Nos últimos anos alguns importantes estudos procuraram identificar fatores associados ao início da sibilância nos primeiros meses de vida....

Fatores de risco para a presença de sibilância em lactentes



Nos últimos anos alguns importantes estudos procuraram identificar fatores associados ao início da sibilância nos primeiros meses de vida.

O estudo mais citado é o do grupo do Arizona, iniciado por Taussig e seguido posteriormente por Martinez e colaboradores. Naquele estudo de coorte, os autores observaram que em torno de 50% das crianças apresentavam episódios de sibilância nos primeiros anos de vida e essa prevalência caía nos anos seguintes. Entretanto, um grupo de 14% desses que iniciaram a sibilância precocemente mantinham esses sintomas aos 6 anos. Esses constituiriam o grupo de asmáticos enquanto os demais seriam sibilantes transitórios, não asmáticos. Os fatores reconhecidos como de risco para asma seriam: história familiar de asma, atopia e exposição ao tabaco.

O mesmo grupo e outros pesquisadores realizaram testes de função pulmonar em lactentes e demonstraram alterações anteriores ao primeiro episódio de sibilância .

Alterações no tamanho de via aérea e tendência prévia à hiperreatividade foram demonstradas em alguns desses estudos. Esses seriam fatores de risco individuais que determinariam a tendência à sibilância recorrente, independente de atopia, e que seria desencadeada principalmente por infecções virais. Nos estudos longitudinais coordenados por Fernando Martinez, esse grupo seria o de sibilantes transitórios precoces, os quais tenderiam a não desenvolver asma com o passar dos anos.

O contrário ocorreria com aqueles com características atópicas pessoais e familiares.

Por outro lado, inúmeros estudos demonstraram que a presença de infecção viral, especialmente aquela causada pelo vírus respiratório sincicial, determina tendência a sibilância recorrente,embora transitória pois com o crescimento essa tendência diminui até desaparecer. Num estudo realizado em Pelotas (RS), Albernaz e colaboradores encontraram uma forte associação entre hospitalização por bronquiolite viral aguda e posterior tendência a sibilância.

Outros fatores de risco associados com incidência de infecções respiratórias também contribuem para o risco de sibilância recorrente tais como: aglomeração, tabagismo, uso de fogões a lenha,suspensão precoce de aleitamento materno, entre outras.

Retirei daqui

Com relação às indicações da fisioterapia respiratória em recém nascidos pré-termo (RNPT), Paratz e Burns1 concluíram que o tratamento fis...

Indicações e objetivos da fisioterapia respiratória neonatal e pediátrica



Com relação às indicações da fisioterapia respiratória em recém nascidos pré-termo (RNPT), Paratz e Burns1 concluíram que o tratamento fisioterapêutico em RNPT enfermos tem indicação sob certas condições clínicas, como as síndromes aspirativas, a síndrome do desconforto respiratório, pneumonias, atelectasias, e na prevenção de complicações da ventilação mecânica. Quatro
outros estudos concluíram que a intervenção fisioterapêutica está indicada na presença de secreção na via aérea, e nos casos com evoluções desfavoráveis à gasometria e/ou ao exame radiológico, sinais indicativos de possíveis problemas com a depuração ciliar, com a ventilação ou outra alteração da mecânica respiratória, e na maioria das vezes com as três condições.

Em algumas situações a fisioterapia respiratória tem mostrado grande impacto e pode alterar o prognóstico do paciente. Isto foi observado na síndrome do desconforto respiratório, na síndrome de aspiração meconial, na displasia broncopulmonar, nas pneumonias neonatais e nos pósoperatórios de cirurgias de grande porte. A fisioterapia pré e pós-extubação também mostrou valor na redução da incidência de complicações, como as atelectasias pós-extubação6-8.

Os pacientes pediátricos internados em terapia intensiva têm indicação de fisioterapia respiratória em casos de hipersecreção brônquica, submetidos ou não à ventilação mecânica, pois há otimização da função cardiopulmonar e redução do agravo respiratório.

Objetivos da fisioterapia respiratória neonatal

l otimizar a função respiratória de modo a facilitar as trocas gasosas e adequar a relação ventilação-perfusão;
l adequar o suporte respiratório;
l prevenir e tratar as complicações pulmonares;
l manter a permeabilidade das vias aéreas;
l favorecer o desmame da ventilação mecânica e da oxigenoterapia.

Embora os objetivos da fisioterapia sejam sem elhantes àqueles traçados para os adultos, a assistência fisioterapêutica em Pediatria / Neonatologia apresenta particularidades relacionadas às diferenças anatômicas e fisiológicas existentes nestes
pacientes, em relação às demais faixas etárias.

Motricidade fina Motricidade Fina “é uma atividade de movimento espacialmente pequena, que requer um emprego de força mínima, mas gr...

Elementos básicos do desenvolvimento motor



Motricidade fina

Motricidade Fina “é uma atividade de movimento espacialmente pequena, que requer um emprego de força mínima, mas grande precisão ou velocidade ou ambos, sendo executada principalmente pelas mãos e dedos, às vezes também pelos pés” (MEINEL, 1984, p.154).

A coordenação fina diz respeito à habilidade e destreza manual ou pedal constituindo-se como um aspecto particular na coordenação global.

Habilidades motoras finas requerem a capacidade de controlar os músculos pequenos do corpo, a fim de atingir a execução bem-sucedida da habilidade (MAGILL, 1984). Conforme Canfield (1981), a motricidade fina envolve a coordenação óculo-manual e requerem um alto grau de precisão no movimento para o desempenho da habilidade específica, num grande nível de realização. Podemos citar exemplo da necessidade desta habilidade que seria na realização de tarefas como escrever, tocar piano, trabalhar em relógios etc.

A coordenação viso manual representa a atividade mais freqüente utilizada pelo homem, pois atua para inúmeras atividades como pegar ou lançar objetos, escrever, desenhar, pintar, etc (ROSA NETO, 1996). Velasco (1996, p. 107) destaca que “a interação com pequenos objetos exigem da criança os movimentos de preensão e pinça que representam a base para o desenvolvimento da coordenação motora fina”.

Motricidade global

Segundo Batistella (2001), a motricidade global tem como objetivo a realização e a automação dos movimentos globais complexos, que se desenrolam num certo período de tempo e que exigem a atividade conjunta de vários grupos musculares.

A motricidade global envolve movimentos que envolvem grandes grupos musculares em ação simultânea, com vistas à execução de movimentos voluntários mais ou menos complexos.

Dessa forma, as capacidades motoras globais são caracterizadas por envolver a grande musculatura como base principal de movimento. No desempenho de habilidades motoras globais, a precisão do movimento não é tão importante para a execução da habilidade, como nos casos das habilidades motoras finas. Embora a precisão não seja um componente importante nesta tarefa, a coordenação perfeita na realização deste movimento é imprescindível ao desenvolvimento hábil desta tarefa (MAGILL, 1984).

A coordenação global e as experimentações feitas pela criança levam a adquirir a dissociação do movimento, levando-a a ter condições de realizar diversos movimentos simultaneamente, sendo que cada um destes movimentos pode ser realizado com membros diferentes sem perder a unidade do gesto (OLIVEIRA, 2001).

A conduta motora, de coordenação motora global é concretizada através da maturação, motora e neurológica da criança. Para isto ocorrer haverá um refinamento das sensações e percepções, visual, auditiva, sinestésica, tátil e principalmente proprioceptiva, através da solicitação motora que as atividades infantis requerem (VELASCO, 1996).

Equilíbrio

O equilíbrio é a base primordial de toda ação diferenciada dos membros superiores. Quanto mais defeituoso é o movimento mais energia consome, tal gasto energético poderia ser canalizado para outros trabalhos neuromusculares. Nesta luta constante, ainda que inconsciente, contra o desequilíbrio resulta numa fatiga corporal, mental e espiritual, aumentando o nível de stress, ansiedade, e angustia do indivíduo.

A postura é a atividade reflexa do corpo com respeito ao espaço. O equilíbrio considerado como o estado de um corpo, quando distintas e encontradas forças que atuam sobre ele se compensam e se anulam mutuamente. Desde o ponto de vista biológico, a possibilidade de manter posturas, posições e atitudes indica a existência de equilíbrio.

O equilíbrio tônico postural do sujeito, seu gesto, seu modo de respirar, sua atitude, etc., são o reflexo de seu comportamento, porém ao mesmo tempo de suas dificuldades e de seus bloqueios. Para voltar a encontrar seu estado de equilíbrio biopsicossocial, é necessário liberar os pontos de maior tensão muscular (couraças musculares), isto é, o conjunto de reações tônicas de defesa integradas a atitude corporal. No plano da organização neuropsicológica, se pode dizer que o equilíbrio tônico postural constitui o modelo de auto-regulação do comportamento (ROSA NETO, 1996).

Asher (1975), considera que as variações da postura estão associadas a períodos de crescimento, aparecendo como uma resposta aos problemas de equilíbrio que costumam ocorrer segundo as mudanças nas proporções corporais e seus segmentos. Conforme Rosa Neto (1996), a postura inadequada está associada a uma excessiva tensão que favorece um maior trabalho neuromuscular, dificultando a transmissão e informações dos impulsos nervosos.

Esquema corporal

A imagem do corpo representa uma forma de equilíbrio. Em um contexto de relações mútuas do organismo e do meio é onde se organiza a imagem do corpo como núcleo central da personalidade (ROSA NETO, 1996).

O esquema corporal é um elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo (WALLON, 1975).

A criança percebe-se e percebe os seres e as coisas que a cercam, em função de sua pessoa. Sua personalidade se desenvolverá a uma progressiva tomada de consciência de seu corpo, de seu ser, de suas possibilidades de agir e transformar o mundo à sua volta. Ela se sentirá bem na medida em que seu corpo lhe obedece, em que o conhece bem, em que o utiliza não só para movimentar-se, mas também para agir (PEREIRA, 2002).

As atividades tônicas, que está relacionada à atitude, postura e a atividade cinética, orientada para o mundo exterior. Essas duas orientações da atividade motriz (tônica e cinética), com a incessante reciprocidade das atitudes, da sensibilidade e da acomodação perceptiva e mental, correspondem aos aspectos fundamentais da função muscular, que deve assegurar a relação com o mundo exterior graças aos deslocamentos e movimentos do corpo (mobilidade) e assegurar a conservação do equilíbrio corporal, infra-estrutura de toda ação diferenciada (tono). A função tônica se apresenta em um plano fisiológico, em dois aspectos: o tono de repouso o estado de tensão permanente do músculo que se conserva inclusive durante o sono; o tono de atitude, ordenado e harmonizado pelo jogo complexo dos reflexos da atitude, sendo estes mesmos, resultado das sensações proprioceptivas e da soma dos estímulos provenientes do mundo exterior (ROSA NETO, 1996).

A imagem corporal como resultado complexo de toda a atividade cinética, sendo a imagem do corpo a síntese de todas as mensagens, de todos os estímulos e de todas as ações que permitam a criança se diferenciar do mundo exterior, e de fazer do “EU” o sujeito de sua própria existência. O esquema corporal pode ser definido no plano educativo, como a chave de toda a organização da personalidade (PEREIRA, 2002).

Organização espacial

A noção do espaço é uma noção ambivalente, ao mesmo tempo concreta e abstrata, finita e infinita. Na vida cotidiana utilizamos constantemente os dados sensoriais e perceptivos relativos ao espaço que nos rodeia. Estes dados sensoriais contêm as informações sobre as relações entre os objetos que ocupam o espaço, porém, é nossa atividade perceptiva baseada sobre a experiência do aprendizado a que lhe dá um significado. A organização espacial depende simultaneamente da estrutura de nosso próprio corpo (estrutura anatômica, biomecânica, fisiológica, etc.), da natureza do meio que nos rodeia e de suas características (ROSA NETO, 1996).

Todas as modalidades sensoriais participam pouco ou muito na percepção espacial: a visão; a audição; o tato; a propriocepção; e o olfato. A orientação espacial designa nossa habilidade para avaliar com precisão a relação física entre nosso corpo e o meio ambiente, e a tratar as modificações no curso de nossos deslocamentos (OLIVEIRA, 2001).

As primeiras experiências espaciais estão estreitamente associadas ao funcionamento dos diferentes receptores sensoriais sem os quais a percepção subjetiva do espaço não poderia existir; a integração contínua das informações recebidas conduz a sua estruturação, e ação eficaz sobre o meio externo. Olho e ouvido; labirinto; receptores articulares e tendinosos; fusos neuromusculares e pele; representam o ponto de partida de nossa experiência espacial (ROSA NETO, 1996).

A percepção relativa à posição do corpo no espaço e de movimento tem como origem estes diferentes receptores com seus limites funcionais, enquanto que a orientação espacial dos objetos ou dos elementos do meio, necessita mais da visão e audição. Está praticamente estabelecido que da interação e da integração destas informações internas e externas provem nossa organização espacial (OLIVEIRA, 2001).

Segundo as características das nossas atividades, podemos utilizar duas dimensões do espaço plano distância ou profundidade. A pele apresenta receptores táteis onde a concentração modifica de uma região a outra no corpo. A separação dos pontos de estimulação permite fazer diferenças entre o contínuo e o distinto. Os índices táteis, associados aos índices sinestésicos resultam da exploração de um objeto que permite o reconhecimento das formas (esterognosia) em ausência da visão (sentido háptico). Os deslocamentos de uma parte do corpo sobre uma superfície plana podem ser apreciados pela sinestesia tanto no caso dos movimentos lineares como angulares. As sensações vestibulares abastecem índices sobre certos dados espaciais (orientação, velocidade e aceleração). Chegam aos núcleos vestibulares, ao cerebelo e ao lóbulo frontal, porém só contribuem muito debilmente a percepção dos deslocamentos. Não obstante, durante os deslocamentos passivos onde a visão e a sinestesia não intervêm, a orientação espacial diminui, geralmente se existe lesão do sistema vestibular (RIGAL, 1988).

Organização temporal

Percebemos o transcurso do tempo a partir das mudanças que se produzem durante um período estabelecido e da sua sucessão que transforma progressivamente o futuro em presente e depois em passado. O tempo é antes de tudo memória, à medida que leio, o tempo passa. Assim aparecem os dois grandes componentes da organização temporal, a ordem e a duração, que o ritmo reúne, o primeiro define a sucessão que existe entre os acontecimentos que se produzem, uns a continuação de outros, numa ordem física irreversível; a segunda permite a variação do intervalo que separa os dois pontos, o princípio e o fim de um acontecimento. Esta medida possui diferentes unidades cronométricas como o dia e suas divisões, horas, minutos e segundos. A ordem ou distribuição cronológica das mudanças ou acontecimentos sucessivos representa o aspecto qualitativo do tempo e a duração seu aspecto quantitativo (ROSA NETO, 1996).

A organização temporal inclui uma dimensão lógica (conhecimento da ordem e duração, os acontecimentos se sucedem com intervalos), uma dimensão convencional (sistema cultural de referências, horas, dias, semanas, meses, e anos) e um aspecto de vivência, que aparece antes dos outros dois (percepção e memória da sucessão e da duração dos acontecimentos na ausência de elementos lógicos ou convencionais). A consciência do tempo se estrutura sobre as mudanças percebidas, independente de ser sucessão ou duração, sua retenção depende da memória e da codificação da informação contida nos acontecimentos. Os aspectos relacionados à percepção do tempo, evolucionam e amadurecem com a idade. No tempo psicológico organizamos a ordem dos acontecimentos e estimamos sua duração, construindo assim nosso próprio tempo. A percepção da ordem nos leva a distinguir o simultâneo do sucessivo, variando o umbral segundo os receptores utilizados. A percepção da duração começa pela discriminação do instantâneo e do duradouro que se estabelece a partir de 10 ms a 50ms para a audição e 100ms a 120ms para a visão (RIGAL, 1988).

Lateralidade

O corpo humano está caracterizado pela presença de partes anatômicas pares e globalmente simétricas. Esta simetria anatômica se redobra, não obstante, por uma assimetria funcional no sentido de que certas atividades que só intervêm numa das partes. Por exemplo, escrevemos com uma só mão; os centros de linguagem se situam na maioria das pessoas no hemisfério esquerdo. A lateralidade é a preferência da utilização de uma das partes simétricas do corpo: mão, olho, ouvido, perna; a lateralização cortical é a especialidade de um dos dois hemisférios enquanto ao tratamento da informação sensorial ou enquanto ao controle de certas funções (OLIVEIRA, 2001).

A lateralidade está em função de um predomínio que outorga a um dos dois hemisférios a iniciativa da organização do ato motor, que desembocará na aprendizagem e a consolidação das praxias. Esta atitude funcional, suporte da intencionalidade, se desenvolve de forma fundamental no momento da atividade de investigação, ao largo da qual a criança vai enfrentar-se com seu meio. A ação educativa fundamental para colocar a criança nas melhores condições para aceder a uma lateralidade definida, respeitando fatores genéticos e ambientais, é permitir-lhe organizar suas atividades motoras (ROSA NETO, 1996).

Segundo Pereira (2002), a definição de uma das partes do corpo só ocorre por volta dos sete anos de idade, antes disso, devem-se estimular ambos os lados, para que a criança possa descobrir por si só, qual o seu lado de preferência. “A preferência pelo uso de uma das mãos geralmente se evidencia aos três anos”

Introdução O interesse em pesquisar a respeito de queimaduras começou ao observar que são bastante freqüentes em crianças principalmente...

Queimaduras em Crianças: A necessidade da prevenção



Introdução

O interesse em pesquisar a respeito de queimaduras começou ao observar que são bastante freqüentes em crianças principalmente em acidentes domésticos como líquidos quentes.
De acordo com O Ministério da Saúde (2003) 45% ocorrem em casa, 30% em locais públicos 24% em local de trabalho e 10% na alta estrada.
Diante disto há de se questionar: qual o significado de queimaduras para as crianças queimadas.
Estudar a respeito de queimaduras em crianças justifica-se por seu alto grau de importância para a fisioterapia.
Estudos dessa natureza poderão subsidiar novas reflexões e maneiras mais eficazes de se tratar os queimados através da fisioterapia.
O objetivo do estudo é compreender o significado das conseqüências que a falta de prevenção de queimaduras pode causar em crianças, uma vez que este número de acidentes tem aumentado a cada dia.


Queimaduras em Crianças: A NECESSIDADE DE PREVENÇÃO

Queimaduras são bastante freqüentes principalmente em se tratando de crianças as quais podem se queimar, brincando com fósforos, ao encostarem em aparelhos elétricos quentes, no fogo ou fogão, ou até mesmo serem queimadas pelo sol, produtos químicos ou certos animais e vegetais.
“As queimaduras são lesões dos tecidos corporais provocadas pela ação do calor, da eletricidade e das substâncias químicas ou radioativas” (DELIBERATO, 2001, p.19).
Lesões por queimaduras possuem uma incidência grande em crianças cuja maior causa está relacionada com acidentes ocorridos na cozinha, através de líquidos quentes provindos de panelas sobre o fogão.
“Há uma incidência - pico em crianças com 1 a 5 anos de idade, devido primariamente às queimaduras por líquidos quentes” (SULLIVAN, SCHIMITZ, 1993, p.588).
Atualmente o prognóstico e a expectativa de vida de indivíduos por lesões com queimaduras tem melhorado bastante, apesar da epidemiologia das queimaduras ter permanecido basicamente a mesma. As medidas preventivas têm ajudado muito na diminuição do índice de queimadura, além do aprimoramento médico no decorrer dos anos.
“Recentes avanços médicos reduziram significativamente o número de mortes causadas por queimaduras, e melhoraram o prognóstico e a capacidade funcional dos pacientes que sobrevivem as lesões por queimaduras” (SULLIVAN, SCHIMITZ, 1993, p.587)
Existem vários graus de queimaduras, conforme a profundidade da lesão e com a extensão da área de superfície corporal (ASC) lesada. Portanto, as queimaduras superficiais atingem algumas camadas da pele e queimaduras profundas têm destruição total da pele.
“A profundidade da lesão depende da temperatura do agente gerador da queimadura e da duração do contato com o agente” (BRUNNER, SUDDARTH, 2002, p.1435).
Assim as queimaduras se classificam em quatro graus:

Primeiro grau: apresenta lesões apenas da camada superficial da pele, provocando uma intensa coloração vermelha do local afetado, não apresentando bolhas. “Nesta queimadura o traumatismo e as lesões celulares ocorrem apenas na parte externa da epiderme” (SULLIVAN, SCHIMITZ, 1993, p.590).

Segundo grau: atinge uma porção mais profunda da pele, causando bolhas e rachaduras na pele, além de intensa dor e vermelhidão no local afetado. Pode ocorrer sangramento nas feridas. “A camada epidérmica é completamente destruída, mas a camada dérmica sofre apenas lesão leve à moderada” (SULLIVAN, SCHIMITZ, 1993, p.590).

Terceiro grau: são mais profundas, atingindo todas camadas da pele. O paciente não se queixa de dor devido à completa destruição das terminações nervosas na área. “Todas as camadas epidérmicas e dérmicas estão completamente destruídas”. (SULLIVAN, SCHIMITZ, 1993, p.592).

Quarto grau: destruição completa de todos os tecidos desde a epiderme até o tecido ósseo subjacente. “Na queimadura de 4º grau a lesão estende-se além da camada gordurosa subcutânea para outros tecidos subjacentes como: fáscia, músculo ou osso”. (Professor Dr. José Knoplich).

Como vimos à queimadura pode ser leve, superficial, moderada ou pode ser uma queimadura crítica, causando um grande risco de vida se acometer mais de 10% da área corporal de uma criança.
O tratamento de queimaduras envolve uma equipe multiprofissional especializada na área, pois é necessário um tratamento qualificado tanto na fase aguda como principalmente no período de recuperação e reabilitação. Os cuidados devem ser especiais com crianças queimadas. Temos que observar se a criança está respirando bem, notar se os batimentos cardíacos estão normais, se a criança está desidratada ou não e a quantidade de pele queimada. É importante aguardar o socorro especializado e não agir imprudentemente para evitar problemas maiores, se possível levar o paciente para o hospital mais próximo
“Infelizmente para a pessoa queimada o primeiro atendimento na maioria das vezes, é feito no próprio local por pessoas leigas que nesse caso, por ausência de programas sociais de educação especifica, acabam por aumentar o efeito da queimadura ao agir de forma inadequada” (DELIBERATO, 2002, p.19).
As crianças acidentadas ficam abaladas emocionalmente e por isso, é importante o acompanhamento dos pais, assim como, a assistência de um psicólogo, pois estas crianças estão ainda em desenvolvimento, portanto estão frágeis o que torna necessário a permanência dos pais junto à criança queimada.
“Os pacientes queimados e suas famílias podem necessitar de aconselhamento psicológico e de ajuda no ajustamento, para que seja suplantado o desfiguramento estético” (SULLIVAN, SCHIMITZ, 1993, p.615).A fisioterapia é essencial no tratamento de queimaduras. Normalmente, a queimadura atinge o sistema respiratório, sendo necessário a desobstrução brônquica para a mobilização de secreções pulmonares, dentre várias outras técnicas que irão normalizar o sistema respiratório.
“O fisioterapeuta atuará nestas áreas: Desobstrução Brônquica, Desinsulflação Pulmonar, Reexpansão Pulmonar, Reeducação na Função Muscular Respiratória, Ventilação Mecânica e Prevenção das Deformidades Torácicas Subseqüentes à Lesão” (GOMES, SERRA, PELLON, 1995, p.217).
A fisioterapia também atua na reabilitação do paciente queimado, evitando seqüelas na capacidade funcional do músculo afetada, trazendo assim, a criança de volta ao convívio social como para a atividade de vida diária (AVDs). “Empregamos a conceitualização sistema osteomioarticular para significar sistema composto de ossos, cápsula articular, discos, meniscos, ligamentos, tendões, bainhas tendinosas, músculos e fáscias musculares; desse modo o objetivo fisioterápico é o de manter e ou recuperar a amplitude de movimento total articular e prevenir encurtamentos e retrações de tecidos moles envolvidos no sistema” (GOMES, SERRA, PELLON, 1995, p.220).
É importante a tomada de medidas preventivas de forma informativa para que as pessoas e pais estejam conscientes dos riscos para que se evitem acidentes com os filhos.
Portanto, temos que ficar atentos a várias situações domésticas que podem causar acidentes envolvendo queimaduras.


Metodologia

O estudo foi de abordagem qualitativa centrada na expressão da subjetividade do sujeito.
Com o objetivo de se ter material verbal que indique as opiniões de pais de crianças com queimaduras, entrevistamos homens e mulheres que obedeceram a dois critérios: 1ºpais ou responsáveis de crianças queimadas; 2º que concordarem em participar do estudo.
As entrevistas foram realizadas em Goiânia - GO, especificamente no Hospital de Queimaduras, Instituto Nelson Piccolo.
Para obter informações a respeito de queimaduras, foi feita uma entrevista oral face a face com o uso do gravador e fita cassete. O gravador só foi ligado após o consentimento do entrevistado que assinou um formulário de consentimento (anexo I). Para isto, foi elaborado um roteiro de memorização para o entrevistador com as seguintes questões:
1- Como ocorreu o acidente, quais foram às primeiras medidas usadas?
2-Qual o grau da lesão?
3- Como está o emocional do seu filho após o acidente?
4-Como ficou a capacidade funcional da área afetada após a queimadura?
5- Como está sendo o tratamento e o desempenho na reabilitação?
6-Quais as medidas preventivas que vocês, como pais, tomaram após o ocorrido?
Para garantir o anonimato dos entrevistados estes foram rebatizados de entrevistados um (E1) que foi chamado de E1, E2, E3, e não iniciais. Isto para cumprir as determinações da portaria 196/96 do C.N.S. (Conselho Nacional da Saúde) que regula pesquisas com seres humanos.
Após a transcrição literal dos depoimentos foi feita uma leitura vertical de cada entrevistado e logo após, uma leitura horizontal do conjunto das entrevistas buscando as idéias comuns. Os resultados deste estudo foram utilizados apenas para fins científicos.


Análise e Interpretação dos Resultados

Apresentação dos resultados

A maioria dos entrevistados é do sexo feminino com idade entre 25 e 45 anos, sendo que estes são os responsáveis das crianças e que 70% são solteiros. Já as crianças, são em sua maioria do sexo feminino com idade entre 01 e 11 anos.
Após a análise das falas dos sujeitos foi possível perceber que há concordância entre eles ao afirmarem que as queimaduras são causadas por agentes térmicos, percebe-se as medidas iniciais de tratamento, profundidade das lesões, que as queimaduras afetam o emocional, a importância da fisioterapia após a lesão, prevenindo queimaduras.

Queimaduras causadas por agentes térmicos.

Segundo as entrevistas constatou-se que, por descuido dos responsáveis, a maioria das crianças se queimam por meio de agentes térmicos, principalmente, àqueles relacionados a acidentes em cozinhas e ferros elétricos, que acabam causando lesões graves. Conforme foi possível verificar em suas falas.
“... ela caiu com o braço na lata de manteiga quente ...” (E1).
“ Minha irmã tava fazendo uma canjicada na trempe, aí ele veio correndo sabe, e bateu de frente ...” (E2).
“ O pai tava coando café aí quando pôs o pó na água aí virô a vasilha, virô tudo. Aí ela tava agachada perto do fogão, aí queimou” (E4)
“... Eles fizeram um buraco no pátio para queimar lixo e aí o outro coleguinha tirou a grade lá do buraco e empurrou ele. E aí ele caiu no buraco ...” (E5).
“... Ele colocou desodorante no corpo e o colega dele falou que pegava fogo aí ele pegou pois no corpo dele e pois fogo ...” (E7).
“ Foi o irmão dela com ferro quente. Ligou na tomada e passou no braço dela” (E8).
“ Ela desceu da mobilete e queimou na bis que estava do lado” (E9).
“... eu acho que foi com ferro...” (E10).
“As queimaduras são lesões nos tecidos pela ação do calor e sua intensidade dependerá da temperatura, do tempo de contato e do estado da pele” (GABRIEL, PETIT, CARRIL, 2001, p.61).
Diante dos fatos acima expostos, conclui-se que a maior parte das queimaduras são resultantes de acidentes domésticos, provocadas por agentes térmicos.

As medidas iniciais de tratamento

Conforme foi possível verificar nas falas, as primeiras medidas tomadas pelos responsáveis das crianças foi de encaminhá-las para o Hospital mais próximo, evitando agir de forma inadequada.
“...já corri com ela pro hospital...” (E1).
“...nós levamos ele para cidade, para Araguapaz, aí lá eles passaram soro e deram uma, um, dipirona para tirar a dor” (E2).
“...Parei de imediato e aí trouxe pro hospital, também né de imediato, e aí a gente já correu com ela direto para o hospital” (E3).
“...Levou pro hospital...” (E4).
“...daí quando a gente ficou sabendo ele tava no hospital...” (E6).
“...Levei ela no pronto socorro de queimaduras...” (E8).
“Infelizmente para pessoa queimada, o primeiro atendimento, na maioria das vezes, é feito no próprio local por pessoas leigas que, nesse caso, por ausência de programas sociais de educação específica, acabam por aumentar o efeito da queimadura ao agir de forma inadequada. Em locais onde é possível o socorro especializado, é melhor aguardar dez a quinze minutos do que agir imprudentemente.” (DELIBERATO, 2002, p.19 e 20).
Conclui-se com estas citações que na maioria das vezes leva-se o acidentado diretamente para o hospital, tomando assim uma medida correta, tendo ajuda especializada evitando danos maiores.

Profundidade das lesões

Observa-se nas entrevistas que na maioria das lesões por queimaduras as profundidades são mais extensas como é o caso do segundo e terceiro graus. Sendo que os dois tipos estão presentes e associados num mesmo ferimento.
“Primeiro, segundo e terceiro grau, os três” (E1).
“Só na mãozinha esquerda foi terceiro grau e na que pegou na chapa, ele firmou na chapa, o resto tudo foi segundo grau” (E2).
“Queimadura de segundo grau né, não foi de terceiro, só machucou o calcanhar né” (E3).
“O dela foram quase todos de terceiro grau, alguns lugares deu de segundo grau” (E4).
“Foi de terceiro e segundo grau” (E5).
“Foi de terceiro grau, o médico disse no dia que foi consultar na primeira vez” (E6).
“Terceiro grau” (E7).
“Foi de segundo grau” (E8).
“Não sei direito acho que foi de terceiro grau” (E9).
“Terceiro grau” (E10).
“É considerada queimadura de terceiro grau aquela que acomete a totalidade das camadas da pele (epiderme e derme)... Felizmente não é a mais comum, mas quando presente acompanha outras lesões de segundo grau.” (GOMES, SERRA, PELLON, 1997, p.10).
Assim, nos presentes casos, constatamos que as queimaduras mais freqüentes em crianças foram as de terceiro grau acompanhadas das de segundo grau.

Queimaduras afetam o emocional

São pouco os casos em que não se afeta o estado emocional, comprovamos pelas entrevistas que quase todas as crianças ficam com o emocional abalado e os pais, por não saberem da importância de um acompanhamento especializado, não procuram assistência de um psicólogo.
“Ela ficou meio chocada, meio traumatizada, mas aí foi conversando com ela, aí ela acalmou mais” (E1).
“Não, tá normal...não ficou traumatizado não, só no início mesmo” (E2).
“Ah, só abalado, e tem medo da mobilete” (E3).
“É medrosa demais, ela tem pavor na hora que ela vê assim que vai pro lado dela com troca de curativo, mas no mais tá bem...” (E4).
“Uai, agora ele tá assim, se tiver na cozinha e falar assim não mexe aí que tá quente, ele já afasta. Ficou com muito medo né, de fogo” (E5).
“Chorou muito, ficou muito irritada e com muito trauma, assim sabe, medo de queimar de novo” (E9).
“Ela tá nervosa, mais agitada” (E10).
“A criança atingida por queimadura necessita de uma atenção especial da equipe clínica, porque há que se considerarem condições diferenciadas em comparação com o adulto. A criança é um ser em desenvolvimento, sua noção de si mesma e seu relacionamento com a realidade são frágeis, não há tempo de experiência vivido suficiente para que ela tenha amadurecido estas condições tão fundamentais para a vida humana.” ( GOMES, SERRA, PELLON, 1995, p. 233).
Ao analisarmos estas citações foi possível concluir que os responsáveis pelas crianças, em sua maioria, não possuem esclarecimento a respeito da importância de uma assistência psíquica a criança queimada. Sendo esta ajuda muito importante devido aos traumas causados pela lesão.

A importância da fisioterapia após a lesão

Têm-se observado grandes resultados com o tratamento fisioterápico em crianças queimadas, sendo que todas as crianças dos entrevistados possuem acompanhamento desde o pós-trauma, tanto para diminuir aderências quanto para melhorar a amplitude de movimento.
“Não tá, o desempenho dela tá bom, tem feito o tratamento na fisioterapia diretinho, direitinho, toda vez que vem eu venho com ela” (E1).
“Bem, tá bem. Ela faz a melhor. Fez a raspagem...Tá usando luva, roupa certa né, e também a fisioterapia tá muito boa” (E2).
“Uai, o tratamento no caso fez raspagem né, todos os curativos, ela tá fazendo uma sessão de laser né...” (E3).
“Tá boa Graças a Deus, os curativos são bem feitos e agora ela tá fazendo a laser né porque as feridas estão muito profundas ainda. Então tem que ser feito a laser...” (E4).
“...Tá gostando do tratamento na fisioterapia” (E7).
“...Ela tá fazendo os curativos e a fisioterapia” (E8).
“Tá bem melhor, tá aceitando o tratamento da fisioterapia e fez raspagem” (E9).
“Uai, tá difícil né, mas ela tá aceitando o tratamento da fisioterapia e os curativos...” (E10).
“Em nosso paciente, uma terapia física precoce, constante e agressiva é capital para a diminuição do potencial de seqüela. Para esta atuação, a abordagem do paciente deve ser firme; se adolescente ou adulto, esclarecendo a necessidade de mobilizar regiões dolorosas e ou porquê de não aguardamos a cicatrização daquele seguimento” (GOMES, SERRA, PELLON, 1995, p. 219).
Os dados acima comprovam a eficácia da fisioterapia no tratamento de pacientes queimados, uma vez que evita complicações sendo que a complicação final é de ter uma seqüela grave, tendo um comprometimento maior estético ou funcional na cicatrização. Uma queimadura quando é bem tratada desde o início tem um resultado final melhor.

Prevenindo queimaduras

Muitos dos responsáveis das crianças queimadas só se preocupam em prevenir queimaduras após o acidente, e somente assim eles percebem a importância de não se descuidarem das crianças e de estarem evitando acidentes de qualquer forma.
“Nossa, todos os possíveis, porque nossa senhora,não é fácil queimadura. Evitar o máximo cozinha, coisa quente muito perto, o máximo possível” (E1).
“Uai, tem, menina, que tomar o máximo cuidado, né. Mais isso pode acontecer . Eu evito ele ficar perto do fogão quando eu estou cozinhando, eu não deixo sabe porque é muito perigoso, mas ele não é de beirar fogo assim sabe, ele gosta é de ficar perto do butijão, desligando o butijão, sabe. Mas quando a gente vê tira na hora porque eu não gosto que ele fica assim perto quando eu to cozinhando” (E2).
“Vender a mobilete e não andar mais naquilo. E tomar mais cuidado né. Porque não deixa de ser um descuidado da gente, também nunca acha que vai acontecer com a gente, só com o vizinho e não da gente” (E3).
“Lugar de menino não é na cozinha de jeito nenhum , lugar de menino é da sala pro quarto, no quintal, na área aonde de preferência, aonde não tem fogão e não beirar também energias, aparelhos elétrico. Essas coisas não é trem de menino mexer. E a maioria dos acidentes acontece porque as crianças não tem limites. Pai e mãe não impõe o limite certo...” (E4).
“Olha, a gente ficou assim até também com medo de mandar os filho ir pra escola porque a gente pensa assim, na escola tá seguro né, e eu vi que não tá né, porque depois dessa né. Então a gente fica assim, tudo que a gente puder evitar de prevenção assim a gente vai tentar fazer né. Porque sempre tinha muito cuidado, assim quando eu tô cozinhando, minha cozinha é muito pequena, então já falo assim: pode ficar lá na sala quando eu terminar eu chamo você, porque eu tenho ele né, e uma menina de nove anos. Então sempre já não deixo na cozinha pra evitar, os cabo das minha panela é sempre pro lado de dentro, assim, pro lado da tampa do fogão.Agora então é que a gente vai ter mais cuidado ainda, né? Para que não volta a acontecer isso porque é difícil demais.Queimadura pra cicatrizar demora...” (E5).
“Muita conversa sabe, inclusive tenho outra criança, então nossa senhora, muita conversa, muito cuidado sabe, tanto que é tudo tenho medo agora sabe” (E6).
“Tô conversando mais com ele né, explicando as coisas para ele e atenta a tudo que faz. Não deixo ele sozinho mais de jeito nenhum” (E7).
“Uai, todo cuidado é pouco com criança né, mas a gente toma assim bastante cuidado para evitar de novo né” (E8).
“Conversando com ela né, porque já é bem grandinha já, sabe para ela prestar mais atenção” (E9).
“Ué, tô guardando tudo, ferro em lugar alto, fogão já não quero que chega perto” (E10).
“As queimaduras, injúrias graves, somente diminuíram com campanhas bem estruturadas e com a participação e um apoio integral de todas as camadas da nossa sociedade, pois para queimadura não há ‘vacinas’ e a prevenção tem que ocorrer 24 horas por dia e 365 dias no ano” (GOMES, SERRA, PELLON, 1995, p. 261).
Como vimos nas citações acima, os esclarecimentos são importantes para evitar acidentes. A prevenção tem que ocorrer em todos os lugares, horas e dias, principalmente em se tratando de crianças. As crianças são curiosas e encontram-se em fase de desenvolvimento, querendo conhecer tudo através do tocar e mexer, e isto pode ser fatal.

Considerações Finais

O objetivo do estudo foi compreender o significado das conseqüências que a falta de prevenção de queimaduras pode causar em crianças, uma vez que este número de acidentes tem aumentado a cada dia.
Os resultados apontam, que diante dos fatos acima expostos, conclui-se que a maior parte das queimaduras são resultantes de acidentes domésticos, provocadas por agentes térmicos; e que na maioria das vezes leva-se o acidentado diretamente para o hospital, tomando assim uma medida correta, tendo ajuda especializada evitando danos maiores; Assim, nos presentes casos, constatamos que as queimaduras mais freqüentes em crianças foram as de terceiro grau acompanhadas das de segundo grau; Ao analisarmos estas citações foi possível concluir que os responsáveis pelas crianças, em sua maioria, não possuem esclarecimento a respeito da importância de uma assistência psíquica a criança queimada. Sendo esta ajuda muito importante devido aos traumas causados pela lesão; Os dados acima comprovam a eficácia da fisioterapia no tratamento de pacientes queimados, uma vez que evita complicações sendo que a complicação final é de ter uma seqüela grave, tendo um comprometimento maior estético ou funcional na cicatrização. Uma queimadura quando é bem tratada desde o início tem um resultado final melhor; os esclarecimentos são importantes para evitar acidentes. A prevenção tem que ocorrer em todos os lugares, horas e dias, principalmente em se tratando de crianças. As crianças são curiosas e encontram-se em fase de desenvolvimento, querendo conhecer tudo através do tocar e mexer, e isto pode ser fatal.
Sugerimos que a queimadura deve ser encarada como uma doença que pode ser evitada através da aplicação de princípios epidemiológicos, realização de campanhas preventivas nas escolas, assim como de programas que proporcionem aos pediatras um método de aconselhamento aos pais e crianças quanto a comportamento que previnam esse trauma.


Referências Bibliográficas

DELIBERATO, Paulo C. P., Fisioterapia Preventiva – Fundamentos e Aplicações, Editora Manole Ltda, 2002 1ª Edição.

Knoplich, José, http://www.espacorealmedico.com.br/index_internas.htm?sUrl=http://www.espacorealmedico.com.br/informacoes/artigos/geral/artigos
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SMELTZER,S.C.;BARE,B.G., Brunner/ Suddarth Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan 2002 9ª edição, v.2.

SULLIVAN, Susan B., Schimitz Thomas J., Fisioterapia – Avaliação e Tratamento, São Paulo, Editora Manole Ltda 1993, 2ª Edição.

GABRIEL, Mª. R. Serra; PETIT, J. Diaz ; CARRIL, Mª L. de Sande. Fisioterapia em Traumatologia Ortopedia e Reumatologia. Rio de Janeiro: Editora Revinter, 2001.

GOMES, Dino Roberto; SERRA, Maria Cristina V. Freitas; PELLON, Marco Aurélio. Queimaduras. Rio de Janeiro: Editora Revinter, 1995.

GOMES, Dino Roberto; SERRA, Maria Cristina V. Freitas; PELLON, Marco Aurélio. Tratamento de Queimaduras - Um Guia Prático. Rio de Janeiro: Editora Revinter, 1997.

Trabalho realizado por:

Isabella Perilo de Melo - E-mail: isaperilo@gmail.com
Heliane da Cunha Jayme - E-mail: hcjayme@hotmail.com

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