Doença de Osgood-Schlatter


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Esta síndrome descrita primeiramente por Osgood em 1903, se apresenta durante a adolescência em forma de uma tumefação em torno do tubérculo tibial e
do tendão patelar. Atinge também meninas de 10 a 12 anos que participam de patinação ou ginástica e realizam vigorosos saltos acrobáticos, bem como meninos
na fase de estirão de crescimento e desenvolvimento esquelético (LOVELL eWINTER, 1988).

É uma doença ou condição que resulta de repetidas lesões e pequenas lesões por avulsão na junção ósseo-tendinosa, em que o tendão patelar se insere no centro secundário de ossificação da tuberosidade tibial. O surgimento desta durante a adolescência coincide com o desenvolvimento deste centro de ossificação, que constitui num elo fraco com relação à repetida contração do quadríceps (SNIDER, 2000).

Esta síndrome é caracterizada por dor e avulsão do tendão patelar e por excessivo alargamento do tubérculo tibial proximalmente. É uma doença da adolescência, comumente vista entre as idades de 11 e 15 anos. Mais freqüente entre meninos que participam em esportes. Geralmente é acompanhada de uma história de crescimento rápido que leva aos sintomas (TACHDJIAN, 1972).

Ocorre entre os 12 e 15 anos de idade, no estágio maturacional G4 de Tanner e, freqüentemente, regride ao final da puberdade, é mais comum no sexo masculino,
numa proporção de 3:1, possivelmente pela sua maior massa, força muscular e envolvimento em atividades esportivas (LOURENÇO, 2000).

O aumento de volume da tuberosidade anterior da tíbia acompanhada de dor e edema é considerado como doença de Osgood-Schlatter, por terem sido estes
autores os primeiros a descreverem separadamente sobre esta patologia. É mais freqüente no sexo masculino e predomina na faixa etária dos 8-12 anos podendo
surgir até os 15 anos. Geralmente são pacientes sem outros problemas, hígidos, praticantes de atividades esportivas e com musculatura bem desenvolvida
( XAVIER, 1998).

A doença de Osgood-Schlatter (osteocondrite do tubérculo tibial e avulsão parcial do tubérculo tibial) é uma patologia dolorosa com grande sensibilidade no
tubérculo tibial, ocorre com adolescentes (TUREK, 1991).

Esta condição é comum. Embora freqüentemente chamada de osteocondrite, não é mais do que um traumatismo por tração, no qual está inserida uma parte do
tendão patelar (a parte remanescente está inserida de cada lado da apófise e impede a separação completa) (APLEY e SOLOMON, 1998).

A doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite (inflamação da inserção tendínea) do tubérculo tibial, causada por inflamação crônica e microavulsão ou ligeiro rompimento do tendão da patela em seu ponto de inserção no tubérculo tibial.  Essa condição ocorre em menins de 8-13 anos de idade e em meninos de 10-15 
anos. Considera-se que seja causada por crescimento rápido dos ossos longos, acoplado a tensão sobre o tendão da patela por causa das atividades esportivas
(RATLIFFE, 2000; FLOWERS e BHADRESHWAR, 1995).

Os fatores etiológicos da doença de Osgood-Schlatter ainda não são conhecidos. Existe uma teoria de que seja uma necrose avascular ou genericamente uma osteocondrite sem comprovação em estudos histopatológicos definitivos ou convincentes. Uma das hipóteses mais prováveis é de que ocorreria uma isquemia localizada determinando necrose óssea, da tuberosidade anterior da tíbia. A outra hipótese é de que ocorreria um estresse traumático por tracionamento constante do tendão patelar provocando lise e fragmentação do tecido ósseo – cartilaginoso local (XAVIER, 1998). O trauma é um fator freqüente particularmente uma violenta ou repetitiva flexão do joelho contra um quadríceps tensionado (TUREK, 1991).

Uma etiologia traumática ou de uso excessivo também explica a incidência cinco vezes maior em adolescentes que são ativos nos esportes, e a incidência duas e três vezes maior em indivíduos do sexo masculino (SNIDER, 2000).

Não existe antecedente de traumatismo (APLEY, 1998), a etiologia é controvertida, que pode ser resultado de uma tendinite traumática do tendão patelar o que leva a formação de osso heterotópico no tendão; também pode ser por periostite a formação de osso novo por lesão do tendão patelar, ainda se diz que é uma síndrome por uso excessivo relativo, que reflete desequilíbrio de tensão e desvio lateral da estrutura quadricipital (LOVELL e WINTER, 1988).

A condição pode ser reconhecida como tendinite da porção distal do tendão patelar, com secundária formação de osso heterotópico, junto com necrose avascular do tubérculo tibial proximalmente. É consenso que o trauma é a causa de Osgood-Schlatter, porém, alguns autores descordam com a natureza da lesão primária. Existem evidências de que o processo é causado por estresse do quadríceps femoral sobre a tuberosidade da tíbia durante o período de crescimento quando o tubérculo tibial é muito susceptível a lesão e a tração do ligamento patelar produz desprendimento de fragmentos da cartilagem de uma porção da tuberosidade tibial (TACHDJIAN, 1972).

Considera-se que seja causada por crescimento rápido dos ossos longos, acoplado à tensão sobre o tendão da patela por causa das atividades esportivas (RATLIFFE, 2000).

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