A Escala Comfort-Behavior


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As escalas específicas para a população pediátrica são escassas. A escala de avaliação da atividade motora de Comfort foi descrita por Ambuel et al. em 1992 e está validada para pacientes pediátricos criticamente doentes. Entretanto, como esta escala
descreve parâmetros comportamentais e fisiológicos (freqüência cardíaca e pressão arterial) e os últimos costumam ser controlados em ambiente de terapia intensiva, em 2005 foi validada a escala Comfort-Behavior como uma alternativa à primeira, contendo apenas as variáveis comportamentais, utilizando ainda um item referente ao choro para melhor avaliar crianças fora de ventilação mecânica Existe validação da escala Comfort-Behavior frente à escala de Comfort na literatura internacional. Esta é considerada uma escala de difícil aplicação por ser extensa; e não está validada para a língua portuguesa.

Esta escala apresenta oito variáveis, cada uma delas com seis graus de pontuação. Ela usa variáveis fisiológicas - freqüência cardíaca (FC) e pressão arterial (PA), com a intenção de avaliar o nível de desconforto mais objetivamente, contudo o uso correto destas variáveis assume que os valores basais para FC e PA sejam ajustados todos os dias. Como em UTIP estas variáveis são medicalizadas e controladas, é questionável a sua utilidade na avaliação da adequação da sedação. Já a escala Comfort-Behavior refere- se apenas a variáveis comportamentais, utilizando ainda um item referente ao choro para melhor avaliar crianças fora de ventilação mecânica. Ista et al. avaliaram a validade de se aplicar variáveis fisiológicas dentro da escala (Comfort versus Comfort-Behavior), concluindo que, sem as variáveis fisiológicas, a consistência interna medida pelo teste alfa de Crombach aumentava de 0,78 para 0,84.

Fonte
A Escala Comfort-Behavior A Escala Comfort-Behavior Revisado by Faça Fisioterapia on 10:30 Nota: 5