São as doenças mais frequentes durante a infância, acometendo um número elevado de crianças, de todos os níveis sócio-econômicos e por dive...

Doenças respiratórias na infância


São as doenças mais frequentes durante a infância, acometendo um número elevado de crianças, de todos os níveis sócio-econômicos e por diversas vezes. Nas classes sociais mais pobres, as infecções respiratórias agudas ainda se constituem como importante causa de morte de crianças pequenas, principalmente menores de 1 ano de idade. Os fatores de risco para morbidade e mortalidade são baixa idade, precárias condições sócio-econômicas, desnutrição, déficit no nível de escolaridade dos pais, poluição ambiental e assistência de saúde de má qualidade (SIGAUD, 1996).


RESFRIADO

Inflamação catarral da mucosa rinofaríngea e formações linfóides anexas. Possui como causas predisponentes: convívio ou contágio ocasional com pessoas infectadas, desnutrição, clima frio ou úmido, condições da habitação e dormitório da criança, quedas bruscas e acentuadas da temperatura atmosférica, susceptibilidade individual, relacionada à capacidade imunológica (ALCÂNTARA, 1994).

Principais sinais e sintomas: febre de intensidade variável, corrimento nasal mucoso e fluido (coriza), obstrução parcial da respiração nasal tornando-se ruidosa (trazendo irritação, principalmente ao lactente que tem sua alimentação dificultada), tosse (não obrigatória), falta de apetite, alteração das fezes e vômitos (quando a criança é forçada a comer).

Não existindo contra-indicações recomenda-se a realização de exercícios respiratórios, tapotagem e dembulação. Se o estado for muito grave, sugerindo risco de vida para a criança se ela continuar em seu domicílio, recomenda-se a hospitalização.


PNEUMONIA

Inflamação das paredes da árvore respiratória causando aumento das secreções mucosas, respiração rápida ou difícil, dificuldade em ingerir alimentos sólidos ou líquidos; piora do estado geral, tosse, aumento da frequência respiratória (maior ou igual a 60 batimentos por minuto); tiragem (retração subcostal persistente), estridor, sibilância, gemido, períodos de apnéia ou guinchos (tosse da coqueluche), cianose, batimentos de asa de nariz, distensão abdominal, e febre ou hipotermia (podendo indicar infecção).


AMIGDALITES

Muito frequente na infância, principalmente na faixa etária de 3 a 6 anos (ALCÂNTARA, 1994). Seu quadro clínico assemelha-se a um resfriado comum. Principais sinais e sintomas: febre, mal estar, prostração ou agitação, anorexia em função da dificuldade de deglutição, presença de gânglios palpáveis, mau hálito, presença ou não de tosse seca, dor e presença de pus na amigdala.

Às orientações de enfermagem acrescentaria-se estimular a família a ofertar à criança uma alimentação mais semi-líquida, a base de sopas, papas ...


OTITE

Caracterizada por dor, febre, choro frequente, dificuldade para sugar e alimentar-se e irritabilidade, sendo o diagnóstico confirmado pelo otoscópio. Possui como fatores predisponentes:

  • alimentação em posição horizontal, pois propicia refluxo alimentar pela tuba, que é mais curta e horizontal na criança, levando à otite média;
  • crianças que vivem em ambiente úmido ou flhas de pais fumantes;
  • diminuição da umidade relativa do ar;
  • limpeza inadequada, com cotonetes, grampos e outros, prejudicando a saída permanente da cera pela formação de rolhas obstrutivas, ou retirando a proteção e facilitando a evolução de otites micóticas ou bacterianas, além de poder provocar acidentes.

Orientar sobre a limpeza que deve ser feita apenas com água, sabonete, toalha e dedo.


SINUSITE

"Desencadeada pela obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face, favorecendo a retenção de secreção e a infecção bacteriana secundária" (LEÃO, 1989). Caracteriza-se por tosse noturna, secreção nasal e com presença ou não de febre, sendo que raramente há cefaléia na infância (SAMPAIO, 1994). Casos recidivantes são geralmente causados por alergia respiratória. Possui como fatores predisponentes:

  • episódios muito frequentes de resfriado;
  • crianças que vivem em ambiente úmido ou flhas de pais fumantes;
  • diminuição da umidade relativa do ar.


RINITE

Apresenta como manifestações clínicas a obstrução nasal ou coriza, prurido e espirros em salva; a face apresenta "olheiras"; dupla prega infra-orbitária; e sulco transversal no nariz, sugerindo prurido intenso. Pode ser causada por alergia respiratória, neste caso faz-se necessário afastar as substâncias que possam causar alergia.


BRONQUITE

Inflamação nos brônquios, caracterizada por tosse e aumento da secreção mucosa dos brônquios, acompanhada ou não de febre, predominando em idades menores. Quando apresentam grande quntidade de secreção pode-se perceber ruído respiratório ("chiado" ou "ronqueira") (RIBEIRO, 1994).

Propicia que as crianças portadoras tenham infecções com maior frequência do que outras. Pode se tornar crônica, levando a anorexia a uma perda da progressão de peso e estatura (RIBEIRO, 1994). Recomenda-se afastar substâncias que possam causar alergias.


ASMA

Doença crônica do trato respiratório, sendo uma infecção muito frequente na infância. A crise é causada por uma obstrução, devido a contração da musculatura lisa, edema da parede brônquica e infiltração de leucócitos polimorfonucleares, eosinófilos e linfócitos (GRUMACH, 1994).

Manifesta-se através de crises de broncoespasmo, com dispnéia, acessos de tosse e sibilos presentes à ausculta pulmonar. São episódios auto-limitados podendo ser controlados por medicamentos com retorno normal das funções na maioria das crianças.

Em metade dos casos, os primeiros sintomas da doença surgem até o terceiro ano de vida e, em muitos pacientes, desaparecem com a puberdade. Porém a persistência na idade adulta leva a um agravo da doença.

Fatores desencadeantes: alérgenos (irritantes alimentares), infecções, agentes irritantes, poluentes atmosféricos e mudanças climáticas, fatores emocionais, exercícios e algumas drogas (ácido acetil salicílico e similares).

É importante que haja:

  • estabelecimento de vínculo entre paciente/ família e equipe de saúde;
  • controle ambiental, procurando afastar elementos alergênicos;
  • higiene alimentar;
  • suspensão de alimentos só deverá ocorrer quando existir uma nítida relação com a sintomatologia apresentada;
  • fisioterapia respiratória a fim de melhorar a dinâmica respiratória, corrigir deformidades torácicas e vícios posturais, aumentando a resistência física.

Durante uma crise o paciente precisa de um respaldo medicamentoso para interferir na sintomatologia e de uma pessoa segura e tranquila ao seu lado. Para tanto a família precisa ser muito bem esclarecida e em alguns casos faz-se necessário encaminhamento psicológico.

Fonte

Com as crianças e jovens fora da escola, as viagens e passeios ficam mais frequentes e as contusões, com tantas idas e vindas, também. Perna...

Arnica ajuda a tratar os machucados mais comuns nas crianças


Com as crianças e jovens fora da escola, as viagens e passeios ficam mais frequentes e as contusões, com tantas idas e vindas, também. Pernas e braços roxos nem sempre são sinais de doenças. A prática do esporte e as brincadeiras podem ocasionar hematomas para os que têm uma vida saudável e querem aproveitar a brecha no calendário. Como eliminar as incômodas manchas púrpuras?

A planta Arnica montana tem seus poderes medicinais conhecidos desde a Idade Média e já recebeu muitos nomes populares, entre eles o de "quina dos pobres", fazendo alusão aos efeitos antitérmicos do vegetal.

Por questões de solo e clima, seu cultivo é muito difícil no Brasil, ela é nativa dos Alpes suíços. Possui lindas flores amarelo-alaranjadas, parecidas com as margaridas. Aqui no país encontramos diversas outras espécies que são popularmente chamadas de arnica, mas que têm em comum somente a sua aplicação contra hematomas ou para aliviar distensões musculares. Para a homeopatia ela é uma só, com nome e sobrenome, a Arnica montana.  

Aplicada imediatamente após uma lesão, a Arnica montana reduz a formação do hematoma, é muito utilizada no tratamento da artrite, de queimaduras, ulceras eczemas e acne.

Esta planta é rica em substâncias denominadas flavonóides que agem sobre os vasos sanguíneos, em carotenóides (grupo de pigmentos solúveis em gorduras), em ácidos fenólicos que têm ação bactericida e fungicida e, principalmente, em lactonas sesquiterpênicas que são responsáveis pelas propriedades antiinflamatórias, antihematomas e analgésicas. 

Externamente, salvo naqueles casos de pessoas com sensibilidade, o uso é tranquilo, existindo inúmeros produtos à base de Arnica como géis, talcos, pomadas, óleos no mercado mundial. Sua presença nos kits de primeiros socorros ou na mala da academia é bastante comum.

Aplicada imediatamente após uma lesão, a Arnica montana reduz significativamente a formação do hematoma, é muito utilizada no tratamento da artrite, de queimaduras, ulceras eczemas e acne; suas qualidades antibacterianas e antiinflamatórias ajudam a reduzir a dor e o edema e melhoram a cicatrização de feridas. 

Tratamento pela semelhança

Os especialistas sempre dizem que a cura em homeopatia é baseada na Lei da semelhança. Mas, o que isso quer dizer? Empregam-se substâncias que potencialmente podem gerar os sintomas que o paciente apresenta, de forma altamente diluída. O resultado? Uma cura rápida e permanente.

Quando alguém vai se submeter a uma cirurgia, independente se estética ou curativa, o cirurgião pode valer-se desta capacidade da Arnica montana em doses homeopáticas. O medicamento irá, preventivamente, preparar a reação do organismo para a ?contusão?, o edema e a inflamação que os cortes cirúrgicos provocam, ajudando no restabelecimento e evitando as complicações. 

Estes medicamentos são seguros, pois sendo altamente diluídos, não geram efeitos colaterais, nem dependência e não interagem com outros medicamentos. Seu uso se baseia em dados experimentais e sua eficácia está garantida pela lei da semelhança, que é uma das leis de cura medicamentosa.

Esta é uma das possibilidades de utilização da Arnica montana, isto é, a forma preventiva. Outra forma é aquela decorrente da consulta homeopática, onde o médico após analisar o conjunto sintomático do paciente encontra na Arnica montana o seu medicamento. Pode acontecer inclusive de o paciente receber a prescrição deste medicamento, tempos depois de ter sofrido uma contusão ou até mesmo tempos depois de uma contusão moral.  

O grande desafio na utilização correta de utilização dos medicamentos homeopáticos está justamente na adequação da indicação, naquilo que chamamos de diagnóstico medicamentoso. A adequação do grau da diluição também é parte importante do sucesso terapêutico.

Com isso, já somos capazes de usufruir da famosa Arnica montana, sabendo que sua utilização em doses mínimas só nos trará benefícios, com a segurança e a eficácia

No caso do recém nascido a termo, o peso do cérebro no dia do nascimento tem entre 300 e 330 gramas, aproximadamente. Com 1 ano, a massa e...

Desenvolvimento do cérebro infantil



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No caso do recém nascido a termo, o peso do cérebro no dia do nascimento tem entre 300 e 330 gramas, aproximadamente. Com 1 ano, a massa encefálica será triplicada a 900 gramas, crescendo em ritmo bem mais lento até os 1.500 gramas da fase adulta. Portanto, o primeiro ano de vida é importantíssimo.

O cérebro do recém-nascido é relativamente frágil, com conteúdo aquoso bastante grande. Depois, conforme vai chegando a 1 e 2 anos, esse conteúdo aquoso é substituído por proteínas, lipoproteínas e aminoácidos. Ocorre progressiva diferenciação da estrutura e também da ultra-estrutura: mielininização, características da célula nervosa e da célula de sustentação; o cérebro se diferencia nas interconexões nervosas e do ponto de vista bioquímico e enzimático.

Este crescimento no primeiro ano, entretanto, está sujeito a agressões que podem comprometer o cérebro, a exemplo de infecções como meningite e encefalite, traumas, desnutrição e doenças metabólicas e genéticas.

Essas modificações anatômicas no cérebro da criança a termo têm repercussão muito visível e passível de medida. O desenvolvimento neurológico da criança pode ser medido por meio das escalas de avaliação. No Brasil são padronizados o exame neurológico do recémnascido e o exame do lactente, desenvolvidos pelos professores Lefèvre e Diament, mas a grande maioria dos instrumentos que complementam essa avaliação é de escalas internacionais, que não foram adequadas ao país. Daí, a necessidade de extremo cuidado quando esta  avaliação é feita com instrumentos padronizados em outros lugares.

0 aos 6 meses De acordo com o pediatra, dos 0 aos 6 meses, por exemplo, a criança precisa de proteção o tempo todo e os acidentes tendem a o...

Acidentes em crianças


0 aos 6 meses

De acordo com o pediatra, dos 0 aos 6 meses, por exemplo, a criança precisa de proteção o tempo todo e os acidentes tendem a ocorrer mais freqüentemente quando ela adquire o hábito de se virar, engatinhar e pegar objetos.

Ele indica que, para evitar queimaduras, a mãe teste a água do banho com o cotovelo e evite beber líquidos quentes, como café ou sopa, com o filho no colo. Além disso, ele adverte que os únicos locais seguros para que um bebê nesta idade fique sozinho são o berço e o cercadinho. No entanto, é necessário que se verifique se os espaços entre as barras do berço são adequados para que o bebê não passe entre eles ou prenda sua cabeça. Neste sentido, os cercadinhos de malha são considerados os mais seguros.

O médico lembra que nunca se deve deixar uma criança desta faixa etária sem assistência sobre uma mesa de troca de roupas, por exemplo. Para evitar afastar-se, a recomendação é deixar sempre as fraldas à mão antes de largar a criança, recomenda o pediatra.

Dos 0 aos 6 meses, os brinquedos devem ser grandes o bastante para não serem engolidos, além de serem resistentes para não quebrarem. Também é importante que não tenham pontas nem arestas agudas, sendo arredondados e de madeira lisa ou de plástico. Eles também não devem conter tintas tóxicas. Na hora de comprar, recomenda-se que se verifique as recomendações de idade do fabricante, alerta.

É importante também que se mantenha objetos pequenos e agudos, fora do alcance das crianças. O mesmo com os sacos plásticos, fios de telefone longos e travesseiros fofos, que podem ser sufocantes, asfixiando a criança. O médico chama a atenção também para que a criança não durma na mesma cama que os pais, que, ao virarem-se à noite, podem asfixia-la.

Nas viagens de automóvel, as crianças nunca devem ser transportadas no colo das mães no assento dianteiro, pois, em um acidente, o corpo da mãe pode esmagar o do filho contra o painel, sem que esta tenha qualquer controle sobre a situação. O transporte adequado para bebês é a cadeirinha no banco de trás, sempre com cinto de segurança.

7 aos 12 meses

As crianças nesta faixa etária, descreve o Dr. Naves, já começam a engatinhar, ficam de pé e podem começar a caminhar. Eles põem tudo na boca. Deve-se ter cuidado, em especial, com os riscos de afogamento e de queimaduras, evitando-se a cozinha, considerada o local mais perigoso da casa. O médico propõe mesmo que se coloque um bloqueio que impeça a passagem da criança para a cozinha, pois líquidos e alimentos quentes, fios elétricos, torradeiras, bules, garrafas e o próprio fogão são perigosos, assim como a tábua de passar roupa.

Nesta etapa, deve-se manter fora do alcance das crianças todos os remédios e venenos, assim como os produtos perigosos, que devem ser mantidos em suas embalagens originais. Para evitar quedas, compensa usar portas ou portões nas escadarias e baixar o estrado das camas a partir do momento que a criança começa a sentar ou ficar de pé. Os cuidados que vinham sendo tomados até os seis meses podem ser todos mantidos. As tomadas podem passar a ser protegidas com protetores nos soquetes.

1 a 3 anos

O médico de Taguatinga, MG, explica que as crianças de 1 a 2 anos são muito ativas e têm necessidade de investigar, escalando, abrindo portas e gavetas, retirando coisas de armários e brincando com água. O De acordo com a cartilha "Acidentes na Infância" editada pelo Hospital São Camilo, de São Paulo, e disponível no seu site, nesta idade as crianças são ainda fascinadas pelo fogo e capazes de abrir a maioria dos recipientes, além de explorarem armários de louças, medicamentos, mesas de cabeceira, interior de guarda-roupa, geladeiras, fornos, entre outros locais que reservam perigos. Observar de perto as crianças desta idade é essencial para evitar acidentes.

Elas estão muito interessadas no que estão fazendo e tem pouca consciência dos perigos que podem estar correndo. São comuns as quedas e os cortes, por isso é preciso manter as portas ou caminhos para escadas, depósitos ou rua trancadas ou bloqueadas. Vale a pena usar pratos e copos de plástico e verificar os móveis com bordas cortantes. O pediatra ensina que nesta idade as crianças são rápidas e imprevisíveis. Elas podem arremessar e chutar bola, correr, pular e pedalar um velocípede. Elas começam a entender. Mas ainda não sabem o que é perigoso. Elas necessitam de proteção, supervisão e disciplina firme.Na banheira, deve-se usar tapetes não derrapantes e instalar grades em todas as janelas acima do primeiro andar. A cozinha continua sendo uma área de risco.

3 a 5 anos

Com esta idade, explica o pediatra, a criança explora a vizinhança, corre, escala, anda com velocípede, aprende a andar de bicicleta, brinca com outras crianças, atravessa a rua e esses movimentos precisam ser feitos sob atenta vigilância. A enfermeira Shirley ensina ainda que nesta fase as crianças sobem em árvores, ficam em pé em balanços, brincam com mais violência com os brinquedos, bolas pesadas, fósforos e isqueiros, além de experimentarem remédios. Nesta fase, as crianças podem aceitar e responder aos ensinamentos, porém, elas ainda necessitam de proteção.

6 a 12 anos

Aos seis anos, a criança explode em energia e constante movimento. Com um tempo de concentração breve, elas iniciam novas tarefas que não conseguem concluir, são autoritárias e sensíveis. Aos sete anos, elas ficam mais quietas que aos seis, mas são mais criativas e gostam de aventuras. Dos oito aos dez, são curiosas em relação ao funcionamento das coisas, tem maior autonomia para realizar tarefas. Dos dez aos doze, são intensas, observadoras, acham que sabem tudo, são energéticas, indiscretas e argumentadoras. Querem ser líderes e aceitas nos seus grupos, buscando, muitas vezes, atitudes radicais.

Durante esta faixa etária, recomenda o médico, em que os filhos estão longe de casa, por vezes durante horas, disciplina e orientação são essenciais. A escola e grupos comunitários partilham de responsabilidade por sua segurança. "Seus filhos estão participando de equipes esportivas, fazem parte de algum grupo e tentarão algo mais. Podem idolatrar e querer imitar heróis infantis ou uma pessoa mais velha que viva perigosamente" alerta. Segundo o Dr Manuel, crianças nessa idade devem assumir alguma responsabilidade por sua própria segurança, porém é aconselhável andar acompanhada até 11 anos, alerta.

Ao chegar ao pronto-socorro, é necessário lavar estes "curativos", o que pode ser bastante dolorido para a criança. Para evitar este tipo de iniciativa caseira e prestar o atendimento correto, ela sugere que os pais façam cursos de pronto-socorro, quando possível, ou que chamem o atendimento de resgate em casa, o que pode ser mais rápido e eficiente até do que levar a criança em conduções não habilitadas para o socorro.

A prevenção dos acidentes na infância pode e deve ser instituída. O termo "acidente" implica a sua imprevisibilidade, e embora seja certo que as lesões não tenham maior probabilidade de ocorrer do que as doenças, estar atento para as situações de risco pode evitar perdas irreparáveis.

Atenção, mamães e papais. Toda criança que reclama de dores na coluna precisa passar pelo médico. Nessa fase, os pequenos têm energia para ...

Dor na coluna em criança


Atenção, mamães e papais. Toda criança que reclama de dores na coluna precisa passar pelo médico. Nessa fase, os pequenos têm energia para fazer as maiores estripulias e seus corpos se adaptam, sem maiores danos, à rotina de correr, pular, saltar, brincar. A dor é um aviso de que algo não está no lugar certo.

É sempre bom ficar de olho na curvatura da espinha. A coluna tem curvas absolutamente naturais: um arco para dentro na lombar e na cervical, além de um arco para fora na região do tórax. Os problemas aparecem quando essa forma normal se torna exagerada. Ou então se houver uma rotação da coluna em seu próprio eixo é a chamada escoliose.

Um simples teste

Se suspeitar de alguma alteração, faça o seguinte: fique atrás da criança e peça para ela descer o tronco com os braços e os joelhos esticados em direção ao chão. Observe se um lado do tronco está mais alto que o outro. Nesse caso, existe o risco de problema postural. Procure um especialista para orientá-lo sobre o que fazer para minimizar as conseqüências na idade adulta.

  Segundo o Ministério da Saúde, um a cada três bebês que nascem de forma prematura morrem antes de completarem um ano de vida. Já aqueles...

Fisioterapia ajudando bebês prematuros

 

Segundo o Ministério da Saúde, um a cada três bebês que nascem de forma prematura morrem antes de completarem um ano de vida. Já aqueles que sobrevivem podem apresentar problemas respiratórios e musculares.

Diante desse cenário, sessões de fisioterapia ajudam a evitar complicações e garantem o desenvolvimento dos bebês.

Os movimentos, leves e suaves, parecem até uma simples brincadeira, mas são eles que trazem esperança de um melhor crescimento para os bebês prematuros.

Veja aqui o video da reportagem

Fisioterapia Pediátrica é um guia clínico e uma referência completa em fisioterapia pediátrica, que aborda todos os aspectos ...

Dica de Livro: Fisioterapia Pediátrica

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  • Fisioterapia Pediátrica é um guia clínico e uma referência completa em fisioterapia pediátrica, que aborda todos os aspectos teóricos e clínicos da fisioterapia para crianças e jovens adultos: ; Neurológico ; Cardiorrespiratório ; Musculoesquelético ; Oncológico e cuidados paliativos ; Saúde mental ; Lesão cerebral adquirida.

  • Editora: Elsevier
  • Autor: TERESA POUNTNEY
  • ISBN: 9788535229493
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2008
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 384
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
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Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos...

Obrigada Fisioterapia


Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos Fisioterapeutas. Desejar PARABENS efusivamente. Mas eu quero mais.

Queria dizer  quanto é importante ter um dia para comemorar alguma coisa. Se no dia do nosso aniversário, o dia é nosso, com todo mundo parabenizando e fazendo teroricamente tudo que a gente quer, devemos fazer isso pela Fisioterapia também.

Então hoje, mais do que mandar mensagens via internet ou parabenizar pessoalmente um colega de profissão, pense, reflita ssobre o que você pode fazer para elevar cada vez mais o nome da Fisioiterapia. Porque elevando o nome da Fisioterapia você estará entrando no seleto grupo de profissionais que fazem o que amam. Vamos refletir???

Deixo aqui, claro, o meu agradecimento a essa jovem senhora de 41 anos que ao longo de 8 anos de formatura me proporcionou tantas experiências que sou incapaz de lembrar uma a uma.  Mas é impossível esquecer a felicidade de paciente quando recebe alta, a Vozinha querida que leva o bolinho para o lanchinho da tarde, o sorriso quando você não está em um dia bom ou até mesmo a lição de pessoas que estão se recuperando funcionalmente, mas não tirão o sorriso da cara.

As lições que a Fisioterapia me proporciona são tantas que me fazem evoluir, dia após dia, não só como profissional mas como pessoas. E é por isso que eu agradeço. Efusivamente. Assim como é efusivamente que eu dou cada PARABENS, para cada profissional.

Gente, vamos cuidar da Fisioterapia?!

Tomando como base o ultimo artigo que foi postado aqui no blog, separei uma página muito importante para o aprendizado do fisioterapeuta n...

Artigos para Neonatologia


Tomando como base o ultimo artigo que foi postado aqui no blog, separei uma página muito importante para o aprendizado do fisioterapeuta nesta area.

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A Neonatologia (do latim: ne(o) - novo; nat(o) - nascimento e logia - estudo), é  o ramo da Pediatria que  se ocupa das crianças  desde o  n...

Historia da Neonatologia


A Neonatologia (do latim: ne(o) - novo; nat(o) - nascimento e logia - estudo), é  o ramo da Pediatria que  se ocupa das crianças  desde o  nascimento até aos 28 dias de idade (quando as crianças deixam de ser recém-nascidos passam a ser lactentes).

Na atualidade são muito frequentes os grandes prematuros com muito pouco peso, que ao ultrapassarem os 28 dias de vida, continuam sob o cuidado do Neonatologista, porque ainda necessitam de estar internados nas Unidades Neonatais.

Pierre Budin, obstetra de origem francesa é considerado o pai da Neonatologia. Foi o primeiro a escrever um livro (1892) sobre lactentes nascidos de parto prematuro e classificou as crianças em pequenas e grandes para a idade gestacional.

Em 1914,o Dr. Julius Hess e o Dr. Evelyn Lundeen implantaram unidades de cuidados para recém-nascidos prematuros no Michael Reese Hospital em Chicago.

Em 1924 o pediatra Albert Peiper interessou-se pela maturação neurológica dos prematuros.

Por volta de 1940 foram unificados os critérios para manejo dos recém-nascidos prematuros e foram inventadas as incubadoras para que se pudesse controlar a temperatura dessas crianças. Nessa altura Budin estudou a influência da temperatura ambiente na mortalidade dos prematuros, tendo sido o primeiro a usa garrafas de vidro com água quente para termorregulação dos bebés durante o transporte neonatal.

Em 1953 a Dra. Virginia Apgar divulgou no meio científico a sua escala para avaliação do grau de asfixia neonatal e de adaptação á vida extra uterina (Escala de Apgar).

Em 1957 Ethel Dunham escreveu o livro "O Prematuro".


Em 1960 o Dr. Alexander Schaffer usou o termo Neonatologia pela primeira vez no livro "Diaseases of the Newborn".

Na década de 60 começaram a ser utilizados os monitores electrónicos, as gasometrias arteriais tornaram-se possíveis e surgiram antibióticos apropriados para tratar as sépsis neonatal.

Em 1967 o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia reconheceu a necessidade do trabalho conjunto dos Obstetras e Neonatologistas  para diminuir a mortalidade perinatal. Iniciou-se assim, em 1973, o primeiro Serviço de Cuidados Perinatais nos EUA.

Na década de 70 houve progressos importantes na nutrição, alimentação por sondas e na alimentação parenteral. Tornou-se rotina o uso de cateteres umbilicais.

Uma das mudanças mais importantes na Neonatologia foi a  atenção intensiva para o recém-nascido prematuro e a vigilância dos problemas respiratórios, através do uso da ventilação mecânica.

Em  1887 Dwyer utilizou o primeiro  ventilador rudimentar de pressão positiva e Egon Braun e Alexander  Graham Bell introduziram a pressão negativa em 1888. Em 1953 Donald e  Lord introduziram a uso do  ventilador com  ciclos.

Em 1971 Gregory, Kitterman  e Phibbs introduziram  a Pressão Positiva Continua nas vias aéreas  (CPAP). Pouco depois  Bird com  a colaboração de  Kirby desenvolveram o primeiro ventilador neonatal de pressão positiva, o "Baby Bird".

Posteriormente, através de um melhor conhecimento da fisiologia respiratória neonatal, foram melhorados os resultados da assistência respiratória mecânica aos recém-nascidos. É de  destacar ainda as contribuições de Downes, Anderson, Silverman, Gregory e Fujiwara com o uso de surfactante exógeno.

A Neonatologia avançou muito nos últimos tempos, conseguindo menores índices de mortalidade  e de morbilidade graças a uma maior compreensão das particularidades dos recém-nascidos, melhores equipamentos e medicamentos.

Retirei daqui

As células vermelhas de nosso sangue, as hemácias, são as responsáveis pelo transporte de oxigênio aos tecidos. Elas apresentam uma vida méd...

Icterícia Neonatal


As células vermelhas de nosso sangue, as hemácias, são as responsáveis pelo transporte de oxigênio aos tecidos. Elas apresentam uma vida média de 120 dias, após o qual são destruídas no baço e seus componentes são reaproveitados na produção de novas hemácias. Nessa destruição, o componente responsável por carregar o oxigênio, a hemoglobina, é quebrada em partes menores, uma das quais é convertida em bilirrubina.

Essa bilirrubina é capturada pelo fígado e após sofrer alguns processos é excretada (jogada fora) através da bile, que fica armazenada na vesícula. Quando alguma parte de todo esse complexo sistema está afetada, pode ocorrer icterícia.

Grande parte dos recém-nascidos apresenta icterícia nos primeiros dias de vida, sem significar, contudo, a presença de alguma doença. É a chamada icterícia "fisiológica" (ou normal) do recém-nascido. Porém, em alguns casos a icterícia decorre de alguma doença, devendo ser corretamente identificada, para permitir o tratamento adequado.

Icterícia "fisiológica" do recém-nascido

Esse tipo de icterícia acomete aproximadamente 2/3 dos recém-nascidos não-prematuros, sendo ainda mais freqüente nos prematuros. É uma circunstância normal, apresentando-se de forma leve na maioria das vezes e que regride espontaneamente, mas às vezes requer tratamento para evitar os problemas causados pelo excesso de bilirrubina no sangue.

Ela decorre de um conjunto de fatores que acabam levando ao aumento da produção de bilirrubina, a uma dificuldade de sua captação pelo fígado (o que permite seu acúmulo no sangue) e a um aumento da sua reabsorção nos intestinos. Tudo isso faz com que a concentração de bilirrubina no sangue aumente.

Embora esse acúmulo possa ser considerado normal, nem sempre as conseqüências são inócuas, especialmente se o bebê for prematuro. Neles, dependendo da situação, existe a necessidade de tratamento para evitar-se a impregnação da bilirrubina no cérebro, o que causa graves danos à criança.

Icterícia "não-fisiológica"

Quase todos os casos de icterícia não-fisiológica devem-se à exacerbação dos mesmos mecanismos que causam a icterícia fisiológica. Assim, as principais causas estão relacionadas com os distúrbios da produção de bilirrubina, da captação hepática, do metabolismo, da excreção e da reabsorção intestinal.

Algumas doenças que podem causar icterícia neonatal são:

• Anemia hemolítica: quando as hemácias são destruídas em excesso;
• Infecções;
• Síndrome de Gilbert, de Criegler-Najar: distúrbios do funcionamento de enzimas que atuam no metabolismo da bilirrubina;
• Icterícia do aleitamento materno;
• Jejum prolongado;
• Estenose hipertrófica do piloro.

Existem alguns dados que alertam os médicos para uma provável natureza patológica para a icterícia. Um dado importante que pode ser percebido pelas mães é a descoloração das fezes, o que se associado à icterícia, sugere um distúrbio da excreção de bile (que contém bilirrubina). Assim, o acompanhamento médico do recém-nascido desde seu nascimento permite a suspeita de algum problema, e faz com que sejam realizados exames que objetivam identificar a causa do problema.

Icterícia relacionada ao aleitamento materno

Aproximadamente um terço das crianças amamentadas ao seio apresentam concentrações aumentadas de bilirrubina no sangue. Apesar disso, não devemos atribuir ao leite materno a única causa da icterícia, sendo necessária a exclusão de outras causas potenciais.

Existem duas formas dessa icterícia. Uma inicia-se precocemente, é conhecida como icterícia do aleitamento e deve-se provavelmente à ingestão de poucas calorias e líquido, nos primeiros dias de vida. A outra forma é a icterícia do leite materno, de início mais tardio e de causa ainda não esclarecida; acredita-se que haja algum distúrbio (inibição) do metabolismo da bilirrubina.

Se o recém-nascido estiver bem e a concentração de bilirrubina não estiver acima dos níveis de risco, o aleitamento não deve ser interrompido. Porém, se as concentrações apresentarem comportamento ascendente e atingir níveis de risco, deve-se pesquisar outras causas e iniciar o tratamento. Se as outras causas forem excluídas, pode-se tentar interromper o aleitamento por 72 horas. Mas após esse período ele deve, sempre, ser reintroduzido.

Tratamento

O principal objetivo do tratamento é evitar o acúmulo de bilirrubina no cérebro, o que pode causar uma doença chamada kernicterus, a qual traz grandes problemas ao desenvolvimento da criança. Quando é identificada um causa tratável de icterícia, esse tratamento específico é de extrema importância. O tratamento da icterícia inclui basicamente duas opções.

A fototerapia ou banho de luz é a primeira opção, na maioria dos casos. Deve ser realizada no hospital, de preferência no alojamento conjunto. É ideal naqueles casos em que a elevação da bilirrubina é mais lenta e no tratamento da icterícia do prematuro. Consiste na exposição da criança a uma fonte de luz. A luz converte a bilirrubina, impregnada na pele e nas mucosas, em outra substância, que é "incolor" e não acumula no cérebro.

O outro método é a exsangüinotransfusão. É indicada para reduzir rapidamente a concentração de bilirrubina, quando há risco de acometimento do cérebro, especialmente se houver hemólise (destruição das hemácias). O risco de aparecimento de kernicterus é indicação absoluta para a realização desse tratamento. A exsangüinotransfusão consiste na retirada de todo o sangue da criança e a sua substituição por outro sangue, sem as concentrações altas de bilirrubina.

Atualmente, a fisioterapia vem ganhando espaço de destaque dentro da UTI neonatal. A indicação precisa e o tratamento precoce aliado ao crit...

Mãe canguru x Fisioterapia


Atualmente, a fisioterapia vem ganhando espaço de destaque dentro da UTI neonatal. A indicação precisa e o tratamento precoce aliado ao critério e bom senso, trazem respostas altamente positivas.

Como atuante na equipe multiprofissional, o fisioterapeuta tem seu lugar no projeto mãe canguru: profilático e terapêutico.

O fisioterapeuta trata o paciente através do toque e pode utilizar o método canguru como recurso de sua terapêutica. Relacionando o aspecto cinético-funcional com o psico-emocional.

Porém, a participação do fisioterapeuta no projeto mãe canguru ainda é pequena logo, faz-se necessário que se realizem outras pesquisas relacionando o método canguru e a atuação da fisioterapia.

O método canguru requer uma mudança comportamental, é ter uma sensibilidade aguçada a ponto de perceber que o melhor lugar para o bebê é junto da mãe recebendo calor, aleitamento e afeto; e que a mesma não perde seu tempo em ficar em contato com seu filho 24 horas por dia, ela investe em saúde física e equilíbrio psicológico.

O contato afetivo mãe-bebê é tão importante quanto o alimento para o bebê, existem inúmeras reações físicas e psicológicas positivas que acontecem em ambos, quando esse contato é de qualidade satisfatória.

O uso de tecnologia avançada nas UTIs como incubadora, berços de calor radiante, equipamentos para assistência ventilatória, antibióticos de última geração. Contribui para uma melhora na expectativa de vida dos prematuros, porém observa-se a redução do espaço de convivência, a separação precoce, mãe-filho-família, maior tempo de internação, menor incidência de aleitamento materno. A humanização está inserida no contexto social e se dirige ao ser humano (bebê-mãe-pai) em sua inteireza.

Pois, o profissional de saúde que acompanha este ser, não é apenas um médico, não é somente um fisioterapeuta, não é exclusivamente uma enfermeira. Mas, deve manter unidas, ao mesmo tempo, todas estas competências e escutas. Trata-se de escutar cada integrante do método canguru do ponto de vista físico, mental e emocional na busca da qualidade de vida.

Quando um fisioterapeuta trabalha com pediatria, tem algumas doenças que são recorrentes na prática clínica.  Uma dessas doenças que estamos...

Entenda melhor a fibrose cistica


Quando um fisioterapeuta trabalha com pediatria, tem algumas doenças que são recorrentes na prática clínica.  Uma dessas doenças que estamos sendo cruzando é a Fibrose Cística. Ela é uma doença genética, geralmente diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada em outras fases. 

Como as pessoas com essa doença tem um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo, logo percebe-se que tem algo errado. 

A pessoa portadora de fibrose cística tem um disturbio no pâncreas, órgão localizado no abdome que tem como função auxiliar na digestão dos alimentos e produzir hormônios. Assim sendo,  enzimas digestivas do pâncreas são alteradas e podem dificultar a digestão dos alimentos, já que essas enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. 

Além desse problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pelo acúmulo de muco espesso e pegajoso.

Então, as pessoas com esta doença podem ter esses sintomas respiratórios: 
 
  • Tosse
  • Expectoração excessiva de muco (catarro)
  • Respiração difícil
  • Chiado no peito (sibilância)

Quando uma pessoa apresenta doença respiratória persistente ou evidência de insuficiência do pâncreas ou ambas, ou história familiar de fibrose cística em irmão ou primo de primeiro grau, além da concentração de cloro no sangue acima do normal, o médico deve suspeitar de fibrose cística. O teste de cloreto no suor e a análise genética poderá ser feita para o diagnóstico. O teste do "pezinho" faz a triagem desta doença.

Essa patologia pode ser tratada com a busca da solução para os sintomas e deficiências causas pela própria. Também pode ser utilizada enzimas pancreáticas e modificações na dieta auxiliam na digestão.

Em relação à parte respiratória, na qual fisioterapeutas atuam de forma preventiva e curativa, onde há ou podem haver infecções respiratórias. Essas infecções respiratórias são freqüentes e caracterizam a doença. No início, infecções são causadas pela bactéria Haemophilus influenzae. Depois, podem começar a ter infecções respiratórias por Staphylococcus aureus e, mais adiante, por Pseudomonas aeruginosa ou por Burkholderia. Outros microorganismos também podem causar infecção e deterioração da situação do paciente.

O uso de broncodilatadores, medicações que deixam as secreções mais finas, exercícios aeróbios, drenagem postural e fisioterapia respiratória facilitam a saída do excesso de muco das vias respiratórias. Esta higiene das vias respiratórias melhora os sintomas da doença e faz com que as infecções respiratórias não sejam tão freqüentes. Em alguns casos, o oxigênio domiciliar pode ser necessário para a melhora da falta de ar. 

Para saber se um recém nacido tem a doença é realizado o teste do tripsinogênio imunorreativo (TIR), um exame padrão para detecção da fibrose cística em recém nascidos. Um elevado nível TIR indica grande possibilidade de fibrose cística e requer exames adicionais.

Fisioterapeutas que tem crianças como pacientes com fibrose cística deve prestar bastante atenção na formação do muco e usar os diferentes recursos para elimina-los sempre. 

Até a próxima!


DICA DO BLOG: Curso online de FISIOTERAPIA NEONATAL

Acompanhamento pré-natal regular e boa assistência ao recém-nascido na sala de parto diminuem a possibilidade de certas crianças desenvolver...

Prevenção da Paralisia Cerebral Infantil

Acompanhamento pré-natal regular e boa assistência ao recém-nascido na sala de parto diminuem a possibilidade de certas crianças desenvolverem lesão cerebral permanente, por outro lado, muitas das crianças que superam situações críticas com a ajuda de recursos sofisticados das terapias intensivas neonatais modernas, principalmente os prematuros, sobrevivem, mas com seqüelas neurológicas. Portanto, apesar de ter havido uma evolução importante em termos do atendimento à gestante e ao recém-nascido na sala de parto, nos últimos 40 anos não houve uma redução significativa da prevalência da PC mesmo nos países desenvolvidos. De qualquer forma houve uma modificação da história natural. Muitas das formas graves de PC estão relacionadas com causas que podem ser prevenidas como hipóxia perinatal, infecções congênitas e hiperbilirrubinemia neonatal, e, a prematuridade está relacionada com diplegia espástica, tipo de paralisia cerebral de melhor prognóstico.

Todo esforço para que o período gestacional seja o mais saudável possível através da manutenção de uma boa nutrição e da eliminação do uso de álcool, fumo, drogas e medicações sabidamente teratogênicas deve ser feito, pois estas medidas estarão contribuindo para a prevenção de alguns tipos de PC. A rubéola congênita pode ser prevenida se a mulher for vacinada antes de se engravidar. Quanto à toxoplasmose materna, medidas de higiene, como não ingerir carnes mal cozidas ou verduras que possam estar contaminadas com fezes de gato são importantes. As gestantes com sorologia positiva devem ser adequadamente tratadas, diminuindo assim os riscos de infecção fetal. A incompatibilidade Rh pode ser facilmente prevenida (vacina anti-Rh+) e identificada. Quando a bilirrubina não conjugada no recém-nascido atinge níveis críticos, a criança deve ser submetida à ex-sanguíneotransfusão (troca de parte do volume sanguíneo). O tratamento adequado da incompatibilidade sanguínea reduziu em muito a incidência da PC com movimentos involuntários.

No período pós-natal, uma das principais causas de PC é o traumatismo cranioencefálico que pode ser prevenido, em algumas circunstâncias, com o uso de cadeiras de segurança especiais para crianças pequenas, ajustadas nos bancos dos automóveis. Outra causa importante é a anóxia cerebral grave por quase afogamento e o número de crianças com lesão cerebral por quase afogamento em Brasília é relativamente elevado, justificando uma campanha de prevenção. Algumas das infecções cerebrais podem ser prevenidas com vacinas, como por exemplo, contra sarampo, meningite meningocócica e Haemophilus influenzae.

O câncer no Brasil atinge, entre 12 e 13 mil crianças, anualmente. Sessenta por cento dos casos podem ser curados, mas apesar disso, a doenç...

Cancer infantil


O câncer no Brasil atinge, entre 12 e 13 mil crianças, anualmente. Sessenta por cento dos casos podem ser curados, mas apesar disso, a doença ainda registra números alarmantes, representando no País a terceira causa-morte de crianças entre um e 14 anos de idade. Isto acontece, porque, nem metade crianças com câncer chegam aos centros multidisciplinares de tratamento de câncer.

Apesar de não poder ser prevenido como os cânceres em adultos, o câncer infantil é mais sensível aos tratamentos e por isso mais fácil de ser curado, porém a grande arma contra o câncer infantil é o diagnóstico precoce. Mudanças de atitudes, hábitos ou disposição nas crianças, geralmente devem ser investigados. Como os cânceres da infância não esfoliam e raramente sangram, não existe um método de detecção precoce.

Os cânceres infantis, quando no início, são facilmente confundidos com patologias menores, comuns em crianças. A presença de gânglios, por exemplo, pode denunciar um linfoma ou leucemia: a barriguinha volumosa pode indicar, ao invés de uma verminose, a presença de tumor no rim ou alças intestinais; enquanto dores de cabeça, inchaços ou distúrbios de visão prolongados, também podem sinalizar algum tipo de câncer.

O diagnóstico tardio, além de exigir um aumento na intensidade do tratamento, pode causar um número maior de seqüelas, como amputações e diminuição na qualidade de vida, além do óbito.

Entre os cânceres mais comuns entre as crianças estão as leucemias, os linfomas e os tumores do sistema nervoso central. Nas crianças, se compararmos com os adultos, a doença apresenta uma evolução mais rápida e na maioria dos casos, uma localização mais profunda no organismo.

O tratamento é muito eficaz, pois o câncer infantil é muito mais sensível à quimioterapia. Este método age eficazmente sobre as células em divisão, sendo indicado para cerca de 65% dos casos. A quimioterapia pode ser associada, também à cirurgia. Em alguns casos, entretanto, a melhor terapia é a radioterapia
.
Outra forma de combate ao câncer infantil é o transplante de medula óssea. Esse método permite que se possa usar altas doses de quimioterapia. Estas dosesseriam letais caso o paciente não tivesse a sua medula óssea repousada, após a eliminação dos quimioterápicos.

A recuperação da medula pode ser feito através de transplante autólogo, usando as células da medula óssea do próprio paciente ou obtendoas células-mães no sangue periférico; ou por transplante alogênicos, a partir de doadores. Esses métodos podem beneficiar pacientes que são muito difíceis de serem curados pela quimioterapia convencional. Essas crianças representam entre 20 e 30% do total de crianças com câncer. Esta técnica normalmente é realizada em outros países, mas o Brasil já realiza o transplante em hospitais particulares.

Fonte

A fisioterapia na área de pediatria tem como base a avaliação, o planejamento e a execução do programa, as orientações e as reavaliações per...

Mantendo o interesse da criança na Fisioterapia

A fisioterapia na área de pediatria tem como base a avaliação, o planejamento e a execução do programa, as orientações e as reavaliações periódicas. O início da fisioterapia, geralmente, ocorre por meio da avaliação, buscando identificar as limitações, as dificuldades, as alterações, as capacidades, os interesses e as necessidades de cada criança. Gusman e Torre (1998) recomendam que na avaliação devem ser observados e analisados todos os aspectos, motor, sensorial, cognitivo e comportamental, já que estes funcionam de maneira integrada. A partir da avaliação, deve ser elaborado o programa terapêutico, de acordo com as necessidades da criança, em conjunto com os pais. Yagüe Sebastian e Yagüe Sebastian (2002) reforçam que a avaliação e o trabalho sistematizado levam à intervenção mais eficaz, o que promove a correta valorização da fisioterapia pelos profissionais envolvidos no âmbito educativo.

Diversos materiais e equipamentos (bolas, rolos, bancos, esteiras, planos inclinados, espelhos, andadores, prancha de equilíbrio, carrinhos, faixas elásticas e outros) e brinquedos, podem ser utilizados na fisioterapia à criança. Nesse sentido, as salas de atendimento devem dispor de brinquedos, e os fisioterapeutas devem, sempre que possível, utilizar as atividades lúdicas durante o atendimento à criança. Ratliffe (2000) ressalta que os brinquedos e os jogos são componentes essenciais no atendimento de crianças, e que a sua utilização de maneira correta torna a fisioterapia eficaz.

Segundo Burns e Macdonald (1999), o brincar deve ser utilizado ao máximo, em todos os procedimentos, como uma estratégia útil para incentivar a participação da criança na realização das atividades desejadas na fisioterapia. Dessa forma, os jogos e as brincadeiras podem estar presentes tanto na avaliação, quanto nos atendimentos de fisioterapia. Vale destacar que, quando as atividades lúdicas são dirigidas pelo adulto com o objetivo de promover e potencializar a aprendizagem, surge a dimensão educativa (KISHIMOTO, 1995).

A presença das atividades lúdicas deve ocorrer de maneira intencional e planejada pelo fisioterapeuta, durante os atendimentos. Fujisawa (2000) refere que a presença do lúdico na fisioterapia caracteriza-se como uma atividade-meio, ou seja, um recurso que tem como finalidade facilitar ou conduzir aos objetivos estabelecidos. Embora para a criança a atividade lúdica possa ser considerada como brincar, busca-se o alcance dos objetivos estabelecidos.

As atividades lúdicas ocorrem, com freqüência, nos atendimentos de crianças, seja realizado por fisioterapeutas, seja realizado por estagiários. Porém, deve ser assegurado que a utilização dos jogos e das brincadeiras durante a formação acadêmica tenha finalidade terapêutica, visto que o estágio supervisionado tem papel fundamental na promoção de vivências e experiências relativas à sua futura atuação como profissional. Strohschein, Hagler e May (2002) relatam que o estágio supervisionado é o melhor momento para ensinar e refinar as habilidades e atitudes necessárias no acadêmico de Fisioterapia.

É na brincadeira que as crianças reaprendem a andar e a movimentar partes do corpo. Isso sem a preocupação de exercícios forçados e dolorosos.

Brinquedos e brincadeiras são as ferramentas de trabalho dos fisioterapeutas que atuam em pediatria.

Com a ajuda daqui


Para evitar que seu filho, seja ele bebê ou já mais crescidinho, tenha problemas na hora de dormir, você precisa impor algumas regras e háb...

Melhore o sono de uma criança

Para evitar que seu filho, seja ele bebê ou já mais crescidinho, tenha problemas na hora de dormir, você precisa impor algumas regras e hábitos simples. O pediatra Leonardo Posternak, membro do Departamento de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein e co-autor do livro "E agora, o que fazer? - A difícil arte de criar os Filhos" (Editora Best Seller), e a psicóloga Renata Kraiser, autora do livro "O Sono do meu Bebê" (CMS Editora), dão dicas essenciais sobre o assunto.

1. Ajude o bebê a criar seus próprios rituais de sono. Leonardo Posternak explica que é imprescindível que o bebê crie seus próprios rituais antes de dormir. "Pode ser segurar um paninho ou até colocar a mão na orelha, desde que o ritual não dependa dos pais para acontecer. Assim, quando ele acordar no meio da noite, poderá voltar a dormir sozinho", diz. A psicóloga Renata Kraiser acrescenta que isso ajuda o bebê a criar autonomia.

2. Crie uma rotina para dar segurança à criança. Segundo os especialistas, o ato de dormir é traumático para o bebê, pois representa um abandono momentâneo da mãe. Para diminuir o trauma, Kraiser indica uma rotina de horários para a alimentação e o sono. "Isso acaba criando uma segurança para o bebê, porque ele já sabe o que vai acontecer depois, já que tudo se repete dia após dia", completa. Para o pediatra Leonardo Posternak, a rotina e as normas de funcionamento da casa precisam estar claras para as crianças.

3. Evite dar leite, cafeína ou açúcar antes da hora de dormir. A psicóloga explica que tanto a cafeína, presente em refrigerantes e chás, quanto os açúcares são estimulantes. "Algumas mães dão para seus bebês um pouco de chá preto ou chá mate e não percebem que eles têm cafeína", explica. Posternak acrescenta que o leite de vaca antes de dormir também não faz bem às crianças. "Algumas manifestações de alergia à lactose causam distúrbios no sono, além do leite também aumentar as secreções na garganta e pulmões", alerta o pediatra.

4. Estabeleça um local adequado para ele dormir. Os especialistas são enfáticos ao dizer que a criança deve ter seu próprio espaço e que deve se evitar, ao máximo, que ela durma na cama dos pais. "Eles precisam impor uma divisão, um limite de privacidade", diz Posternak.

5. Deixe o quarto aconchegante. Leonardo Posternak critica a quantidade de objetos eletrônicos, como televisões e computadores, que enchem os quartos das crianças hoje em dia. "O quarto é para dormir ou, no máximo, para ler", completa. O pediatra explica que essas distrações eletrônicas dispersam e estimulam a criança. Melhor apostar em um abajur com luz fraquinha e objetos lúdicos.

6. Não mande a criança dormir, mande-a para o quarto. Apesar de ser a favor da imposição de limites, Posternark diz que é importante que os pais respeitem o ritmo biológico de seu filho. Por isso, é melhor mandar a criança para o quarto na hora adequada e deixá-la dormir quando tiver sono. Neste meio tempo, ela pode ler um livrinho ou ouvir uma história.

7. Deixe a criança dormir no meio da tarde. Segundo a psicóloga Renata Kraiser, quanto melhor o sono diurno, melhor a qualidade do sono noturno. "O sono da tarde é importante para que a criança assimile o aprendizado. Mas ele precisa ser no meio da tarde para não alterar o sono noturno", diz

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A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas "reumá...

Doenças reumatológicas em crianças


A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas "reumáticas" são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil. Essas doenças geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e, o que é pior, algumas doenças reumáticas podem gerar dano e limitação permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente. A disciplina clínica que inclui o estudo das desordens inflamatórias e não inflamatórias na criança é a Reumatologia Pediátrica.

As raízes desta especialidade estão na reumatologia do adulto, mas como a experiência com estas doenças na infância foi se acumulando e mostrou várias particularidades, ficou evidente que o assunto requeria uma abordagem pediátrica específica, o que foi feito pela primeira vez na Inglaterra, logo após a Segunda Guerra Mundial, espalhando-se em seguida pelo mundo inteiro. Ainda hoje muitos dos conhecimentos utilizados no tratamento desses pacientes foram herdados da experiência com o adulto, mas fica cada vez mais claro que esse tipo de conduta deixa lacunas e perguntas sem respostas.

Sabe-se que o paciente infantil responde de maneira diferente às drogas, está mais propenso a certas complicações e que precisa de apoio psicológico e cuidados de reabilitação especiais, necessitando de uma equipe familiarizada com essas particularidades e treinada para melhor atender essas demandas.

Várias doenças reumáticas são vistas na infância sendo as mais comuns a artrite crônica da infância, o lúpus eritematoso sistêmico, a dermatopolimiosite e as espondiloartropatias, que são doenças de caráter crônico, provocadas por distúrbios no sistema de defesa do organismo, ou sistema auto-imune. Esses casos precisam de avaliação do especialista e tem potencial para deixar seqüelas permanentes, mas se forem precocemente bem tratadas , possibilita-se à criança uma vida praticamente normal. Outros reumatismos desse tipo que também podem acometer a criança são as vasculites e, mais raramente, a esclerodermia.

A presença de bactérias nas articulações pode levar a uma forma grave de reumatismo que é a artrite séptica .

Infecções também estão relacionadas a uma outra forma de doença reumática, as artrites reativas, onde a apresentação clássica é um tipo de reumatismo muito conhecido e, até pouco tempo atrás, freqüente em nosso meio: a febre reumática. O surgimento dos antibióticos e a melhoria nas condições gerais de vida da população mundial reduziram drasticamente o número de crianças afetadas por esse mal.

Com maior freqüência, manifestam-se nessa fase sintomas envolvendo o aparelho músculo esquelético. Nesse grupo encontram-se as famosas dores do crescimento e também dores decorrentes de defeitos ortopédicos e de má postura, muito comuns no consultório do reumatologista pediátrico. A atuação do médico nessa fase como educador postural e estimulador da prática de exercícios físicos tem papel fundamental na prevenção de doenças músculo-esqueléticas da fase adulta.

No tratamento da criança com doença reumática a abordagem também é multidisciplinar. Os tratamentos disponíveis incluem drogas específicas e terapia física, mas muitas vezes é preciso a realização de cirurgia para correção de seqüelas, daí a necessidade de vários profissionais de cada área. Os componentes dessa equipe são: 
 

* o paciente e sua família
* a escola
* o ortopedista pediátrico
* o oftalmologista
* o fisioterapeuta
* o terapeuta ocupacional
* a nutricionista
* o psiquiatra ou psicólogo e
* coordenando a equipe, o reumatologista pediátrico

Faz-se fundamental a difusão desse tipo de conhecimento entre a população e os profissionais de saúde, facilitando o acesso dos pacientes a esse tipo de atendimento especializado. A detecção precoce desses problemas e seu pronto tratamento possibilitam a prevenção de danos permanentes e uma vida plena para a criança.

Sinais de Alerta Gerais

Como dito anteriormente, a identificação precoce de doenças reumáticas na infância é fundamental para evitar seqüelas permanentes, por isso deve-se levar a criança para avaliação ao verificar a presença de certos sintomas ou sinais, que podem ser: 
 

Dor articular ou dor nas costas referidas de modo mais persistente
Articulação acometida de aspecto alterado: presença de inchaço, calor e vermelhidão no local
Dor persistente ao longo dos membros superiores ou inferiores
Presença de febre por mais de três semanas
Presença de perda de peso e atraso no crescimento
Presença de prostração e cansaço, modificando o padrão normal de atividades da criança
Presença de fraqueza muscular
Presença de depressão
Presença de queixas visuais
Presença de limitação funcional, ou seja, a criança começa a mostrar incapacidade para tarefas do dia a dia que antes eram executados com facilidade, necessita de auxílio dos adultos, fica dependente da ajuda dos outros e restringe suas atividades. Por exemplo, necessita de auxílio para sair da cama pela manhã, para vestir-se, para subir/ descer escadas

Na presença dessas queixas, recomenda-se visitar o pediatra o mais rápido possível , evitando adiar a consulta. Evitar usar medicamentos por conta própria ou "simpatias" e remédios caseiros. Nessa oportunidade, será avaliada a necessidade de acompanhamento especializado, conforme a situação.

Fonte

A síndrome de Down é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caract...

Sindrome de Down

A síndrome de Down é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caracteriza pela presença a mais do autossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. A esta alteração denominamos trissomia simples.
No entanto podemos encontrar outras alterações genéticas, que causam síndrome de Down. Estas são decorrentes de translocação, pela qual o autossomo 21, a mais, está fundido a outro autossomo. O erro genético também pode ocorrer pela proporção variável de células trissômicas presente ao lado de células citogeneticamente normais. Estes dois tipos de alterações genéticas são menos freqüentes, que a trissomia simples.
Estas alterações genéticas decorrem de "defeito" em um dos gametas, que formarão o indivíduo. Os gametas deveriam conter um cromossomo apenas e assim a união do gameta materno com o gameta paterno geraria um gameta filho com dois cromossos, como toda a espécie humana. Porém, durante a formação do gameta pode haver alterações e através da não-disjunção cromossômica, que é realiza durante o processo de reprodução, podem ser formados gametas com cromossomos duplos, que ao se unirem a outro cromossomo pela fecundação, resultam em uma alteração cromossômica.
Estas alterações genéticas alteraram todo o desenvolvimento e maturação do organismo e inclusive alteraram a cognição do indivíduo portador da síndrome. Além de conferirem lhe outras características relacionadas a síndromes.
De forma geral algumas características do Down são: o portador desta síndrome é um individuo calmo, afetivo, bem humorado e com prejuízos intelectuais, porém podem apresentar grandes variações no que se refere ao comportamento destes pacientes. A personalidade varia de indivíduo para indivíduo e estes podem apresentar distúrbios do comportamento, desordens de conduta e ainda seu comportamento podem variar quanto ao potencial genético e características culturais, que serão determinantes no comportamento.

Quando se pensar em fazer uma especialização em pediatria, o profissional de fisioterapia precisa ter algumas questões resolvidas. O fisiote...

Dicas para uma boa especialização de Fisioterapia na Pediatria

Quando se pensar em fazer uma especialização em pediatria, o profissional de fisioterapia precisa ter algumas questões resolvidas.

O fisioterapeuta que trabalha nesta área utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas e cardiorrespiratórias especializadas, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade. Criança essa de qualquer idade. Seja recém nascido ou na pré adolescência. 


Ao procurar fazer um curso de especialização em peediatria, o profissional procura a complementação da formação universitária nos aspectos da prática profissional, não contemplados nos cursos de graduação e a formação de profissionais com visão crítica e abrangente do sistema de saúde universalizado, integrado, hierarquizado e regionalizado, voltados à melhoria das condições de saúde da população. Além disso, a capacitação do profissional fisioterapeuta para implantar serviços de fisioterapia pediátrica, bem como realizar a terapia física, dar e/ou encaminhar o paciente pediátrico quer seja em regime de ambulatório, enfermaria, UTI e/ou pronto socorro.

As disciplinas que serão estudas com certeza tem que ter desenvolvimento psicomotor infantil, semiologia, aulas de neonatologia, aulas de fisioterapia na pneumologia, revisão de literatura sobre postura além de conhecimento especifico de muitas sindromes que acomete crianças.

Ao procurar uma especialização para fazer, procure o quadro docente. Com certeza indica o comprometimento da instituição com a qualidade. Boa sorte!

Existem alguns cuidados que devem ser respeitados em relação ao atendimento de crianças utilizando as Bolas Suíças. Uma vez que as bolas pod...

Cuidados no uso de bola suiça para crianças


Existem alguns cuidados que devem ser respeitados em relação ao atendimento de crianças utilizando as Bolas Suíças. Uma vez que as bolas podem rolar para todas as direções, os fisioterapeutas devem estar atentos o tempo todo a segurança dos pacientes. È também importante estará tentos a algumas precauções e contra-indicações.

=== O atendimento deve ser realizado preferencialmente em ambiente com piso antiderrapante. Caso o local não conte com esta infra estrutura, pode-se utilizar tatames emborrachados ou colchonetes antiderrapantes. Este cuidado é importante uma vez que os pisos de cerâmica fazem com que a bola deslize, dificultando o controle da bola e conseqüentemente pondo em risco a segurança do paciente.

=== O tamanho da bola será determinado pelo tipo de manuseio a ser utilizado. De modo geral, as bolas de 60cm ou maiores permitem que crianças sejam estimuladas na postura sentada e também realizem transferências de sentado para deitado por sobre a bola (naturalmente, esse manuseio depende do tamanho da criança) Entretanto, se o objetivo for desenvolver um trabalho onde a criança precise sentar-se e apoiar os pés no solo, neste caso uma bola menor deve ser utilizada. O diâmetro deve ser aquele que permita à criança sentar-se formando um ângulo de 90º de flexão de quadris e joelhos.


=== É importante inflar as bolas até que fiquem firmes. Assim poderão rolar facilmente. Para isto, podem ser usados compressor de ar, uma bomba de inflar ou o próprio pulmão do estagiário; o que for mais fácil.

=== Pacientes com Derivações Ventriculares devem evitar posições que tendam à manter a cabeça abaixo do tronco. Em outras palavras: Devem permanecer sempre com a cabeça elevada durante os manuseios.

=== Pacientes gastrostomizados não devem ser posicionados em prono sobre a bola, a não ser que você tenha muita segurança no que está fazendo.

=== Embora as Bolas Suíças sejam um atrativo para muitas crianças, existem aquelas que se apavoram com a instabilidade gerada pela bola. Pacientes com medo não devem ser forçados a permanecer na bola.

=== As Bolas Suíças devem ser mantidas sempre limpas para evitar o risco de contaminação.


Quando a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários, trato piramidal, o tônus muscular é aumentado, i...

Espasticidade na paralisia cerebral infantil


Quando a lesão está localizada na área responsável pelo início dos movimentos voluntários, trato piramidal, o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são tensos e os reflexos tendinosos são exacerbados. Esta condição é chamada de paralisia cerebral espástica.

As crianças com envolvimento dos braços, das pernas, tronco e cabeça (envolvimento total) têm tetraplegia espástica e são mais dependentes da ajuda de outras pessoas para a alimentação, higiene e locomoção. A tetraplegia está geralmente relacionada com problemas que determinam sofrimento cerebral difuso grave (infecções, hipóxia e traumas) ou com malformações cerebrais graves.

Quando a lesão atinge principalmente a porção do trato piramidal responsável pelos movimentos das pernas, localizada em uma área mais próxima dos ventrículos (cavidades do cérebro), a forma clínica é a diplegia espástica, na qual o envolvimento dos membros inferiores é maior do que dos membros superiores. A região periventricular é muito vascularizada e os prematuros, por causa da imaturidade cerebral, com muita freqüência apresentam hemorragia nesta área. As alterações tardias provocadas por esta hemorragia podem ser visualizadas com o auxílio da neuroimagem (leucomalácea periventricular). Por este motivo, a diplegia espástica é quase sempre relacionada com prematuridade. Esta forma é menos grave do que a tetraplegia e a grande maioria das crianças adquirem marcha independente antes dos oito anos de idade.

Na hemiplegia espástica, são observadas alterações do movimento em um lado do corpo, como por exemplo, perna e braço esquerdos. As causas mais freqüentes são alguns tipos de malformação cerebral, acidentes vasculares ocorridos ainda na vida intra-uterina e traumatismos cranio-encefálicos. As crianças com este tipo de envolvimento apresentam bom prognóstico motor e adquirem marcha independente. Algumas apresentam um tipo de distúrbio sensorial que impede ou dificulta o reconhecimento de formas e texturas com a mão do lado da hemiplegia. Estas crianças têm muito mais dificuldade para usar a mão.

As crianças com espasticidade tendem a desenvolver deformidades articulares porque o músculo espástico não tem crescimento normal. Flexão e rotação interna dos quadris, flexão dos joelhos e equinismo são as deformidades mais freqüentes nas crianças que adquirem marcha. Além destas, as crianças com tetraplegia espástica podem desenvolver ainda, luxação paralítica dos quadris e escoliose.

O tipo de alteração do movimento observado está relacionado com a localização da lesão no cérebro e a gravidade das alterações depende da e...

Diagnóstico de Paralisia Cerebral


O tipo de alteração do movimento observado está relacionado com a localização da lesão no cérebro e a gravidade das alterações depende da extensão da lesão. A PC é classificada de acordo com a alteração de movimento que predomina.Formas mistas são também observadas.

Dificuldade de sucção, tônus muscular diminuído, alterações da postura e atraso para firmar a cabeça, sorrir e rolar são sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações mais detalhadas e acompanhamento neurológico.

A história clínica deve ser completa e o exame neurológico deve incluir a pesquisa dos reflexos primitivos (próprios do recém-nascido), porque a persistência de certos reflexos além dos seis meses de idade pode indicar presença de lesão cerebral. Reflexos são movimentos automáticos que o corpo faz em resposta a um estímulo específico. O reflexo primitivo mais conhecido é o reflexo de Moro que pode ser assim descrito: quando a criança é colocada deitada de costas em uma mesa sobre a palma da mão de quem examina, a retirada brusca da mão causa um movimento súbito da região cervical, o qual inicia a resposta que consiste inicialmente de abdução (abertura) e extensão dos braços com as mãos abertas seguida de adução (fechamento) dos braços como em um abraço. Este reflexo é normalmente observado no recém-nascido, mas com a maturação cerebral, respostas automáticas como esta são inibidas. O reflexo de Moro é apenas um dentre os vários comumente pesquisados pelo pediatra ou fisioterapeuta.

Depois de colhida a história clínica e realizado o exame neurológico, o próximo passo é afastar a possibilidade de outras condições clínicas ou doenças que também evoluem com atraso do desenvolvimento neurológico ou alterações do movimento como as descritas anteriormente.
Exames de laboratório (sangue e urina) ou neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) poderão ser indicados de acordo com a história e as alterações encontradas ao exame neurológico. Estes exames, em muitas situações, esclarecem a causa da paralisia cerebral ou podem confirmar o diagnóstico de outras doenças.

Na história da Fisioterapia as áreas de ortopedia-traumato-logia e neurologia eram até há bem pouco tempo as mais desenvolvidas e exploradas...

Fisioterapia hospitalar pediátrica

Na história da Fisioterapia as áreas de ortopedia-traumato-logia e
neurologia eram até há bem pouco tempo as mais desenvolvidas e
exploradas. Nos últimos anos, porém, tem-se observado crescente
interesse pela atuação da fisioterapia em outras áreas, como
cardiología, reumatologia, ginecobstetrícia,cirurgia, pneumologia e
outras. Assim mesmo, nossas instituições universitárias ainda insistem
em dar ênfase especial à relação entre a fisioterapia, de um lado, e a
ortopedia e neurologia de outro, por serem estas, ainda, os campos
mais desenvolvidos de aplicação daquela.

Deste modo, o fisioterapeuta que atuar em outras áreas encontrará
grandes dificuldades de aprendizado eatuação, pois a classe médica
ainda tende a conhecer somente a reabilitação tradicional. O trabalho
do fisioterapeuta no campo da pediatria exige dele um conhecimento que
lhe permite atender a criança em suas necessidades, desde as mais
básicas (estimulação global do desenvolvimento da criança), até as
mais específicas (po rexemplo, reeducação respiratória). Encontrará,
assim, oportunidade de atuar em diversas situações com a utilização de
técnicas e tratamentos variados.

A gama de atuação do fisioterapeuta irá relacionar-se com o trabalho
desenvolvido no hospital (de acordo com a variedade de afecções), mas
também será determinada pelas facilidades de trabalho oferecidas e por
sua aptidão profissional.

Para atuar em pediatria o fisioterapeuta deve não somenteter
conhecimento de aspectos relacionados com o desenvolvi-mento e
crescimento normais da criança, mas também apresen-tar algumas
características que facilitam seu trabalho, a saber:
1 Criatividade para conseguir atingir seus objetivos de trata-mento,
uma vez que a criança se caracteriza por intensa necessi-dade lúdica e
geralmente não se satisfaz com simples exer-cícios físicos ou
manipulações de caráter puramente técnico;
2 Paciência, persistência e boa vontade, pois a criança doente ou
hospitalizada apresenta acentuada instabilidade emocional, insegurança
e temores próprios da situação em que se encontra;
3 Tranqüilidade e segurança, que devem ser transmitidas à criança,
mesmo de pouca idade, para que esta desenvolva con-fiança no
terapeuta;
4 Carinho em qualquer circunstância, pois essa é uma necessidade
fundamental da criança, que se faz ainda mais impor-tante na ausência
da mãe ou familiares.

Além dessas características do terapeuta salientem-sealguns aspectos
encontrados no atendimento em pediatria e quedizem respeito à própria
criança.O recém-nascido e o lactente podem apresentar-se passivos ao
tratamento fisioterápico, mas é essencial lembrar a importância do
contato físico com essas crianças e do relacionamento com elas através
de atitudes seguras e carinhosas. Uma forma deste contato é fazer o
atendimento fisioterápico com a criança no colo, desde que as
condições clínicas o permitam. A mãe e os familiares são o grande
segredo do sucesso do tratamento nesta idade, pois muitas vezes
dependerá essencialmente deles a continuidade do tratamento. É
importante ser persistente, pois toda criança necessita de um período
de adaptação ao tratamento, durante o qual é comum essas crianças
reagirem ou mesmo chorarem.

A criança na faixa etária de 2 a 5 anos é ativa, irriquieta enecessita
de uma variedade muito grande de atividade: é incapazde concentrar-se
por muito tempo e requer muita paciência etolerância por parte do
terapeuta. Nessa idade existe grande dificuldade na aceitação do
profissional pela criança, que o vê como um estranho: nessa situação,
a presença da mãe é muitoimportante.Já a criança na idade escolar
apresenta-se bem mais fácilde ser trabalhada, o que faz com que um
plano de tratamentopossa ser desenvolvido com a participação ativa do
pequenopaciente. A criança coopera e interessa-se pelo tratamento, na
medida em que lhe são apresentados, de modo simples, os objetivos e os
meios de atingi-los. Nessa idade a criança já consegue desenvolver boa
relação com o terapeuta, presta aten-ção às ordens e é capaz de
repetir sozinha os exercícios ensina-dos: neste passo, é muito
importante a utilização de jogos e atividades físicas como parte da
terapia.

Diante dessas diferentes fases do desenvolvimento da criança, deve-se,
acima de tudo, ter respeito pelas diferentes situações encontradas,
mas principalmente respeito por cada criança. Não encontra~se somente
dificuldades características decada uma dessas fases, mas também
dificuldades individuais, próprias de cada criança e de cada família,
bem como dificuldades no estabelecimento dos objetivos de tratamento e
na aplica-ção de técnicas que não são e nem podem ser as mesmas
utilizadas para o adulto.

Concluindo, o fisioterapeuta no hospital pediátrico aparece como um
profissional que, com suas técnicas específicas, podedar à equipe que
atende a criança importante contribuição parapromover sua recuperação
mais rápida. Portanto, o campo de atuação do fisioterapeuta deve ser
bem conhecido pela equipe médica responsável pelo tratamento da
criança de modo que sua participação seja efetiva para evolução
satisfatória de cada caso.

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