das mãos nos joelhos e nos pés, o levar os pés a boca, e o rolar.

Em prono ocorre a posição de balconeio dos membros superiores. O peso do corpo se transfere para a pelve, desenvolvendo a anteroversão, e ocorre a liberação de um dos braços para a exploração do ambiente, com descarga de peso no hemicorpo contralateral.

Reação de anfíbio (prono): quando a criança é colocada em prono e se eleva um dos lados da pelve, o membro superior e inferior homolateral ao estímulo se fletem;

Reação de proteção para frente (sentado)

Reação de Landau (ventral): colocando a criança em suspensão ventral ela responde com um movimento de extensão de cabeça e tronco;

Reação de retificação corporal (supino): quando a cabeça é rodada para um dos lados, a criança irá realizar dissociação de cinturas para o lado homolateral ao estímulo, até que consiga girar todo o corpo.

A criança inicia o sentar lateral pela transferencia de peso pelos membros superiores. A criança também tem capacidade de realizar a descarga de peso nas mãos com cotovelos estendidos.

Ao final deste trimestre a criança já é capaz de passar de supino para decúbito lateral e para prono, por meio da rotação de tronco. Também é capaz de passar para a posição sentada de maneira independente e é capaz de manter-se com aumento da cifose dorsal, da base de sustentação e com membros inferiores e abdução e rotação externa de quadril.

Terceiro trimestre

Este é um período de ampla exploração, visto que a criança já possui os três planos de movimento. Neste período a criança refina suas reações posturais, possui bom equilíbrio sentado e  tem grande liberdade de movimento de tronco e membros superiores.

O engatinhar primeiramente acontece de forma primitiva e depois com dissociação de cinturas. A criança senta nos calcanhares, senta de lado, passa para ajoelhada e semi-ajoelhada e, segurando nos móveis, passa para a posição ortostática.

Reação de proteção para os lados: a criança irá apoiar as mãos lateralmente para manter o equilíbrio e proteger de quedas;
Mecanismo de feedforward das mãos: as mãos da criança irá se moldar a qualquer objeto que ela segure.

Quarto trimestre

Neste trimestre a criança aperfeiçoa a posição de ortostase, há transferencia de peso e passos para a lateral com apoio e, finalmente, realiza a marcha dependente. A marcha inicial ocorre com base de sustentação alargada, abdução e rotação externa da articulação coxo-femoral, elevação dos membros superiores e fixação da cintura escapular.

No final deste período a maioria das crianças típicas deambulam, contudo ainda existe uma preferencia pelo engatinhar, pois é uma maneira mais rápida e fácil de locomoção, visto que a gravidade tem uma influencia menor.

Consultei aqui

A Fisioterapia na Pediatria atende desde o neonatal a crianças de 0 a 12 anos de idade, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com at...

10 patologias comuns que a Fisioterapia na Pediatria atua

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A Fisioterapia na Pediatria atende desde o neonatal a crianças de 0 a 12 anos de idade, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.

Vamos ver agora 10 patologias que o profssional de pediatria na fisioterapia enfrentará na sua prática clínica:

1) Paralisia Cerebral: Lesão ou malformação do encéfalo imaturo de caráter permanente, mas não progressivo, que leva a alterações da postura e do movimento permanente mas mutáveis.

2) Mielomeningocele: Má formação congênita, Ocorre nas primeiras semanas de gravidez quando o tubo neural do embrião não se fecha corretamente.

3) Hidrocefalia: é um acúmulo anormal de fluído - fluído cérebro-espinhal, ou FCE - nas cavidades dentro do cérebro chamadas ventrículos.

4) Síndrome de Angelman:  traz um comportamento alegre, caracterizado com riso fácil e frequente, se comunicando com dificuldade em conseqüência da diminuição de sua capacidade de expressão oral.

5) Distrofia Muscular de Duchenne: distrofia muscular é uma doença de origem genética, cuja característica principal é o enfraquecimento e posteriormente a atrofia progressiva dos músculos, prejudicando os movimentos e levando o portador a uma cadeira de rodas.

6) Síndrome de Down:  é uma doença causada por uma anormalidade nos genes, ocorrendo a trissomia do par 21, ou seja, 3 pares de cromossomos.

7) Luxação congênita de quadril: ocorre perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo durante o nascimento.

8) Patologias respiratórias como bronquites, asma, fibrose cistica..

9) Legg-Calvé-Perthes: uma interrupção do suprimento sanguíneo que leva a isquemia na cabeça do fêmur. Em geral afeta crianças entre 2 e 12 anos, numa proporção de 4 meninos para uma menina.

10) Pés tortos congênito: é uma deformidade complexa que envolve ossos, músculos, tendões e vasos sanguíneos.

Temos inumeras outras patologias que o fisioterapeuta pode atuar na fisioterapia na pediatria. Para estar sempre atualizado inclusive com tratamentos utilizados nesta especialidade, indico o Cd de Fisioterapia na Pediatria que traz artigos e matérias sobre essa especialidade

Até a próxima!

Pais, não abusem do álcool gel. Pensem e discutam com o pediatra antes de dar antibióticos aos seus filhos. Não tenham medo de deixá-los ...

A importância da sujeira no primeiro ano de vida



Pais, não abusem do álcool gel. Pensem e discutam com o pediatra antes de dar antibióticos aos seus filhos. Não tenham medo de deixá-los brincar em tanques de areia. Mães, amamentem; mesmo que o leite tenha que ser complementado. Se puderem, tenham um cachorro e optem pelo parto normal em vez da cesárea. A melhor maneira de limpar uma chupeta que cai no chão é lambê-la antes de dar de volta ao bebê. Água quente e sabão bastam para lavar mamadeiras. Deixem as crianças se sujarem, ficarem ao ar livre. A lista acima está relacionada a um campo da ciência que vem explodindo de cinco anos para cá: o estudo do chamado microbioma (os micróbios e seus genes que habitam o corpo humano).

Esses micróbios agora começam a ser mapeados e a ter suas funções conhecidas; vários deles, mostram estudos, regulam o sistema imunológico. A falta de certos micróbios já foi associada a males como asma, obesidade, autismo e diabetes.

— Doenças da vida moderna, que explodiram de 20, 30 anos para cá. Justamente quando houve um excesso de higienização do mundo — argumenta Brett Finlay, microbiologista da Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá.

Finlay escreveu "Let Them Eat Dirt" (Deixe-os comer terra, em tradução livre), em que descreve pesquisas recentes e outras ainda em andamento mostrando como os micróbios (principalmente as bactérias) atuam no organismo humano e são capazes de contribuir para a saúde. O livro ganhou uma edição em Portugal, está disponível para ser comprado on-line, mas ainda não tem data prevista para sair no Brasil.

Essa exposição aos "micróbios bons" é fundamental durante a primeira infância, argumenta o pesquisador que, além de contar casos e citar pesquisas, dá dicas de como os pais devem melhorar a microbiota (bactérias, vírus e fungos) dos filhos.

CONEXÃO ENTRE O INTESTINO E O CÉREBRO

Os estudos são variados. O próprio Finlay Lab (o laboratório do cientista) publicou na revista "Science", no ano passado, a análise que fez colhendo fezes de 319 bebês, de 3 meses de vida e 1 ano de idade. Ele descobriu que os bebês com mais propensão à asma aos 3 anos não tinham, quando menores, quatro tipos de bactérias presentes no organismo de crianças sem asma. Esses micróbios são bactérias passadas durante o parto vaginal e o aleitamento materno e que são mortas com o uso de antibiótico no primeiro ano de vida da criança. Outro estudo no laboratório de Finlay associou a ausência de micróbios a um maior risco de obesidade em crianças.

— Estamos apenas iniciando o mapeamento desses micro-organismos. Acredito que esse mapeamento irá promover uma verdadeira revolução na medicina. Podemos criar dietas e tratamentos personalizados quando soubermos que tipo de micróbio colocar em cada organismo — comenta Finlay.

Há, além disso, diz ele, uma forte conexão entre o intestino e o cérebro. Sem querer criar uma panaceia, ele vê como promissores estudos que usam transplantes fecais em crianças autistas.

— Há muitos dados que indicam que crianças autistas têm micróbios diferentes em seus organismos, o que é um primeiro passo. Não sei se o transplante fecal representará a cura do autismo, mas há bastante coisa sendo feita nesse campo.

O médico da família Ricardo Ghelman, do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP, e Emanuel Sarinho, presidente do Departamento Científico de Alergia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dizem que há uma tendência mundial — no Brasil apenas começando — de se usar menos antibióticos e pensar em como podemos estimular a imunidade de nossa população infantil.

— Ter febre é bom para estimular o sistema imunológico da criança. Se o estado geral estiver bom, nem medicar às vezes é necessário. Antibiótico então nem se fala, só atua contra bactérias, e muitas vezes as crianças têm quadros virais. Esses remédios são maravilhosos, mas seu uso não pode ser banalizado justamente porque eles matam também bactérias do bem — diz Sarinho.

Ghelman indaga: "precisamos pensar no que é mais importante na promoção da saúde: nos mantermos afastados dos micróbios ou sermos imunes a eles?"— um desafio para a medicina moderna.

Mesmo sem conhecer o livro, Fabiana Fernandez segue seus ensinamentos com os filhos James, de 2 anos e 7 meses, e Isabela, de 9 meses.

— Desde pequenos no tanque de areia, chupeta que cai no chão vai pra boca e mamaram no peito. Temos um cachorro, e eles são muito saudáveis.

Neurologia, pneumologia, ortopedia, reumatologia, cardiologia, ... São tantas especialidades ligadas a Fisioterapia na Pediatria que o fisio...

O lúdico no tratamento de fisioterapia na pediatria

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Neurologia, pneumologia, ortopedia, reumatologia, cardiologia, ... São tantas especialidades ligadas a Fisioterapia na Pediatria que o fisioterapeuta tem que estar atualizado para saber lidar com todas elas. Porém, há mais uma que o fisioterapeuta tem que estar atento: a recreação.

A recreação atrai a atenção da criança, seja de que idade for. A  Fisioterapia Pediátrica   é o ramo da Fisioterapia que utiliza uma abordagem com base em técnicas especializadas, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade. Para um melhor sucesso do tratamento, a introdução da recreação, que traz a ludicidade é parte importante deste processo. A ludicidade e as técnicas especializadas.

Essas técnicas especializadas através da fisioterapia motoras ajuda o desenvolvimento infantil. Muitas dessas técnicas são muito difundidas, graças as inúmeras pesquisas e relatos de profissionais que tiveram sucesso em diversas patologias tratadas por elas. A publicação de artigos e produção de material ajuda a melhora dos tratamentos. Portanto, a leitura de artigos científicos e relatos de profissionais em diversas patologias pediátricas seja que especialidade for é um bom recurso para atualização profissional do fisioterapeuta.

Sob esse aspecto, preciso indicar o Cd de Fisioterapia na Pediatria, que agrupa dezenas de artigos e material para o fisioterapeuta se atualizar. É um bom recurso e que deve ser mais utilizados pela fisioterapia.

Atrair a atenção da criança e tornar todo o processo mais agradável é um dos principais objetivos do fisioterapeuta nesta especialidade. Ele vai trabalhar muitas vezes com o lúdico, o que pode tornar o tratamento mais interessante. O acompanhamento envolve ainda a orientação à família sobre as medidas adaptativas em casa a fim de garantir melhores condições físicas para a família e o principal paciente, nesse caso, a criança.

  Miotonia é o fenômeno resultante da diminuição da velocidade de relaxamento do músculo após contração voluntária (miotonia de ação), estím...

Doença de Becker e a Fisioterapia

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Miotonia é o fenômeno resultante da diminuição da velocidade de relaxamento do músculo após contração voluntária (miotonia de ação), estímulo mecânico (miotonia de percussão) ou estimulação elétrica, quando se observa atividade elétrica repetitiva das fibras musculares na eletromiografia.

As duas maiores formas de miotonia congênita são doença de Thomsen e doença de Becker. Elas são diferenciadas pela severidade dos sintomas e padrão de herança. A doença de Becker, de herança autossômica recessiva, aparece mais tardiamente na infância e causa mais rigidez muscular que a doença de Thomsen (autossômica dominante), sendo que alguns individuos podem apresentar fraqueza muscular (o que não ocorre na doença de Thomsen).

Os sintomas da doença de Becker, normalmente começam durante a infância, mas a condição pode não se tornar muito aparente por alguns anos. Os sintomas geralmente incluem:
  • Demora para andar e correr em crianças jovens.
  • Fica desajeitado sem explicação.
  • Cólicas durante exercícios físicos.
  • Dificuldade de participar de esportes na escola.
  • Músculos fracos perto do torso.
  • Aumento do tamanho das panturrilhas.
  • Dificuldade ao levantar peso e subir escadas.
  • Dificuldade para se levantar depois de uma queda.
  • Perda da habilidade de andar.
  • Problemas cardíacos.
  • Dificuldades para aprendizado e comportamentos diferentes.
Não há cura para a distrofia muscular de Becker. O tratamento visa dar suporte para o paciente e melhorar sua qualidade de vida e nisso o fisioterapia pode ajudar o portador.

Como a fisioterapia pode ajudar? É importante saber a fraqueza muscular progressiva dos músculos das pernas e da pelve associada à perda de massa muscular (emaciação). Essa fraqueza também atinge os braços, o pescoço e outras áreas, mas não de forma tão intensa como ocorre na metade inferior do corpo.

Os músculos das panturrilhas inicialmente aumentam de tamanho (como uma tentativa do corpo para compensar a perda de força muscular) e o tecido dos músculos aumentados é, eventualmente, substituído por gordura e por tecido conjuntivo (pseudo-hipertrofia). As contraturas musculares ocorrem nas pernas e nos calcanhares, provocando uma falta de habilidade para utilizar os músculos, por causa do encurtamento das fibras musculares e da fibrose do tecido conjuntivo.

O desenvolvimento dos ossos é anormal, provocando deformidades do esqueleto do tórax e de outras áreas. A cardiomiopatia ocorre em quase todos os casos e o distúrbio também pode vir acompanhado de retardo mental, que não é inevitável e não piora no curso da doença. A causa deste enfraquecimento é desconhecida.

A fisioterapia tem muitos recursos para amenizar o qe essa doença causa ao portador. Mãos a obra!

Uma criança inquieta, que na escola mal para sentada na cadeira, é uma forte candidata a receber um diagnóstico comum no Brasil: T...

Como tratar hiperatividade sem remédio



Uma criança inquieta, que na escola mal para sentada na cadeira, é uma forte candidata a receber um diagnóstico comum no Brasil: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), tratado, na maioria dos casos, com remédios tarja preta. Houve um tempo em que os psicofármacos usados no tratamento, como a famosa ritalina, até se esgotavam nas farmácias brasileiras. Esse tempo passou.  

Não que o TDAH tenha saído da agenda dos profissionais da educação ou da rotina dos pais desesperados por uma cura para o "mau comportamento" dos filhos. O que aconteceu foi que começaram a surgir alternativas aos medicamentos, que apresentam efeitos colaterais fortes, como taquicardia e insônia. A modernização das terapias para exercitar o cérebro, como o método Neurofeedback, tem apontado um outro caminho possível para "medicar" de forma natural quem tem o transtorno.

Neurofeedback pode ser uma alternativa aos remédios

A proposta do Neurofeedback, que teve sua origem no Japão, é treinar o intelecto para que o paciente consiga sustentar um determinado esforço mental por mais tempo. Ou seja, se a intenção dele for fazer uma tarefa inteira em sala de aula, com os meses de prática o cérebro vai saber como atingir esse objetivo. Chega a um ponto em que o raciocínio passa a se manter estável, evitando interrupções seguidas, como ocorre com quem tem TDAH.  

Para alcançar um bom nível de concentração, no treinamento do Neurofeedback a criança fica conectada a um computador. As ondas cerebrais são medidas com ajuda de eletrodos. Quando o software detecta desatenção, imediatamente envia um sinal. Ao longo de dezenas de sessões, o jovem aprende a se controlar.

Neurofeedback no Brasil

Pediatra há 20 anos, Valéria Modesto, pós-graduada em Neurociências pelo Instituto D'Or, no Rio de Janeiro, já trabalha com Neurofeedback no Brasil. Ela faz atendimentos clínicos na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Os pacientes têm respondido bem às intervenções terapêuticas.

A especialista enfrenta resistência entre a classe médica com o projeto que criou em 2011 para cuidar de pessoas com TDAH, o "Mente Confiante", mas diz que não vai desistir. "Os resultados são percebidos a partir da décima segunda sessão. A pessoa melhora o foco, reduz a ansiedade e entende melhor suas emoções", explica.

Convencida das possibilidades do Neurofeedback, Modesto diz que a aplicação das técnicas provoca outras mudanças, como "controle da tensão muscular, sudorese, frequência cardíaca e modulação do ritmo biológico do sistema nervoso central". Os efeitos, de acordo com ela, permanecem de um a dois anos.

Luta contra os medicamentos

A terapia livre de químicos é defendida por muitos especialistas justamente porque continua fazendo efeito sobre o paciente mesmo depois de concluídas as séries de exercícios de estimulação cerebral.

Para a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Maria Aparecida Moysés, o diagnóstico precipitado do TDAH com a prescrição de medicamentos pode inclusive mascarar o diagnóstico de outras doenças. "Esse diagnóstico, que é um rótulo, não ajuda. Não podemos sedar o sofrimento. Muitos profisionais deixam de diagnosticar psicose e autismo e colocam tudo no gavetão do TDAH." A pediatra adverte que o estado de "atenção" produzido pela ritalina não é o efeito terapêutico dela, mas uma reação adversa.

Na verdade, Moysés também é contra tratamentos alternativos como o Neurofeedback, por questionar a própria existência do TDAH. "O Neurofeedback também é um erro porque parte do princípio de que o déficit de atenção é uma doença. Esse é um transtorno jamais se comprovou. Algumas crianças são mais agitadas, mais ativas. Isso é uma doença?", questiona.

 

Em defesa da ritalina

Já Bruno Palazzo Nazar, professor de psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do King's College de Londres, defende que o metilfenidato "é uma medicação comprovadamente valiosa". E discorda que o transtorno de hiperatividade seja algo inventado. Segundo ele, profissionais que se posicionam contra o diagnóstico "se deixam guiar por ideologias e preconceitos em detrimento dos pacientes e seus familiares, que sofrem".

A respeito do Neurofeedback, Nazar pertence ao grupo de especialistas desconfiados da validez clínica do método. "A mais recente revisão de estudos científicos aponta que o Neurofeedback talvez não seja eficaz no tratamento do TDAH", diz.

Ainda de acordo com Nazar, o risco de um possível "vício" em ritalina nunca foi comprovado cientificamente. "Como se trata de uma doença crônica, alguns pacientes vão precisar de uso contínuo da medicação, assim como faria um hipertenso ou um diabético", afirma.

O que diz a OMS?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o Décifit de Atenção e Hiperatividade como uma desordem neurológica. De acordo com a OMS, as terapias cognitivo-comportamentais, como Neurofeedback, são indicadas para as crianças com diagnóstico de TDAH.

O uso da ritalina não é descartado pela organização, desde que haja para o paciente um acompanhamento rigoroso por uma equipe de especialistas, além do consentimento da família. A OMS recomenda também que os pais recebam apoio para lidar com a situação.

No Brasil, algumas escolas já aplicam os direitos do Estatudo da Criança e do Adolescente nos casos de TDAH. Um jovem com o distúrbio pode ter condições especiais para fazer uma prova, ou solicitar assistência especializada na rotina escolar, como já acontece com quem sofre de autismo.

O emprego de atividades equestres como recurso terapêutico vem aumentando consideravelmente nas últimas décadas. A Equoterapia, como é ...

Saiba mais sobre a Equoterapia


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O emprego de atividades equestres como recurso terapêutico vem aumentando consideravelmente nas últimas décadas. A Equoterapia, como é nomeada no Brasil, possui, no cavalo, um aliado promotor de ganhos de ordem física, psicológica, educacional e social. Assim, trata-se de uma prática terapêutica e educacional que, junto ao cavalo, em um enfoque interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, visa ao desenvolvimento integral de pessoas com deficiência ou não.

Curso online de Terapias com Equinos

A equoterapia é um método que utiliza cavalos para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiências físicas, mentais ou necessidades especiais em geral. O tratamento com o animal é utilizado como agente promotor para ganhos psicológicos, físicos e educacionais para esta população. Para os especialistas, a atividade exige uma participação do corpo inteiro, o que acaba contribuindo para o desenvolvimento da força, além de proporcionar relaxamento, conscientização do próprio corpo e ajuda na coordenação motora e no equilíbrio, ajudando na autoconfiança e na autoestima.

Tais ganhos acontecem devido à combinação de estimulações sensoriais e componentes de reabilitação motora originados em todos os sistemas básicos que, em conjunto, resultam em uma conexão motora e sensorial desenvolvida. Desta forma, a Equoterapia vem sendo sugerida como um fundamental recurso terapêutico. Deste modo, nessa modalidade de terapia, o cavalo promove benefícios cinesioterapêuticos, operando por meio do movimento tridimensional do dorso do cavalo, e pedagógicos, além de contribuir para a inserção social, dentre outros. Quando em atividade equoterápica, portanto, o sujeito do processo participa de sua reabilitação, na medida em que interage com o cavalo. Assim, o termo utilizado para designar a pessoa com deficiência nesta situação é "praticante".

A cada aula de 30 minutos, o praticante recebe cerca de 2.000 novos estímulos cerebrais, que são enviados pela medula espinhal até o sistema nervoso central. Nesse processo ocorrem as sinapses e a formação de novas células nervosas. Após quatro meses, acontece uma mudança em toda a arquitetura cerebral de tantas células nervosas que surgiram.

A idade mínima para iniciar a prática da terapia com cavalos é de um ano para qualquer caso, com ressalva somente para portadores de síndrome de Down, que tem recomendação a partir dos três anos. Essa diferença está relacionada às características da síndrome, que faz com que o portador tenha uma tendência à instabilidade na coluna cervical (entre a 1ª e 2 ª vértebras) e que pode ser agravada pelo movimento do cavalo.


No Brasil, o tratamento é normatizado pela Associação Nacional de Equoterapia Ande-Brasil, entidade assistencial sem fins lucrativos. O método é reconhecido pelo conselho federal de medicina (CFM) e pelo conselho de fisioterapia e terapia ocupacional (COFITO), estes reconhecimentos são nacionais, conforme informação do Ministério da Saúde.

A mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida aberta, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança em que as meni...

Saiba mais sobre a Mielomeningocele ou Espinha Bífida

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A mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida aberta, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança em que as meninges, a medula e as raízes nervosas estão expostas.

Geralmente, o surgimento da bolsa do mielomeningocele é mais frequente no fundo das costas, mas pode surgir em qualquer local da espinha, fazendo com que a criança perca a sensibilidade e função dos membros abaixo do local do problema.

Não se sabe ao certo o que causa a espinha bífida. Assim como acontece com muitos outros problemas de saúde, esta condição parece resultar de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como histórico familiar de malformações da coluna vertebral e deficiência de ácido fólico. O ácido fólico é um importante nutriente para o desenvolvimento saudável de um bebê. O folato é a forma natural da vitamina B9. O ácido fólico é a forma sintética da vitamina B9, encontrado muito em suplementos e alimentos fortificados. A deficiência deste nutriente aumenta o risco de espinha bífida e de outros defeitos da coluna vertebral.

Em geral, lesões mais altas como na coluna torácica, apresentam maior comprometimento neurológico. E, lesões mais baixas, lombo-sacrais, apresentam menos complicações. Na maioria dos casos a mielomeningocele é associada a hidrocefalia, herniação cerebral, comprometimento cognitivo e motor, disfunções do intestino e da bexiga.

O tratamento para mielomeningocele, normalmente, é feito nas primeiras 48 horas após o nascimento com uma cirurgia para fechar a coluna vertebral e proteger a medula, evitando infecções ou lesões graves que podem colocar em risco a vida do bebê.

Na mielomeningocele, a coluna vertebral do bebê permanece aberta ao longo de várias vértebras na parte inferior ou no meio das costas. Devido a esta abertura, as membranas e a medula espinhal sobressaem-se no momento do nascimento, formando um saco nas costas do bebê. Em alguns casos a pele cobre este saco, mas, normalmente, os tecidos e nervos estão expostos, fazendo com que o bebê esteja propenso a uma série de infecções que podem colocar em risco sua vida.

O comprometimento neurológico na mielomeningocele é comum, incluindo alguns sinais e sintomas:

  • Fraqueza muscular das pernas, às vezes envolvendo paralisia
  • Perda de controle e demais problemas intestinais e da bexiga
  • Insensibilidade parcial ou total
  • Convulsões
  • Problemas ortopédicos, como pés deformados, quadris irregulares e escoliose
  • Hidrocefalia
  • Presença de pelos na parte posterior da pélvis (região sacral)

Normalmente, o diagnóstico de mielomeningocele é feito pelo pediatra apenas com a observação dos sintomas, porém, pode ser necessário, em alguns casos, utilizar outros exames de diagnóstico como ressonância magnética, tomografia computadorizada ou raio X, por exemplo.

Há diversas 'técnicas fisioterapêuticas' para reabilitação de pacientes com Encefalopatia Crônica não Progressiva da Infância (EC...

Fisioterapia aquática e o tratamento de crianças


Há diversas 'técnicas fisioterapêuticas' para reabilitação de pacientes com Encefalopatia Crônica não Progressiva da Infância (ECNPI), mais conhecida como Paralisia Cerebral (PC). E estas 'técnicas' devem estar focadas em estimular o potencial de cada criança, com o objetivo de permitir a maior independência possível, buscando também o desenvolvimento das habilidades motoras, dos cuidados pessoais, do brincar e da inserção social.

A paralisia cerebral é definida como uma desordem do movimento e da postura devido a uma lesão no cérebro imaturo. O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo no tecido cerebral antes, durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e, dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva. Dentre os fatores pré-natais, estão as infecções maternas (rubéola, toxoplasmose), eclampsia, transtornos tóxicos e fatores físicos, como a exposição ao raio-X. Já os perinatais abrangem a prematuridade, baixo peso ao nascimento, icterícia grave, anóxia, circular de cordão umbilical, parto prolongado. Os fatores pós-natais podem ser meningecefalites, traumatismos crânio-encefálicos, processos vasculares, entre outros.

A fisioterapia aquática é uma dessas 'técnicas'. Mais conhecida como hidroterapia, utiliza as propriedades físicas da água para facilitar ou resistir determinados movimentos, além de estabilizar ou não o paciente em imersão. A prática deve ser realizada por um fisioterapeuta especializado, e tem como principal objetivo a aquisição da mobilidade e da funcionalidade de acordo com as capacidades físicas e cognitivas do paciente. A fisioterapia aquática proporciona um meio lúdico, prazeroso e capaz de oferecer ao paciente experiências que, em alguns casos não são possíveis no solo como rolar, caminhar e principalmente a liberdade de movimentos. Mas é de extrema importância que o tratamento na água seja associado a fisioterapia no solo, pois assim conseguiremos um trabalho positivo para ambos.

Em alguns casos, a criança apresenta dificuldade no início da terapia devido ao ambiente desconhecido ou distanciamento da mãe/cuidador, sendo assim, é necessário que nas primeiras sessões o cuidador (mãe, pai, avô, babá ) entre na piscina. Mas, a medida que ocorre a adaptação a criança sente-se motivada e o horário da terapia acaba sendo um momento prazeroso e alegre devido as conquistas adquiridas. É importante a avaliação inicial fora da piscina para a partir daí serem traçados os objetivos a serem alcançados com o tratamento. Vale lembrar que cada indivíduo é único e cada um vai ter uma resposta diferente aos estímulos do tratamento.

Embora seja considerada uma patologia não progressiva, seus sintomas podem evoluir para deformidades que se tornam incompatíveis com a função ou até mesmo com a higiene, interferindo na qualidade de vida.

Redução da prisão de ventre, cólica e melhor noite de sono. Esses são somente alguns dos diversos benefícios da massagem Shantala, técnica h...

Indique a Shantala: a massagem que cuida da saúde dos bebê

Shantala:  massagem que cuida da saúde do seu bebê
Redução da prisão de ventre, cólica e melhor noite de sono. Esses são somente alguns dos diversos benefícios da massagem Shantala, técnica hiper benéfica para bebês.

Nem todos sabem, mas o simples ato de fazer algum tipo de massagem pode ajudar a tornar as crianças ou bebês mais calmos, conscientes do próprio corpo e ainda por cima, felizes.

A prática é indicada para crianças com idade entre 0 e 9 anos e pode ser aplicada por mães, pais, educadores e babás. O toque da Shantala tem a propriedade de resgatar vínculos afetivos entre criança e a mãe, ou de construir uma aproximação entre a criança e a quem está praticando a massagem.

Veja abaixo algumas dicas para começar:

  • Antes de iniciar a massagem, recomenda-se aplicar um óleo no corpinho do bebê. O ideal é usar óleo vegetal, que é extraído das plantas e não o mineral derivado do petróleo. Os mais indicados são os de amêndoa-doce, coco, girassol e uva.
  • Com as mãos fechadas, posicione-as no centro do peito do bebê, deslize-as com um toque suave, abrindo-as em direção aos ombros da criança, e retorne pelas laterais do tronco.
  • Use o polegar para massagear a mãozinha do bebê - da palma em direção aos dedos. Abra e feche cada dedinho.
  • Com o bebê de barriga para cima e as mãos relaxadas, deslize suas mãos por toda a barriguinha, de cima para baixo.
  • A massagem também contempla os membros superiores e inferiores. Envolva com as suas mãos o quadril e tornozelo do bebê, deslizando do quadril em direção ao tornozelo. Alterne as mãos.
  • Massageie o centro da planta do pé em direção a cada dedinho, esticando-o e massageando-o.

Se possível, aplique a massagem sempre no mesmo horário. De preferência, antes do banho do bebê, e certifique-se que você pode se dedicar totalmente para o pequeno, nada de interferências externas.

Aproveite o momento para conversar com o bebê, tranquilizando-o, mantendo o olhar em seus olhinhos, em uma mesma sintonia. Importante: as manobras devem ser sutis, para que a introdução e a assimilação desse tipo de massagem se dê da melhor forma possível.

Agora é só relaxar seu bebê e esperar os resultados!

A bronquite é uma inflamação dos brônquios, tubos que levam ar aos pulmões, e pode causar aumento no volume de muco (catarro) produzido,...

Como a bronquite afeta as crianças





A bronquite é uma inflamação dos brônquios, tubos que levam ar aos pulmões, e pode causar aumento no volume de muco (catarro) produzido, tosse e chiado no peito. Pode ser aguda ou crônica.

A bronquite aguda tem duração média de até 10 dias. Em geral, é causada pelo mesmo vírus da gripe ou do resfriado, que é transmitido pelo ar quando alguém tosse ou por meio do contato físico, como aperto de mão.A doença também pode ser causada por algumas bactérias.

A bronquite crônica é mais séria, e sua principal causa é o tabagismo (fumo). A doença ocorre quando a mucosa dos brônquios fica constantemente irritada e inflamada, causando uma tosse contínua, também com catarro, além de chiado no peito. Os brônquios ficam mais suscetíveis a infecções causadas por vírus e bactérias oportunistas, o que pode agravar os sintomas

O video abaixo está em espanhol mas é fácil de entender. Uma verdadeira aula sobre a doença.


O chiado no peito é uma queixa muito comum que as mãe relatam em atendimentos de urgência ou consultas de rotina. Isso porque até os dois an...

Você sabe o que é um bebê chiador?

http://www.mae.tips/wp-content/uploads/2015/09/coughing_baby_bb65d821c7eb2.jpg

O chiado no peito é uma queixa muito comum que as mãe relatam em atendimentos de urgência ou consultas de rotina. Isso porque até os dois anos é muito comum que os bebês sejam acometidos pelo quadro de chiado no peito. Eles são chamados, então, de "bebês chiadores".

O quadro de bebê chiador pode sinalizar várias doenças, por isso é importante que, ao notar a presença de chiado, a mamãe leve o bebê ao médico, pois, assim, é possível fazer um diagnóstico precoce e descobrir a que tratamento submeter a criança.

Os grupos de sibilantes

Metade das crianças que chiam no início da vida deixa de fazê-lo aos cinco ou seis anos de idade, são os chamados Sibilantes Transitórios, nos quais existe relação com a redução do calibre (diâmetro) das vias aéreas, causados por: infecções virais, fumo materno, poluição, fatores genéticos e prematuridade. Nesse grupo não há história familiar ou pessoal de alergia.  Elas nascem com uma função pulmonar reduzida quando comparadas às que nunca chiaram.

Há um segundo grupo, também de início precoce, mas que persiste com os sintomas após os três anos de idade, nos quais o teste alérgico é positivo, são os Sibilantes Persistentes Alérgicos. Esses pacientes têm alergia e devem ser tratados pelo alergista ou pneumologista infantil.

O terceiro grupo, chamado Sibilantes Tardios, estes apresentam chiado no peito recorrente de início tardio, mas com tendência ao desaparecimento na pré-adolescência. Essas crianças não apresentam história familiar ou pessoal de alergia, por isso são também chamados, Sibilantes não Alérgicos Persistentes. Infecções respiratórias são os principais desencadeantes dos sintomas nesses pacientes.

Os fatores associados a chiado no peito recorrente são resultantes da interação gene-ambiente. Este é um problema comum nesta idade e é responsável por um grande número de internações e às vezes de tratamento em sala de emergência.

A asma é uma entre as várias causas de chiado no peito nesta faixa etária. Em menores de 5anos, a asma pode ser confundida com outras doenças, essa dificuldade no diagnóstico, associada à falta de instrumentos padronizados para verificar sua prevalência (ocorrência) em pré-escolares e escolares, resulta na falta de dados sobre a doença em crianças de baixa idade.

A prevenção da asma no lactente consiste em evitar tudo que possa sensibilizar a criança, ou seja, o fumo em casa e o controle dos alérgenos do ambiente doméstico. A amamentação exclusiva até os 6 meses de idade também ajuda na prevenção da asma.

Quando a criança tem outros sintomas da alergia como dermatite atópica, rinite alérgica, conjuntivite alérgica ou alergia alimentar, existe um potencial para o bebê chiador ser considerado asmático. E nesse caso deverá fazer acompanhamento com o especialista na área da alergia infantil, da pneumolgia infantil, podendo mesmo necessitar de avaliações da oftalmologia ou da dermatologia.

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