A Fisioterapia na Pediatria atende desde o neonatal a crianças de 0 a 12 anos de idade, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com at...

10 patologias comuns que a Fisioterapia na Pediatria atua

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A Fisioterapia na Pediatria atende desde o neonatal a crianças de 0 a 12 anos de idade, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.

Vamos ver agora 10 patologias que o profssional de pediatria na fisioterapia enfrentará na sua prática clínica:

1) Paralisia Cerebral: Lesão ou malformação do encéfalo imaturo de caráter permanente, mas não progressivo, que leva a alterações da postura e do movimento permanente mas mutáveis.

2) Mielomeningocele: Má formação congênita, Ocorre nas primeiras semanas de gravidez quando o tubo neural do embrião não se fecha corretamente.

3) Hidrocefalia: é um acúmulo anormal de fluído - fluído cérebro-espinhal, ou FCE - nas cavidades dentro do cérebro chamadas ventrículos.

4) Síndrome de Angelman:  traz um comportamento alegre, caracterizado com riso fácil e frequente, se comunicando com dificuldade em conseqüência da diminuição de sua capacidade de expressão oral.

5) Distrofia Muscular de Duchenne: distrofia muscular é uma doença de origem genética, cuja característica principal é o enfraquecimento e posteriormente a atrofia progressiva dos músculos, prejudicando os movimentos e levando o portador a uma cadeira de rodas.

6) Síndrome de Down:  é uma doença causada por uma anormalidade nos genes, ocorrendo a trissomia do par 21, ou seja, 3 pares de cromossomos.

7) Luxação congênita de quadril: ocorre perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo durante o nascimento.

8) Patologias respiratórias como bronquites, asma, fibrose cistica..

9) Legg-Calvé-Perthes: uma interrupção do suprimento sanguíneo que leva a isquemia na cabeça do fêmur. Em geral afeta crianças entre 2 e 12 anos, numa proporção de 4 meninos para uma menina.

10) Pés tortos congênito: é uma deformidade complexa que envolve ossos, músculos, tendões e vasos sanguíneos.

Temos inumeras outras patologias que o fisioterapeuta pode atuar na fisioterapia na pediatria. Para estar sempre atualizado inclusive com tratamentos utilizados nesta especialidade, indico o Cd de Fisioterapia na Pediatria que traz artigos e matérias sobre essa especialidade

Até a próxima!

Pais, não abusem do álcool gel. Pensem e discutam com o pediatra antes de dar antibióticos aos seus filhos. Não tenham medo de deixá-los ...

A importância da sujeira no primeiro ano de vida



Pais, não abusem do álcool gel. Pensem e discutam com o pediatra antes de dar antibióticos aos seus filhos. Não tenham medo de deixá-los brincar em tanques de areia. Mães, amamentem; mesmo que o leite tenha que ser complementado. Se puderem, tenham um cachorro e optem pelo parto normal em vez da cesárea. A melhor maneira de limpar uma chupeta que cai no chão é lambê-la antes de dar de volta ao bebê. Água quente e sabão bastam para lavar mamadeiras. Deixem as crianças se sujarem, ficarem ao ar livre. A lista acima está relacionada a um campo da ciência que vem explodindo de cinco anos para cá: o estudo do chamado microbioma (os micróbios e seus genes que habitam o corpo humano).

Esses micróbios agora começam a ser mapeados e a ter suas funções conhecidas; vários deles, mostram estudos, regulam o sistema imunológico. A falta de certos micróbios já foi associada a males como asma, obesidade, autismo e diabetes.

— Doenças da vida moderna, que explodiram de 20, 30 anos para cá. Justamente quando houve um excesso de higienização do mundo — argumenta Brett Finlay, microbiologista da Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá.

Finlay escreveu "Let Them Eat Dirt" (Deixe-os comer terra, em tradução livre), em que descreve pesquisas recentes e outras ainda em andamento mostrando como os micróbios (principalmente as bactérias) atuam no organismo humano e são capazes de contribuir para a saúde. O livro ganhou uma edição em Portugal, está disponível para ser comprado on-line, mas ainda não tem data prevista para sair no Brasil.

Essa exposição aos "micróbios bons" é fundamental durante a primeira infância, argumenta o pesquisador que, além de contar casos e citar pesquisas, dá dicas de como os pais devem melhorar a microbiota (bactérias, vírus e fungos) dos filhos.

CONEXÃO ENTRE O INTESTINO E O CÉREBRO

Os estudos são variados. O próprio Finlay Lab (o laboratório do cientista) publicou na revista "Science", no ano passado, a análise que fez colhendo fezes de 319 bebês, de 3 meses de vida e 1 ano de idade. Ele descobriu que os bebês com mais propensão à asma aos 3 anos não tinham, quando menores, quatro tipos de bactérias presentes no organismo de crianças sem asma. Esses micróbios são bactérias passadas durante o parto vaginal e o aleitamento materno e que são mortas com o uso de antibiótico no primeiro ano de vida da criança. Outro estudo no laboratório de Finlay associou a ausência de micróbios a um maior risco de obesidade em crianças.

— Estamos apenas iniciando o mapeamento desses micro-organismos. Acredito que esse mapeamento irá promover uma verdadeira revolução na medicina. Podemos criar dietas e tratamentos personalizados quando soubermos que tipo de micróbio colocar em cada organismo — comenta Finlay.

Há, além disso, diz ele, uma forte conexão entre o intestino e o cérebro. Sem querer criar uma panaceia, ele vê como promissores estudos que usam transplantes fecais em crianças autistas.

— Há muitos dados que indicam que crianças autistas têm micróbios diferentes em seus organismos, o que é um primeiro passo. Não sei se o transplante fecal representará a cura do autismo, mas há bastante coisa sendo feita nesse campo.

O médico da família Ricardo Ghelman, do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP, e Emanuel Sarinho, presidente do Departamento Científico de Alergia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dizem que há uma tendência mundial — no Brasil apenas começando — de se usar menos antibióticos e pensar em como podemos estimular a imunidade de nossa população infantil.

— Ter febre é bom para estimular o sistema imunológico da criança. Se o estado geral estiver bom, nem medicar às vezes é necessário. Antibiótico então nem se fala, só atua contra bactérias, e muitas vezes as crianças têm quadros virais. Esses remédios são maravilhosos, mas seu uso não pode ser banalizado justamente porque eles matam também bactérias do bem — diz Sarinho.

Ghelman indaga: "precisamos pensar no que é mais importante na promoção da saúde: nos mantermos afastados dos micróbios ou sermos imunes a eles?"— um desafio para a medicina moderna.

Mesmo sem conhecer o livro, Fabiana Fernandez segue seus ensinamentos com os filhos James, de 2 anos e 7 meses, e Isabela, de 9 meses.

— Desde pequenos no tanque de areia, chupeta que cai no chão vai pra boca e mamaram no peito. Temos um cachorro, e eles são muito saudáveis.

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