Alguns neonatos, bebês até seu 28º dia de vida, são definidos como de alto risco, pois apresentam algumas alterações no seu desenvolvime...

Fisioterapia motora na UTI Neonatal



Alguns neonatos, bebês até seu 28º dia de vida, são definidos como de alto risco, pois apresentam algumas alterações no seu desenvolvimento. Essas alterações podem ser geradas dentro do útero da mãe ou fora dele, principalmente quando o bebê nasce prematuramente. Para que não haja maiores prejuízos ao recém-nascido é necessária a utilização do serviço de UTI Neonatal.

Na UTIN, o bebê é amparado por um leito que se aproxima ao ambiente uterino, além de receber cuidados de uma equipe multidisciplinar, onde o Fisioterapeuta tem papel fundamental no tratamento. Este é realizado começando por uma avaliação minuciosa, desde a História da mãe até a História do bebê, após seu nascimento.

Depois da avaliação são realizados procedimentos com o objetivo de inibir padrões anormais e facilitar os normais, para que o neonato se desenvolva de forma mais adequada possível.

O recém-nascido prematuro encontra-se em um período crítico do desenvolvimento porapresentar consequências fisiológicas devido àprópria prematuridade e maior vulnerabilidadede desenvolver prejuízos motores e possíveis alterações anatômicas e estruturais do cérebro.
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Acrescido a isso, os fatores de risco como leucomalácia periventricular, encefalopatia hipóxia-isquêmica, hipoglicemia e hiperbilirrubinemia neonatal podem aumentar o risco para o desenvolvimento de problemas neurológicos

Medidas de assistência terapêutica multiprofissional nessa população têm sido documentadas e incluem o fisioterapeuta como profissional importante na assistência dos RNPT internados em Unidade de Terapia Intensiva
Neonatal (UTIN). A estimulação tátil, cinestésica e vestibular apresentam-se como meios para facilitar e manter o desenvolvimento, além de contribuir para o tratamento da doença metabólica óssea, diminuir a dor, estabilizar o padrão motor, o tônus e o trofismo muscular, estimular o desenvolvimento neuropsicomotor, o ganho de peso e a melhor resposta comportamental e motora.

A fisioterapia neonatal e pediátrica previne e corrige deformidades musculoesqueléticas; melhora a qualidade do estado de consciência, ajudando na auto regulação; promove a integração da criança com o meio ambiente e seus familiares; favorece a estabilidade clínica; e ajuda a diminuir o tempo de internação

Na fisioterapia motora neonatal são utilizados exercícios para MMSS e MMII, além de técnicas de posicionamento e também dissociação de cinturas. Todas essas intervenções aumentam o peso corporal, promovem relaxamento, auxiliam a maturação dos reflexos e evoluem as conexões nervosas do bebê.

Com isso, a fisioterapia motora acelera a saída do neonato da UTIN, aumentando a expectativa de vida desse bebê. A fisioterapia motora em neonatos é de fundamental importância para o desenvolvimento neuropsicomotor do bebê, além de auxiliar no aumento da expectativa de vida do mesmo.

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  Nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) os recém-nascidos (RN) estão expostos a diversos estímulos nocivos. O controle de a...

Posição de Prono e controle da temperatura beneficiando recém-nascidos na UTIN

 

Nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) os recém-nascidos (RN) estão expostos a diversos estímulos nocivos. O controle de alguns destes estímulos, tais como temperatura e posicionamento, são algumas das estratégias para a humanização do atendimento que têm sido propostas para tornar a permanência do RN neste ambiente menos dolorosa e estressante. O recém-nascido, quando de seu nascimento, precisará do mínimo de aquecimento e suporte nutritivo nas primeiras horas.  Sua adaptação à vida extra-uterina acontecerá de maneira fisiológica desde que essas premissas básicas sejam respeitadas.

A fisioterapia neonatal é um dos componentes do cuidado do RN durante sua permanência na UTIN, cujos objetivos são diminuir o trabalho respiratório, manter a patência de vias aéreas, melhorar a ventilação e a troca gasosa, além de prevenir e/ou tratar complicações. É uma modalidade terapêutica relativamente recente dentro dessas unidades e que está em expansão.

A termorregulação do RN é uma função fisiológica importante à sua homeostase, com influências sobre sua vida. O ambiente térmico neutro é aquele onde a menor temperatura proporciona resposta metabólica adequada, ou seja, faixa de mínimo gasto calórico para o RN. A relação entre massa e superfície corporal do RN traz desvantagens à regulação térmica, em particular dos recém-nascidos prematuros, podendo levar horas ou dias para acontecer, pois os mecanismos de termorregulação ainda são imaturos nos primeiros dias de vida, favorecendo desvios acentuados de temperatura3.

A hipotermia e a hipertermia estão associadas ao aumento no índice de morbi-mortalidade neonatal.  Temperaturas mais baixas podem agravar ou favorecer o desequilíbrio acidobásico, o desconforto respiratório, a enterocolite necrosante e a hemorragia intraperiventricular, principalmente em prematuros.

Desta forma, a regulação térmica do RN ao nascer é de extrema importância e é um dos itens abordados em protocolos de reanimação em sala de parto, uma vez que essa prática mostrou resultados significativos sobre a redução da mortalidade neonatal.

O posicionamento adequado favorece a organização da criança.  A posição prona, ou decúbito ventral, tem se mostrado favorável pois promove melhora dos índices de oxigenação e alterações referentes à mecânica respiratória, gerando estímulos proprioceptivos, táteis, vestibulares, cinestésicos, auditivos e visuais7. Esta posição também facilita a retirada do rosto do plano horizontal, liberando movimentos de cintura escapular, cabeça, pescoço e membros superiores.

Este posicionamento atua sobre a biomecânica, minimizando a assincronia da caixa torácica por compressão da parede abdominal, com consequente aumento da pressão intra-abdominal gerando a distensão passiva do diafragma, modificando seu ângulo de inserção e contração, e favorecendo a expansibilidade das regiões basais do pulmão durante a inspiração.  Desta forma, promovendo a melhora na ventilação e perfusão pulmonares.

No posicionamento do RN em prono ocorre redução das áreas atelectasiadas e do shunt pulmonar, sendo uma conduta simples e não invasiva de recrutamento alveolar pulmonar, promovendo ainda a drenagem de secreções pulmonares, auxiliando na higiene brônquica e minimizando os riscos de infecções. Ademais, seus efeitos benéficos se estendem à sensação de proteção e aconchego, à prevenção dos episódios de apneia, aumento do sono não REM e, com isso, controle respiratório e mecânica ventilatória mais eficazes.

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