A fisioterapia pediátrica motora também é uma especialidade da fisioterapia que utiliza de técnicas no tratamento de pacientes neonatais...

Fisioterapia Pediátrica Motora


http://www.inovarfisio.com.br/wp-content/uploads/2014/01/estagio-pediatria.jpg

A fisioterapia pediátrica motora também é uma especialidade da fisioterapia que utiliza de técnicas no tratamento de pacientes neonatais, lactentes e pediátricos.

O trabalho do fisioterapeuta no campo da pediatria exige dele um conhecimento que lhe permite atender a criança em suas necessidades, desde as mais básicas até as mais específicas.

A fisioterapia pediátrica utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas e cardiorrespiratórias especializadas, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.

A Fisioterapia Motora Pediátrica é indicada para casos como:

· Perda de força muscular
· Encurtamentos musculares
· Rigidez articular
· Dores articulares causadas por falta de mobilizações
· Alterações posturais
· Deformidades articulares.

Com a fisioterapia motora essas complicações em alguns casos pode ser revertidas, visando assim uma melhora para a criança. Utilizando-se de técnicas manuais como alongamentos, mobilizações manuais, posicionamentos, correções posturais, a fisioterapia se faz eficaz.

A atrofia muscular espinhal (AME) tem origem genética e caracteriza-se pela atrofia muscular secundária à degeneração de neurônios motores l...

Fisioterapia na atrofia muscular espinhal tipo I

http://kidshealth.org/parent/en_espanol/medicos/headers_94854/P_SpinalMuscularAtrophy_esHD.jpg

A atrofia muscular espinhal (AME) tem origem genética e caracteriza-se pela atrofia muscular secundária à degeneração de neurônios motores localizados no corno anterior da medula espinhal. É uma doença autossômica recessiva ligada ao cromossomo 5, relacionado ao gene da proteína de sobrevivência do neurônio motor (SMN). Afeta aproximadamente 1 em 10000 nascimentos, sendo a principal desordem autossômica recessiva fatal depois da fibrose cística.

diagnóstico da AME é dado pelo quadro clínico, pelos resultados da eletroneuromiografia (ENMG), da biópsia muscular e da investigação genética. Hipotonia, paresia, arreflexia, amiotrofia e miofasciculação constituem os sinais clínicos da AME, a qual pode ser subdividida em três grupos de acordo com a idade de início e evolução. (ARAÚJO et alli., 2005).

A atrofia muscular espinhal tipo 1, também conhecida como doença de Werdnig-Hoffmann, é o tipo mais grave entre os grupos, com início no nascimento ou aos seis meses de idade. (KIM et alli., 1999). Entre os déficits gerados pela doença, encontram-se: pouco controle da cabeça, com choro e tosse fracos. Antes de completar 1 ano de idade, a criança não é mais capaz de engolir e se alimentar. A fraqueza de tronco e membros normalmente se dirige para os músculos intercostais, o que dificulta o desenvolvimento normal do ciclo respiratório, porém o diafragma inicialmente é poupado. O risco de mortalidade precoce está usualmente associado com disfunção bulbar e complicações respiratórias.

Apesar de essas crianças apresentarem historicamente uma baixa expectativa de vida, um aumento da sobrevivência tem sido observado devido à melhora dos cuidados clínicos nos últimos anos. Os cuidados abrangem suporte tanto respiratório quanto nutricional, além de cuidados ortopédicos e fisioterapêuticos, para que a criança não tenha um prejuízo postural. (

Por não existir, até o presente momento, um tratamento para essa patologia, o fisioterapeuta atua juntamente com a equipe multidisciplinar na prevenção e no tra­tamento dos sinais e sintomas da doença, contribuindo assim para uma maior e melhor sobrevida dos pacien­tes

A amiotrofia muscular espinhal necessita de vários cuidados especiais, que abrangem principalmente a terapia de suporte por não existirem ainda tratamentos farmacológicos para a doença.   O suporte respiratório e reabilitação podem ter muitos efeitos na qualidade de vida das crianças, podendo prolongar o bem-estar das mesmas.

    Devido à fraqueza muscular, as crianças portadores de AME tipo 1 possuem uma incapacidade para tossir e limpar as secreções presentes nas vias aéreas, o que pode levar à fraqueza dos músculos respiratórios e também ao subdesenvolvimento dos pulmões e da parede torácica. São necessárias técnicas de limpeza das vias aéreas e mobilização das secreções, onde a fisioterapia respiratória mostra-se necessária.

A criança portadora da AME do tipo 1 apresenta também dificuldades relacionadas com a limitação do controle da cabeça, postura e alinhamento.  Nesse aspecto a fisioterapia age de forma a evitar piores consequências, através do controle postural, controle de dores e de contraturas, aliviando, dessa forma, o peso da doença para as crianças.

    Apesar de o tratamento fisioterapêutico na AME tipo 1 ser considerado de suporte, existem ações que facilitam a permanência da função muscular residual com melhor qualidade dos movimentos, permitindo ao paciente uma participação mais ativa nas atividades da vida diária. A realização de exercícios passivos deve visar a manutenção do arco de movimento, assim como a flexibilidade dos tecidos, objetivando principalmente a prevenção ou o retardo de contraturas e deformidades. Em uma fase mais tardia da doença, onde a força muscular respiratória e a capacidade vital estão diminuídas, tornam-se importantes os cuidados fisioterapêuticos buscando a umidificação das vias aéreas, assim como manobras de desobstrução e higiene brônquica, favorecendo a eliminação de secreção e uma melhor relação ventilação-perfusão

Referencias aqui

  A neurocirurgia pediátrica abrange principalmente doenças congênitas, que surgem durante a gestação ou no primeiro mês de vida do bebê. A ...

Doenças que a neurocirurgia pediátrica pode tratar

 http://criancaria.com.br/site/wp-content/uploads/2014/09/pediatria-em-foco.jpg

A neurocirurgia pediátrica abrange principalmente doenças congênitas, que surgem durante a gestação ou no primeiro mês de vida do bebê.

A mais comum é a hidrocefalia, que é um acúmulo excessivo de fluido cerebrospinal dentro dos ventrículos ou no espaço subaracnóide do cérebro. Em condições normais, esse líquido cerebral passaria pelo cérebro para depois ser absorvido pelo sangue. No caso da hidrocefalia, ocorre um bloqueio do caminho de drenagem do liquido para o sangue, fazendo com que ele se acumule na região do crânio.

O líquido que se acumula no crânio aumenta a pressão interior do cérebro. Os ventrículos do cérebro incham, podendo gerar um aumento no tamanho do crânio do paciente.

A hidrocefalia pode ser relacionada a três fatores: alterações genéticas, presença de espinha bífida, uma má formação da medula espinhal, ou prematuridade do bebê. Infecções contraídas durante a gravidez também podem levar à hidrocefalia.

O tratamento mais escolhido pelos médicos é a Derivação Ventrículo-Peritoneal, um processo de drenagem mecânica que utiliza túbulos para drenar o líquido em excesso e desviando o fluxo para outra parte do corpo, como coração ou pulmões, onde poderá ser absorvido normalmente.

A craniossinostose é outra doença comum entre recém-nascidos que pode ser tratada através da neurocirurgia. Ocorre um fechamento precoce das junções ósseas do crânio, que devem permanecer abertas para facilitar o crescimento natural do cérebro. Esse bloqueio precoce das junções do crânio impede que o cérebro e a estrutura óssea do crânio cresçam na direção perpendicular, que seria a natural, causando uma deformidade no crânio.

Isso pode ocorrer ainda na gestação e o diagnóstico pode ser feito através de exames de Raio-X e tomografias computadorizadas. A craniossinostose está relacionada a um gene que é herdade pela criança de seus pais, mas também pode estar relacionado ao uso de drogas por parte da mãe durante a gestação.

O tratamento mais indicado é a neurocirurgia, que diminui a pressão craniana e corrige deformidades da face e do crânio. Quanto mais jovem for a criança, mais fácil será o procedimento cirúrgico, pois nos primeiros anos de vida os ossos do crânio são bastante macios e flexíveis, facilitando o trabalho do médico. A idade mais indicada para a realização da cirurgia seria até 1 ano de vida.

Faça Fisioterapia