O trabalho da fisioterapia pediátrica na oncologia não é fácil. Como já sabemos, para o tratamento oncológico de uma criança, é necess...

A fisioterapia e a oncopediatria


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O trabalho da fisioterapia pediátrica na oncologia não é fácil. Como já sabemos, para o tratamento oncológico de uma criança, é necessário o envolvimento ativo de uma equipe multidisciplinar, dentre os membros dessa equipe está o fisioterapeuta, o qual trabalha os aspectos funcionais do indivíduo, com o objetivo de reabilitar os movimentos e prevenir as disfunções ocasionadas pela doença e o tratamento.


O trabalho do fisioterapeuta consiste, em primeiro lugar, fazer uma avaliação, planejamento e execução do programa. Deve-se sempre levar em consideração que se está trabalhando com crianças, logo, os trabalhos a serem realizados devem apresentar atividades lúdicas que amenizam o sofrimento causado pela doença vinculada ao tratamento criando um ambiente mais humanizado.

Para que o profissional obtenha êxito no atendimento em oncopediatria é necessário que o mesmo se "entregue" ao universo dos pacientes e consiga através do seu trabalho além dos objetivos terapêuticos, conquistar os pacientes de forma que, o tratamento fisioterapêutico seja primordialmente uma experiência prazerosa.

Sendo assim compreendendo que a neoplasia infantil necessita uma abordagem completa e eficiente é que se faz tão importante o desenvolvimento e aprimoramento dos recursos aplicados durante o tratamento bem como desenvolver melhor a capacidade de interpretação das possíveis alterações adjacentes e a importância do trabalho prévio a estas alterações.

Sendo assim, o trabalho do fisioterapeuta é de fundamental importância pois, subentende-se que seu papel vai muito além de uma simples reabilitação, o fisioterapeuta vai analisar cada criança buscando tratar tais disfunções que o paciente adquiriu com essa neoplasia, traçando então um plano de tratamento que vise sua qualidade de vida de forma integra.

Embora a maioria dessas doenças raras não possa ser prevenida, o diagnóstico precoce é determinante para evitar complicações mais grav...

Doenças raras que podem afetar as crianças



Embora a maioria dessas doenças raras não possa ser prevenida, o diagnóstico precoce é determinante para evitar complicações mais graves. Por isso, é fundamental cercar-se de informação e profissionais especializados.

Veja 5 doenças raras que podem afetar crianças:

1. Síndrome de Moebius

A síndrome de Moebius pode ser identificada logo após o parto, por meio de exames e alguns sinais como falta de expressão facial e ausência de sucção. Trata-se de um distúrbio neurológico complexo, que consiste na paralisia de dois nervos cranianos (VII e VI).

A criança diagnosticada com essa síndrome possui dificuldades na fala, nas expressões faciais e no movimento lateral dos olhos. Logo, é comum que haja problemas de pronúncia, estrabismo convergente, fraqueza muscular superior, alterações na arcada dentária, atraso mental etc.

2. Síndrome de Tourette

É conhecida pelos constantes distúrbios neuropsiquiátricos, com tiques motores e vocais ainda na infância.

Eles podem variar com o tempo, e alguns dos mais comuns são franzir a testa, piscar incessantemente, balançar a cabeça, repetir sons e palavras, bater em objetos próximos e tossir involuntariamente.

Normalmente, os tiques aparecem mais ou menos aos 3 anos de idade, e dificultam a realização de atividades rotineiras — podem acontecer até mesmo durante o sono. Portanto, buscar orientação médica é fundamental para que fatores como ansiedade e estresse não piorem a situação.

Embora ainda não exista cura para a doença, seus sintomas podem ser amenizados e controlados. Nesse caso, são indicados tratamentos como terapia comportamental e medicamentos antipsicóticos.

3. Síndrome de Aase

Esta é uma doença de raízes genéticas e caráter dominante recessivo. Sua principal característica é causar anemia e má-formação óssea, articular e esquelética. Nesse caso, as células sanguíneas têm seu desenvolvimento retardado por alterações da medula óssea.

Portanto, é esperado que a síndrome se manifeste principalmente pelas deformações físicas nos pés, orelhas, dedos, ombros e outras partes do corpo. Além disso, a anemia também costuma provocar uma aparência muito pálida na pele.

O diagnóstico pode ser feito por meio de uma biópsia da medula, assim como hemograma, ecocardiograma e radiografias que apontem as anormalidades ósseas. Medicamentos, transfusões sanguíneas e o transplante de medula são algumas das opções de tratamento.

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4. Fibrose Cística

Trata-se de uma patologia crônica e hereditária, que prejudica as glândulas produtoras de secreções externas gerando um espessamento do muco e obstruindo os ductos de transporte interno. Assim, acaba afetando órgãos como os pulmões, fígado, pâncreas e o sistema digestivo.

E as enzimas digestivas não chegam ao intestino, o que impede a boa digestão e a absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Infecções como pneumonia e bronquite também são comuns, bem como o acúmulo de bactérias e germes nas vias respiratórias.

Hoje, o tratamento com medicação e dieta específica aumentou a expectativa e a qualidade de vidas das crianças que apresentam a fibrose cística. Antigamente, elas mal chegavam à idade adulta.

Diante disso, sempre que se perceber sintomas como tosse com secreção, febre, perda de peso e abdômen inchado é melhor procurar orientação médica.

5. Síndrome de Rett

A síndrome de Rett é uma doença neurológica de causas genéticas que atinge principalmente o sexo feminino.

Nesse caso, após um período de desenvolvimento supostamente normal, entre 6 e 18 meses, a criança começa a apresentar perda progressiva de algumas funções neurológicas e motoras.

A capacidade de andar e falar, por exemplo, ficam comprometidas e surgem alguns movimentos repetidos e involuntários, sobretudo com as mãos. Além disso, distúrbios do sono e problemas respiratórios são sintomas comuns, junto com a regressão motora e da linguagem.

Por isso, essa doença muito confundida com o autismo, evidenciando a necessidade de procurar profissionais especializados e atualizados para tratar a síndrome. A síndrome de Rett não limita a expectativa de vida dos pacientes, embora requeira tratamentos terapêuticos estratégicos.

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O termo paralisia cerebral (PC) é denominada como sequela de caráter não-progressivo, que acomete o sistema nervoso central imaturo e em des...

Fisioterapia na Paralisia Cerebral




O termo paralisia cerebral (PC) é denominada como sequela de caráter não-progressivo, que acomete o sistema nervoso central imaturo e em desenvolvimento, ocasionando desordens do desenvolvimento motor e alterações músculo-esqueléticas secundárias, consequentemente dificuldade na execução dos movimentos, é de caráter permanente e mutáveis.

Crianças com PC podem desenvolver fraqueza muscular, dificuldade no controle entre os músculos agonistas/antagonistas, restrição da amplitude de movimento, alterações de tônus e de sensibilidade, apresentam alterações biomecânicas que levam a assimetria, alterações de descarga de peso e equilíbrio e, consequentemente, utilizam estratégias compensatórias para realizar suas funções, gerando desordens de postura e movimento.


O comprometimento neuromotor dessa doença pode envolver partes distintas do corpo, resultando em classificações topográficas específicas (tetraplegia, hemiplegia e diplegia).



Outro tipo de classificação é a baseada nas alterações clínicas do tônus muscular e no tipo de desordem do movimento (espástico, hipotônico, discinética, atáxica e misto).

·     ESPÁSTICO:
Quando a lesão está localizada no córtex e vias córtico-espinhais, o tônus muscular é aumentado, isto é, os músculos são rígidos e tensos e os reflexos tendinosos são exacerbados. Apresenta características de hiperreflexia, fraqueza muscular, clônus, padrões motores anormais e diminuição da destreza. Geralmente essas crianças apresentam-se com flexão dos membros superiores e adução dos membros inferiores. Esta condição é chamada de paralisia cerebral espástica, que é a mais comum.


·   HIPOTÔNICO:
A forma hipotônica encontra-se em crianças com tônus baixo, gerando flacidez, tendo como conseqüência articulações frouxas, músculos mal definidos, hipermobilidade articular, menos força e resistência. Hipotonicidade é um tipo de paralisia cerebral com lesões extensas do SNC que pode também mascarar condições degenerativas. Normalmente esta forma de paralisia cerebral é um padrão transitório, que pode se transformar em uma das outras formas posteriormente, como por exemplo atetose.


·   DISCINÉTICA:
Lesão dos núcleos da base. A criança apresenta movimentos involuntários, ou seja, pela perda da "modulação" do movimento. O movimento ativo é parasitado por movimentos anormais proximais (coréia), distais (atetose) ou amplos e fixos, levando a posturas bizarras (distonia).

·   ATAXIA:
A paralisia cerebral atáxica está relacionada com lesões cerebelares ou das vias cerebelares. Como a função principal do cerebelo é controlar o equilíbrio e coordenar os movimentos, as crianças com lesão cerebelar apresentam ataxia, ou seja, marcha cambaleante por causa da deficiência de equilíbrio, e apresentam, ainda incoordenação dos movimentos com incapacidade para realizar movimentos alternados rápidos e dificuldade para atingir um alvo. 

 
·   MISTA: 
Alterações concomitantes dos sistemas piramidal, extra-piramidal e cerebelar, gerando tipos associados de alteração do movimento ( por exemplo, espástico e atetóide).

O fisioterapeuta usa abordagens diferentes para satisfazer as necessidades únicas de cada criança. A maior parte dos fisioterapeutas têm obtido melhor resultado quando trabalha com as crianças no contexto do seu dia dia, indo à casa da criança, à escola, aos locais comunitários, para proporcionar apoio à criança, aos pais, professores.

  A intervenção fisioterapêutica precoce foi de grande importância, o paciente começou a receber atendimento fisioterapêutico aos 6 meses de idade período o qual obtinha diagnóstico de quadriplegia espástica, atualmente diplegia, a intervenção precoce possibilitam resultados satisfatórios relacionados a neuroplasticidade cerebral, quanto mais precocemente se age no sentido de proteger ou estimular o SNC, melhor será a sua resposta (BORELLA, SACCHELLI, 2009).

    Os objetivos traçados ao paciente foram promover melhora da Amplitude de movimento (ADM), dissociação de cinturas escapular e pélvica, adequação de tônus, melhora da reação de proteção, mobilidade pélvica e prevenir contraturas e deformidades.

    As condutas realizadas partiram do princípio do método Bobath para que os objetivos propostos fossem alcançados, entre elas estavam alongamento de isquiotibiais, adutores de quadril e tríceps sural, exercícios de extensão pélvica, exercícios de mobilização de cinturas escapular e pélvica, transferências de posturas neuroevolutivas associado a habilidades funcionais e exercícios de reação protetora, em grande parte da terapia foi utilizado recursos lúdicos para aumentar o interesse em realizar determinados exercícios.

A mobilização passiva de cinturas escapular e pélvica eram realizadas no rolo, tanto em decúbito ventral, como sentado em "cavalo". A mobilização refere-se aos movimentos acessórios passivos que visam à recuperação da artrocinemática entre as superfícies articulares. O seu restabelecimento promove a congruência articular, diminui o atrito mecânico na articulação, melhora a dor, edema e, conseqüentemente, a função do segmento corporal comprometido.



A hora do nascimento de um filho é motivo de grande alegria para a maioria dos pais. Foram nove meses de espera para conhecer o r...

Gravidez de risco e UTI Neonatal


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A hora do nascimento de um filho é motivo de grande alegria para a maioria dos pais. Foram nove meses de espera para conhecer o rostinho do mais novo membro da família. Mas nem sempre é assim. O nascimento prematuro de uma criança é frustrante e angustiante para os pais que tem alta do hospital, mas deixam seus filhos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo).
A cada 100 partos, 10 são prematuros, isto é, ocorrem antes da 37ª semana de gestação. As causas principais de parto prematuro são ruptura da bolsa (40% dos casos), contrações precoces (35%) - normalmente desencadeadas por infecções – e hipertensão (15%).

Mulheres que já tiveram parto prematuro, dois ou mais abortos durante o segundo trimestre da gravidez, apresentam algum problema uterino, como miomas. Mães que abusam do consumo de álcool ou drogas também estão no grupo de risco. Porém, aproximadamente 50% das mulheres que têm parto prematuro não apresentam fatores de risco identificáveis.

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Frágil, o bebê já começa a vida com risco de morte. Logo de início, o bebê pode ir para a incubadora, "ganhar" um tubo na boca para respirar e uma sonda também na boca ou no umbigo para se alimentar, além dos sensores para monitorar seus sinais vitais. Antibióticos, medicamentos para amadurecer os pulmões e transfusões sanguíneas não são raros.

O papel dos pais é de estar do lado do seu filho e lutar com ele. Não é fácil ficar dias, às vezes mais de mês, dentro de um hospital vendo o sofrimento do filho. Por isso é tão importante escolher um hospital que tenha bons recursos tecnológicos e humanos. Nunca se sabe o que pode acontecer durante a gestação, mesmo fazendo um bom pré-natal.

E por quê os bebês vão para a UTI neo? - A UTI Neo é um setor que deve atender os recém-nascidos com assistência humanizada e de qualidade, com equipamentos específicos, recursos humanos especializados e serviço médico e de enfermagem 24 horas.

Podem ocorrer diversos problemas na saúde dos bebês prematuros. Quanto menor é a idade gestacional, maior a probabilidade de complicações. Entre as mais frequentes estão dificuldades respiratórias, hemorragias intracerebrais (dentro do cérebro), infecções que podem ocasionar a morte ou conseqüências no desenvolvimento psico-motor, intelectual e emocional no futuro. Muitos necessitam de tratamento intensivo e internação por longo período.

A incubadora fornece um ambiente onde mantém a temperatura constante, deixando o ambiente neutro e mais tranquilo possível. E a assistência está cada vez mais humanizada, tentando dar mais qualidade de vida ao bebê associado à sua sobrevivência. Muitos bebês, quando estão com suas funções estáveis, ficam em contato pele a pele com sua mãe que fazem o papel, ainda melhor, da incubadora.

As mamães devem prestar atenção quando o assunto é amamentação. O aleitamento materno de prematuros é mais difícil pela imaturidade e necessidade de hospitalização mais prolongada após o nascimento. Essa separação prejudica a formação do vínculo mãe-filho, fator essencial ao sucesso da amamentação. A mamãe deve se informar sobre as melhores condições de utilizar o leite materno na alimentação do seu filho ou de amamentá-lo. O leite materno é a melhor alimentação do seu bebê.
A alta do bebê da UTI Neo ocorre quando o bebê está estável em suas condições clínicas, com peso acima de 1,7 quilos e seu ganho de peso ser crescente e estar sugando bem. E lembre-se sempre: não há nada mais forte e bonito do que uma mãe ajudando o seu filho a lutar pela vida.

Dicas

Informe-se com o seu médico sobre as condições do hospital que escolher para receber um recém-nascido prematuro.
Não desista nunca da vida do seu bebê. Ele é mais forte do que imagina. Mães que consomem drogas ou ingerem bebidas alcoólicas não têm o mínimo de amor, e respeito, ao filho.
Seu leite é melhor e mais forte do que qualquer outra fórmula de leite. Tente ficar o menos estressada possível durante a internação do seu bebê. Quanto mais o bebê mamar, mas leite a mamãe produzirá.

Publicado em 26/11/12 e revisado em 26/10/18

Esta síndrome descrita primeiramente por Osgood em 1903, se apresenta durante a adolescência em forma de uma tumefação em torno do tub...

Doença de Osgood-Schlatter



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Esta síndrome descrita primeiramente por Osgood em 1903, se apresenta durante a adolescência em forma de uma tumefação em torno do tubérculo tibial e
do tendão patelar. Atinge também meninas de 10 a 12 anos que participam de patinação ou ginástica e realizam vigorosos saltos acrobáticos, bem como meninos
na fase de estirão de crescimento e desenvolvimento esquelético (LOVELL eWINTER, 1988).

É uma doença ou condição que resulta de repetidas lesões e pequenas lesões por avulsão na junção ósseo-tendinosa, em que o tendão patelar se insere no centro secundário de ossificação da tuberosidade tibial. O surgimento desta durante a adolescência coincide com o desenvolvimento deste centro de ossificação, que constitui num elo fraco com relação à repetida contração do quadríceps (SNIDER, 2000).

Esta síndrome é caracterizada por dor e avulsão do tendão patelar e por excessivo alargamento do tubérculo tibial proximalmente. É uma doença da adolescência, comumente vista entre as idades de 11 e 15 anos. Mais freqüente entre meninos que participam em esportes. Geralmente é acompanhada de uma história de crescimento rápido que leva aos sintomas (TACHDJIAN, 1972).

Ocorre entre os 12 e 15 anos de idade, no estágio maturacional G4 de Tanner e, freqüentemente, regride ao final da puberdade, é mais comum no sexo masculino,
numa proporção de 3:1, possivelmente pela sua maior massa, força muscular e envolvimento em atividades esportivas (LOURENÇO, 2000).

O aumento de volume da tuberosidade anterior da tíbia acompanhada de dor e edema é considerado como doença de Osgood-Schlatter, por terem sido estes
autores os primeiros a descreverem separadamente sobre esta patologia. É mais freqüente no sexo masculino e predomina na faixa etária dos 8-12 anos podendo
surgir até os 15 anos. Geralmente são pacientes sem outros problemas, hígidos, praticantes de atividades esportivas e com musculatura bem desenvolvida
( XAVIER, 1998).

A doença de Osgood-Schlatter (osteocondrite do tubérculo tibial e avulsão parcial do tubérculo tibial) é uma patologia dolorosa com grande sensibilidade no
tubérculo tibial, ocorre com adolescentes (TUREK, 1991).

Esta condição é comum. Embora freqüentemente chamada de osteocondrite, não é mais do que um traumatismo por tração, no qual está inserida uma parte do
tendão patelar (a parte remanescente está inserida de cada lado da apófise e impede a separação completa) (APLEY e SOLOMON, 1998).

A doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite (inflamação da inserção tendínea) do tubérculo tibial, causada por inflamação crônica e microavulsão ou ligeiro rompimento do tendão da patela em seu ponto de inserção no tubérculo tibial.  Essa condição ocorre em menins de 8-13 anos de idade e em meninos de 10-15 
anos. Considera-se que seja causada por crescimento rápido dos ossos longos, acoplado a tensão sobre o tendão da patela por causa das atividades esportivas
(RATLIFFE, 2000; FLOWERS e BHADRESHWAR, 1995).

Os fatores etiológicos da doença de Osgood-Schlatter ainda não são conhecidos. Existe uma teoria de que seja uma necrose avascular ou genericamente uma osteocondrite sem comprovação em estudos histopatológicos definitivos ou convincentes. Uma das hipóteses mais prováveis é de que ocorreria uma isquemia localizada determinando necrose óssea, da tuberosidade anterior da tíbia. A outra hipótese é de que ocorreria um estresse traumático por tracionamento constante do tendão patelar provocando lise e fragmentação do tecido ósseo – cartilaginoso local (XAVIER, 1998). O trauma é um fator freqüente particularmente uma violenta ou repetitiva flexão do joelho contra um quadríceps tensionado (TUREK, 1991).

Uma etiologia traumática ou de uso excessivo também explica a incidência cinco vezes maior em adolescentes que são ativos nos esportes, e a incidência duas e três vezes maior em indivíduos do sexo masculino (SNIDER, 2000).

Não existe antecedente de traumatismo (APLEY, 1998), a etiologia é controvertida, que pode ser resultado de uma tendinite traumática do tendão patelar o que leva a formação de osso heterotópico no tendão; também pode ser por periostite a formação de osso novo por lesão do tendão patelar, ainda se diz que é uma síndrome por uso excessivo relativo, que reflete desequilíbrio de tensão e desvio lateral da estrutura quadricipital (LOVELL e WINTER, 1988).

A condição pode ser reconhecida como tendinite da porção distal do tendão patelar, com secundária formação de osso heterotópico, junto com necrose avascular do tubérculo tibial proximalmente. É consenso que o trauma é a causa de Osgood-Schlatter, porém, alguns autores descordam com a natureza da lesão primária. Existem evidências de que o processo é causado por estresse do quadríceps femoral sobre a tuberosidade da tíbia durante o período de crescimento quando o tubérculo tibial é muito susceptível a lesão e a tração do ligamento patelar produz desprendimento de fragmentos da cartilagem de uma porção da tuberosidade tibial (TACHDJIAN, 1972).

Considera-se que seja causada por crescimento rápido dos ossos longos, acoplado à tensão sobre o tendão da patela por causa das atividades esportivas (RATLIFFE, 2000).

A Síndrome de Moebius (SM) é considerada uma doença geneticamente rara, não progressiva. No Brasil, sua incidência vem aumentando nos úl...

Fisioterapia Pediátrica na Síndrome de Moebius



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A Síndrome de Moebius (SM) é considerada uma doença geneticamente rara, não progressiva. No Brasil, sua incidência vem aumentando nos últimos anos, estima-se que já existem em torno de 500 a 600 casos, devido provavelmente ao uso ilegal do misoprostol, utilizado como abortivo no primeiro trimestre de gestação18,21,22,25,26; nos Estados Unidos já foram diagnosticadas 1.000 crianças. Porém, sua incidência populacional permanece indeterminada.17,26 Não há predominância da incidência quanto ao sexo.4,26,34 Sua ocorrência dá-se de forma esporádica na maioria dos casos26; todavia, recorrência familiar pode ocorrer..9,21

Descrita inicialmente pelo neurologista Paul Julius Moebius, em 1892, como anomalia congênita, é caracterizada pela falta de expressão facial (face em máscara), associadas a malformações de membros. 10,28 Atualmente têm recebido outros sinônimos como aplasia nuclear congênita, aplasia nuclear infantil, paralisia óculo facial e diplegia facial congênita.3 A SM se desenvolve porque os dois pares de nervos cranianos, VI e VII, respectivamente nervos facial e abducente, não se desenvolvem totalmente, causando paralisia da face, e dos músculos que controlam os olhos.1,14 Movimentos da face, como piscar e movimentar direcionalmente os olhos, além das expressões faciais, são funções controladas pelos referidos nervos cranianos.14 Porém pode haver paralisia dos outros pares cranianos, como nervo hipoglosso, trigêmio e glossofarígeo.2

Pode ser classificada em Síndrome de Moebius clássico e síndrome de moebius associada a outras anomalias. O primeiro caracteriza-se por paralisia bilateral completa ou incompleta dos nervos facial e abducente, correspondendo a 60% dos casos, a síndrome acompanhada de anomalias corresponde a 40% dos casos.1

A síndrome ou seqüência de Moebius consiste de paralisia congênita parcial ou completa do nervo facial, na maioria das vezes bilateral, porém a porção inferior pode estar íntegra ou ser unilateral4 produzido uma aparência facial pouco expressiva e estrabismo convergente. Se a paralisia facial for incompleta, como em quase metade dos casos a síndrome pode não ser reconhecida senão mais tardiamente na infância.28 A inteligência usualmente está preservada, e deficiência mental pode ocorrer raramente,1,8,14,18 entretanto em muitos casos os problemas na fala e a falta de expressão facial conduzem erroneamente ao diagnóstico de retardo mental. Casos de psicose infantil e autismo foram relatados.1,9,17,21

As características da SM estão relacionadas à paralisia facial do tipo periférica, com perda dos movimentos laterais do globo ocular e às vezes perda também da convergência e alterações visuais como estrabismo e ambliopia, ptose palpebral, surdez, distúrbios da sensibilidade nos territórios inervados pelo trigêmeo, perda dos movimentos laterais do globo ocular, disfagia, disfonia, atrofia da musculatura lingual, deformidades da mandíbula, dificultando a mastigação, deglutição, fala, sopro e, inclusive, o sorriso, o que acarreta aspecto inexpressivo, com ausência total da mímica facial. Esta condição faz com que as manifestações de alegria, tristeza, dor, enfim, das diversas emoções só possam ser detectadas pela oralização.1,11,13,14 Cursa freqüentemente com malformações dos membros e estruturas orofaciais.4,14,25,32 Micrognatia e aplasia do peitoral também são observadas em associação à SM, constituindo a denominada síndrome de Polland.1,4,16,26 Já foram descritas outras anormalidades, como defeitos das extremidades1,14,19,22, dos dentes26, cardíacos15 e disfunção respiratória central12,20, dentre outras menos comuns.1,4,26

 Anomalias musculares e ósseas são localizadas com maior freqüência nos membros superiores e inferiores, observando–se deformidades e atrofias como anteversão de membros e ausência de dedos.1,29 Em adição à paralisia dos nervos facial e abducente, outras malformações incluem pés tortos eqüino-varo, hipomelia (redução do comprimento dos membros), sindactilia, polidactilia, e/ou ausência do músculo trapézio.1,17

A literatura não é unânime quanto à etiologia da SM. Com base genética, o gene responsável pela síndrome permanece desconhecido, todavia inúmeras pesquisas evidenciam sua localização próxima a banda q12.2 do cromossomo 13 ou no próprio cromossomo 13.30

De etiologia obscura, a síndrome parece estar relacionada com a insuficiência útero- placentária em determinado momento da organogênese, levando à agenesia dos núcleos dos pares cranianos no tronco cerebral, lesões supranucleares e pós-nucleares.1,14,25 No caso do misoprostol, este apresenta potente ação uterotônica, comprometendo a circulação fetal em decorrência da vasoconstrição arterial que promove. As alterações fenotípicas dependem do local da isquemia.4,21

A presença de achados neuropatológicos sugestivos de hipoplasia e necrose dos núcleos do tronco cerebral foi evidenciada, provavelmente relacionada à ocorrência de isquemia durante o período pré- natal.1

Numa autópsia, os músculos faciais estavam ausentes, mas os músculos oculares, nervos e células motoras estavam normais; havia contudo, anomalias do desenvolvimento do tronco cerebral, que podem evidenciar se à tomografia computadorizada e ressonância magnética.28

A regressão prematura, a obstrução ou a ruptura das artérias trigeminais primitivas das basilares ou das vertebrais, impedem a formação da rede vascular de suprimento sanguíneo do tronco cerebral, podem causar a síndrome de Moebius.1,18,25

O diagnóstico clínico é realizado ao nascimento, em que geralmente a mãe e o pediatra detectam uma falta de expressão facial no bebê. Existindo uma falta de sucção levando o bebê a receber uma alimentação assistida. Durante o sono observa-se fechamento palpebral incompleto (fenômeno de bell). Permitindo um diagnóstico diferencial com uma paralisia facial periférica do nervo facial. O paciente não tem visão lateral devido o estrabismo convergente, obrigando o movimento constante da cabeça para os lados.1,4,22,24,31

O tratamento é fundamentalmente cirúrgico, porém existe outras medidas necessárias ao nascer. Orientadas a prevenir complicações derivadas das alterações, como utilização de lágrimas artificiais, instrumento para alimentação e selo ocular noturno. O tratamento cirurgia reconstrutora está orientado nos seguintes aspectos: correção do fechamento palpebral, correção do lábio superior, suspensão dinâmica da boca e correção da ptose facial.1

O portador da SM pode ter vida normal, desde que o indivíduo não tenha outras manifestações associadas (convulsões, alterações ventriculares, hidrocefalia, lesões no SNC). Seu desenvolvimento motor para o andar pode ser retardado, devido à presença do pé torto congênito.12,36

A avaliação criteriosa destes pacientes é fundamental para a elaboração de um programa de tratamento a partir dos problemas e disfunções observados. O conhecimento detalhado da história clínica, a análise dos exames realizados (eletromiografia), o exame de tônus muscular de toda a musculatura facial, testes de sensibilidade e de coordenação são subsídios que permitem um tratamento adaptado e personalizado em função dos "déficits" e da capacidade do paciente para controlar seus músculos.5

Para a avaliação da função muscular, recomenda-se a anulação do lado sadio para que os músculos do lado afetado assumam uma posição neutra ou encurtada, favorecendo assim a união da actina e miosina ao menor impulso nervoso. Os movimentos devem ser realizados de forma lenta e pode-se associar técnicas de estiramento durante a sua execução, o que favorece o máximo recrutamento de fibras musculares.5

O tratamento fisioterapêutico da paralisia facial consiste de mas­sote­rapia de relaxamento na hemiface não comprometida, mas­sote­rapia de estimulação na hemiface paralisada, crioestimulação na face comprometida e utilização de calor na face integra e cinesioterapia, além do tratamento das malformações de membros.5

Objetivo

Revisar na literatura a etiopatogenia e a atuação da fisioterapia nos sintomas da Síndrome de Moebius.



Metodologia

Foi realizado uma revisão de literatura nos acervos da biblioteca central da Universidade da Amazônia-UNAMA e biblioteca virtual, no período de 14 a 20 de março de 2007. Tendo suas referências obtidas através de pesquisa por meio de sites de busca, artigos científicos, revistas científicas e livros. As palavras chaves utilizadas foram: síndrome de moebius e fisioterapia na síndrome de moebius. Não havendo critérios para exclusão quanto ao ano de publicação e os idiomas dos artigos.



Discussão

Segundo as literaturas pesquisadas, devido as contraturas e malformações da musculatura inervada pelos nervos afetados, severas dificuldades de alimentação são esperadas no primeiro ano de vida, podendo apresentar impacto significativo no estado pulmonar e nutricional da criança, levando-a, por vezes, ao óbito. Secundariamente, comprometimento no desenvolvimento psicomotor, cognitivo e lingüístico poderão surgir em graus variáveis de gravidade afetando a sua capacidade de comunicação, socialização e escolarização.1

Existe várias etiologias e teorias para o desenvolvimento da SM como problemas na vascularização, uso de drogas, ruptura prematura das membranas amnióticas, hipertermia, hipotensão grave, cirurgia uterina prévia, choque elétrico e falha da tentativa de aborto1,9,14,18,25,18, além de fatores genéticos, sendo relatados padrões autossômico dominante, autossômico recessivo e recessivo ligado ao cromossomo e ambos os sexos são afetados com a mesma freqüência.14,27,31,33

Segundo seus defensores, qualquer alteração que prejudique o fluxo sanguíneo da placenta para o feto, num certo momento da gestação, poderia originar a aplasia ou a hipoplasia dos núcleos dos nervos facial e abducente, no tronco cerebral. Embora a maioria dos casos seja esporádica, alguns estudiosos postulam a natureza genética para a SM: dentre eles, Dotti e col. descreveram evidências de herança dominante em duas famílias e Ziter e col. reconheceram que a translocação entre o braço curto do cromossoma 1 e o braço longo do 13 era responsável por casos de SM na mesma família. Independentemente da teoria principal, alguns fatores ambientais têm sido implicados na gênese da SM: hipertermia, exposição da gestante a infecção, utilização do misoprostol, do álcool, da cocaína, da talidomida e de benzodiazepínicos, entre outros.5,23

 Rizos e Dotti relatam que a SM é de ocorrência rara. Entretanto, tem-se a impressão que vem sendo observada mais frequentemente nos últimos anos. O uso de medicamentos abortivos como misoprostol pode ter relação com tal fato. Levando a possibilidade do conhecimento de outras anormalidades não relacionadas a SM.34

A hipótese mais aceita na visão médica para o desenvolvimento da síndrome de moebius se baseia na atrofia do núcleo cranial, possivelmente relacionada à vascularização no desenvolvimento inicial do embrião, iniciada por posicionamento anormal do feto na vida intra-uterina. Com interrupção ou alteração no fornecimento sanguíneo nos primeiros estágios, o centro dos nervos cranianos se torna danificado em extensão variável, gerando anomalias e manifestações clínicas da síndrome. Discute-se também que a insuficiência de sangue estaria relacionada a condições teratogênicas, tais como infecções, uso de drogas ou de medicamentos.4

Esta doença não tem cura. O que se pode fazer é minimizar os efeitos da doença através de tratamentos cirúrgicos ou através de terapias que visem a melhora das condições musculares. Dependendo das necessidades, os pacientes precisarão de correção cirúrgica ortopédica (para os pés tortos) e oftalmológica (para o estrabismo) e neurologista se houver alteração neurologia.31

A fisioterapia tem efeito benéfico no sentido de evitar deformidades e manter a flexibilidade e a elasticidade muscular na paralisia. Exercícios específicos podem ser indicados quando se observa esboço de movimento da musculatura envolvida. Eles não interferem na velocidade de recuperação, mas podem melhorar a função. Quanto a eletroestimulação, não existe comprovação científica de sua eficácia como método de tratamento. A cinesioterapia, como recurso fisioterapêutico, constitui uma ajuda valiosa e indispensável na reabilitação de pacientes com paralisia facial e anomalias dos membros, independente da sua etiologia e do tratamento médico ou cirúrgico.2,31



Conclusão

O que muitas vezes acontece, é um preconceito a partir de terceiros que excluem a pessoa devido à sua "face em máscara" e inabilidade para falar, causando danos emocionais ao portador da doença. Em virtude dos sintomas da Síndrome de Moebius o tratamento fisioterapêutico deve ser iniciado precocemente para evitar problemas emocionais ao portador da patologia e trabalhar com o indivíduo globalmente para fazer a manutenção dos vários sistemas do corpo já que a patologia não é progressiva, contribuindo assim para um tratamento afetivo e efetivo. A abordagem interdisciplinar nestes casos, contribui para um tratamento integral e efetivo.



Referência Bibliográfica

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36) Disponível em: http://www.virtual.unifesp.br/servicos/moebius/info_qualidade.htm. Acesso em:18/03/06.

Pouca gente sabe que uma criança pode ser tratada com a Osteopatia. De acordo com a Osteopatia pediátrica, bebês e crianças podem padecer ...

Osteopatia em bebês e em crianças





Pouca gente sabe que uma criança pode ser tratada com a Osteopatia. De acordo com a Osteopatia pediátrica, bebês e crianças podem padecer das mesmas patologias que adultos, entretanto estes não têm como nos indicar o que os aflige, simplesmente irão chorar, apresentar problemas de sono e na alimentação, se mostrarão irritados ou muito quietos, isso como forma de demonstrar que algo está errado em seu organismo, e essas crianças podem ser beneficiadas pelo tratamento osteopático infantil.

Seguindo o raciocínio osteopático, se as alterações/disfunções músculo-esqueléticas não forem corrigidas nos primeiros meses de vida, outras consequências poderão surgir, pelo que, facilmente se consegue perceber a mais-valia da osteopatia nestas idades (bebés/crianças).

Assim, a osteopatia não trata apenas a sintomatologia mas, essencialmente, corrige os desequilíbrios estruturais, facilitando a eficácia da função mecânica do corpo, sendo que, quando mais cedo os desequilíbrios forem detetados, maior será a eficácia dos tratamentos.

Concluindo, os bebés e as crianças têm por vezes alterações físicas para as quais os pais não estão suficientemente alertados e que, por isso, apenas são detetadas nas consultas de pediatria, motivo pelo que a estreita colaboração entre pediatras e osteopatas é importante e de certo permitirá alcançar bons resultados.

Exemplos de algumas alterações pediátricas frequentes onde a osteopatia pode atuar:

  • dificuldade na sucção;
  • choro excessivo;
  • cólicas;
  • obstipação;
  • bolçar frequente,
  • alterações do sono;
  • torcicolos congénitos e posturais;
  • alterações e assimetrias crânio-faciais;
  • alterações da postura do bebé deitado e sentado, assimetrias na distribuição do tonus muscular;
  • alterações assimétricas da posição sentada, no gatinhar ou na marcha;
  • diminuição da coordenação motora;
  • infeções respiratórias;
  • dores de cabeça;
  • desequilíbrio das curvaturas da coluna;
  • alteração de alinhamento dos membros inferiores;
  • alterações do plexo braquial.
Em qualquer um dos casos, é importante ressaltar que a técnica contempla o paciente e não a doença e, por isso, cada programa é absolutamente individualizado, servindo para tratar apenas aquele indivíduo
Com ajuda daqui

  Brincar com o seu filho pode parecer apenas ...

Qual a importância da atividade física para crianças?

 
Atividade física para criança: Qual a importância?

Brincar com o seu filho pode parecer apenas um passatempo, mas é muito mais que isso. Incentivar a prática de atividades físicas na infância é muito importante para um crescimento saudável. Se trabalhadas de forma adequada, respeitando a fase pela qual criança passa, essas atividades estimulam o desenvolvimento cerebral, a coordenação motora, a sociabilidade e evita até o aparecimento de doenças. 

Uma a cada três crianças está acima do peso no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Por isso, é preciso ter uma infância ativa. A atividade física na infância ajuda tanto no controle do peso, como a desenvolver agilidade, musculatura e sociabilização. Mas como por onde começar se a criança for resistente?

O importante é procurar atividades pelas quais o seu filho tenha interesse. Observe também se ele se prefere atividades em grupo ou individual. Os pais devem sempre orientar e acompanhar a criança durante a atividade, principalmente na fase inicial, no período de adaptação. Lembre-se também que o esporte deve ser visto com uma recreação prazerosa, nada deve ser imposto ou exagerado.

Uma das consequências mais graves da falta de exercícios na infância é a obesidade. É cada vez mais comum ver crianças com diabetes, doenças respiratórias e problemas no coração. Segundo dados do IBGE, o sobrepeso vem aumentando a cada ano e hoje atinge mais de 30% das crianças entre cinco e nove anos de idade e cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos.

Além do fortalecimento da coordenação motora, a atividade ajuda a melhorar a concentração, a autoestima e a interação social. Por esse motivo é muito importante trabalhar a atividade física dentro das escolas. Segundo uma pesquisa realizado pelo IBGE, 65,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não realizavam 300 minutos de atividades físicas na semana, sendo que o ideal é 420 minutos.

Se você se interessa por atividade físicas e pelo esporte, o curso de Educação Física pode ser uma boa opção.

Atividade física de acordo com a idade

De 0 a 2 anos:

Nessa fase, as modalidades trabalham todo o desenvolvimento da criança, sem focar em uma atividade específica.

Modalidade: Natação

De 3 a 6 anos:

Nessa fase, utiliza-se a estratégia da ludicidade em todas as modalidades. Muitas brincadeiras para aprender os movimentos iniciais em todas as atividades.

Modalidade: Iniciação esportiva, Natação, Judô, balé

De 7 a 14 anos:

A partir dos 7 anos, as crianças entram em atividades específicas e aprendem um panorama geral de cada uma das modalidades.

Modalidades: Esportes de quadra (handebol, basquete, futebol)

O conhecimento aprofundado em Terapia Intensiva Neonatal pode oferecer boas oportunidades de crescimento na carreira dos profissionais ...

Objetivos da Fisioterapia Terapia Intensiva Neonatal


O conhecimento aprofundado em Terapia Intensiva Neonatal pode oferecer boas oportunidades de crescimento na carreira dos profissionais de saúde que desejem atuar na área.

Com a formação adequada, é possível ter mais segurança para desempenhar suas funções com excelência e promover todos os cuidados necessários ao recém-nascido, além de garantir o suporte às demandas dos pais e demais familiares.

O período entre o nascimento e o 28º dia de vida tem uma enorme importância para o desenvolvimento do bebê. A medicina neonatal exige uma atuação diferenciada dos profissionais de saúde que atuam nessa área, sejam eles médicos pediatras, enfermeiros, psicólogos ou fisioterapeutas.

Seja para cuidar dos nascidos a termo ou de bebês prematuros, a atualização teórica e a experiência clínica em Terapia Intensiva Neonatal fazem toda a diferença diante de intercorrências que colocam em risco a saúde dos pequenos e trazem muita apreensão para a família.

Assim, entre os desafios enfrentados pelos profissionais da medicina neonatal estão o acompanhamento ambulatorial e a realização de procedimentos cirúrgicos, sejam de rotina ou emergenciais. É marcante o caráter multidisciplinar da equipe de saúde responsável pelos cuidados com o recém-nascido.

Objetivo Geral

O fisioterapeuta especialista em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica visa a promoção, proteção e recuperação das funções de neonatos, lactentes e pacientes pediátricos no âmbito hospitalar.

Objetivos Específicos

  • Manutenção da via aérea natural e artificial e da mecânica respiratória;
  • Manutenção das vias aéreas pérvias, por meio de procedimentos de reexpansão pulmonar, desobstrução brônquica e posicionamento;
  • Auxílio no processo de desmame ventilatório, com os cuidados necessários em todas as faixas etárias dos pacientes neonatos e pediátricos;
  • Realização da extubação após avaliação prévia da condição clínica dos pacientes;
  • Realização da admissão, evolução e alta fisioterapêutica dos pacientes neonatos e pediátricos;
  • Entre outros.

A Fisioterapia em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica é mais uma das especialidades profissionais reconhecidas pelo COFFITO e foi regulamentada junto à Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto, pela Resolução número 402, de 03 de Agosto de 2011. Trata-se de uma combinação de conhecimentos, técnicas e equipamentos que têm por objetivo manter, melhorar e/ou recuperar a função de recém-nascidos, lactentes e crianças.


A fisioterapia infantil é um tratamento de grande importância, visto que as interações com o meio ambiente e as interações funcionais entre ...

Pediasuit e a Fisioterapia Infantil



A fisioterapia infantil é um tratamento de grande importância, visto que as interações com o meio ambiente e as interações funcionais entre os diversos segmentos do corpo, afetam o crescimento e o desenvolvimento das crianças.

Entre os problemas que necessitam dos serviços de um fisioterapeuta pediátrico podemos destacar:

  • Paralisia cerebral
  • Síndrome de Down
  • Espinha bífida
  • Traumatismo crânio-encefálico
  • Atrofia muscular
  • Desvios posturais (escoliose, lordose etc.)
  • Problemas respiratórios (bronquite, asma etc.)

O fisioterapeuta pediátrico, portanto, tem que estar apto a tratar de doenças que podem ter origens diversas: musculares, esqueléticas, neurológicas, respiratórias etc. Para isso, seu conhecimento deve ser ao mesmo tempo abrangente e aprofundado. Além do mais, o profissional tem que saber lidar com a particularidade de sua profissão: seus pacientes ainda não são adultos. Isso significa um enfoque todo especial.

Uma forma que o fisioterapeuta pode trabalhar na pediatria é com o Pediasuit.

O Pediasuit é uma órtese corporal leve, resistente, flexível, proprioceptiva e dinâmica, composto por touca, colete, calção, joelheira, calçado adaptado e tracionadores emborrachados.

Possui ganchos plásticos que fixam tracionadores emborrachados, projetados para produzir tensão semelhante à produzida pelo alongamento e encurtamento de músculos humanos, auxiliando a correção de situações anormais do corpo ou movimento.

Isso permite que o corpo do paciente permaneça em postura tão próxima do normal quanto possível, tanto em posições estáticas como dinâmicas.

O Pediasuit é recomendado para crianças a partir de 2 anos de idade ou 12 kilos.

Pacientes abaixo do peso ou idade participam da terapia intensiva usando Theratogs até que cheguem ao peso ou idade mínima, onde o uso do Pediasuit otimizará as sessões de terapia física.

Além disso, deve-se ter cautela em crianças que possuem subluxação de quadril maior que 30%, contraturas articulares ou musculares graves, as quais impeçam de atingir um alinhamento próximo do normal na postura em pé.

Pode ser difícil estabelecer uma diferença entre o comportamento normal de uma criança ativa de quatro anos de idade e uma criança ...

Como diferenciar a hiperatividade da agitação normal de crianças?


Pode ser difícil estabelecer uma diferença entre o comportamento normal de uma criança ativa de quatro anos de idade e uma criança que sofre de hiperatividade e cuja doença afeta sua capacidade de aprender.

O déficit de atenção e a hiperatividade são os distúrbios mentais mais diagnosticados em crianças em idade pré-escolar. Porém, alguns pais podem encontrar problemas na hora de diferenciar sintomas da doença de características normais da idade dos seus filhos. Veja abaixo algumas dicas comportamentais que os pais podem observar para esclarecer essa questão.

A criança:

1 - escala coisas constantemente mesmo recebendo ordens contrárias dos pais
2 - se movimenta continuamente, balança as pernas, tem a necessidade de estar sempre de pé ou em movimento, possui pés inquietos
3 - se movimenta e corre rápido demais, causando até mesmo lesões e ferimentos graves
4 – não consegue pular em um pé só aos quatro anos de idade
5 - demonstra agressão ao brincar com crianças da mesma idade
6 - é mais barulhento do que seus colegas
7 - faze amizade facilmente com estranhos sem demonstrar suspeita ou cuidado
8 - não demonstra medo em situações que poderiam fazer com que a criança estivesse em risco
9 - não consegue se concentrar em apenas uma coisa durante muito tempo
10 - se recusa em participar de atividades que exigem atenção das crianças por mais de um ou dois minutos

Caso os pais percebam esses sintomas, é recomendado que eles procurem ajuda profissional. Como o déficit de atenção e a hiperatividade são distúrbios crônicos, é interessante que eles sejam diagnosticados o quanto antes possível. Os tratamentos podem ajudar no controle dos sintomas, melhora de habilidades de aprendizado e mudança de comportamentos negativos, levando à evolução positiva da vida acadêmica e social da criança.

Fonte: Live Science, 14 de agosto de 2012

Revisado em 10/01/18

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