É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescênc...

Fibrose cística em pediatria


É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na vida adulta.

As pessoas com fibrose cística tem um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo.

O pâncreas - um órgão localizado no abdome que tem como função auxiliar na digestão dos alimentos e produzir hormônios - está afetado em quase todos casos de fibrose cística. As enzimas digestivas do pâncreas estão alteradas e podem dificultar a digestão dos alimentos. Até 10-20% dos recém-nascidos com fibrose cística podem ter uma obstrução no intestino por causa da insuficiência no funcionamento das enzimas do pâncreas. Este problema é chamado de íleo meconial, e a criança não consegue evacuar. A cirurgia é quase sempre necessária nesta situação.

O que se sente?

Na fibrose cística, as enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. Além do problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pelo acúmulo de muco espesso e pegajoso.

Então, as pessoas com esta doença podem ter esses sintomas respiratórios:
 

Tosse
Expectoração excessiva de muco (catarro)
Respiração difícil
Chiado no peito (sibilância)

Como o médico faz o diagnóstico?

A fibrose cística é diagnosticada pelo médico quando a pessoa apresenta doença respiratória persistente ou evidência de insuficiência do pâncreas ou ambas, ou história familiar de fibrose cística em irmão ou primo de primeiro grau, além da concentração de cloro no sangue acima do normal. O médico, ao suspeitar de fibrose cística, solicita o teste do cloreto no suor. Em alguns casos, a análise genética poderá ser feita para o diagnóstico. O teste do "pezinho" faz a triagem desta doença.

Como se trata?

O tratamento é voltado para a solução dos sintomas e das deficiências causadas pela doença.

O uso de enzimas pancreáticas e modificações na dieta auxiliam na digestão.

Em relação à parte respiratória, são usados antibióticos quando ocorrem as infecções respiratórias ou de forma preventiva. As infecções respiratórias são freqüentes e caracterizam a doença. [U2]Os pacientes apresentam, no início, infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae. Depois, podem começar a ter infecções respiratórias por Staphylococcus aureus e, mais adiante, por Pseudomonas aeruginosa ou por Burkholderia. Outros microorganismos também podem causar infecção e deterioração da situação do paciente.

Os broncodilatadores também podem diminuir a falta de ar em algumas pessoas com fibrose cística.

Medicações que deixam as secreções mais finas e outros mucolíticos, que ajudam na retirada do muco excessivo para fora dos pulmões, também podem auxiliar nesta doença.

A fisioterapia respiratória, exercícios aeróbicos e a drenagem postural também são importantes, pois facilitam a saída do excesso de muco das vias respiratórias. Esta higiene das vias respiratórias melhora os sintomas da doença e faz com que as infecções respiratórias não sejam tão freqüentes. Em alguns casos, o oxigênio domiciliar pode ser necessário para a melhora da falta de ar. [U3]

Em alguns casos, pode ser usado o DNA recombinante humano (rhdnase) administrada por um nebulizador específico para tal[U4]. Nos casos em que há um declínio significativo da função pulmonar e do peso do paciente, mesmo com o tratamento e suporte nutricionais adequados, pode ser indicado o transplante pulmonar.

Como se previne?

Testes genéticos podem ajudar na prevenção, já que até 80% das pessoas com gene anormal poderão ser identificadas. Isto poderá auxiliar nas decisões em relação ao planejamento familiar. Estes testes genéticos também podem ser realizados em fetos.

Como se faz o diagnóstico?

Em todos recém nascidos é realizado o teste do tripsinogênio imunorreativo (TIR), um exame padrão para detecção da fibrose cística em recém nascidos. Um elevado nível TIR indica grande possibilidade de fibrose cística e requer exames adicionais.

Os indivíduos doentes deverão ser vacinados contra a gripe anualmente e contra o pneumococo (bactéria freqüente em infecções respiratórias) cada 5 anos, conforme orientação de seu médico para tentar reduzir a freqüência das complicações respiratórias da doença.

O que significa? A Dra. Virginia Apgar, uma médica notável e que reconheceu a necessidade de existir uma maneira fácil e eficaz de avali...

Índice de APGAR


O que significa?

A Dra. Virginia Apgar, uma médica notável e que reconheceu a necessidade de existir uma maneira fácil e eficaz de avaliar o recém-nascido, discutindo o assunto com um aluno em 1949, chegou a cinco pontos-chave para a avaliação da vitalidade do recém-nascido.

No ano de 1952, após os refinamentos necessários, ela apresentou e posteriormente publicou o seu sistema de avaliação do recém-nascido. Esse sistema é o mesmo até os dias de hoje.

Quando o bebê nasce, iniciamos a contagem do tempo e avaliamos o índice de Apgar no primeiro e no quinto minutos de vida da criança.

Tabela para cálculo do índice
 

Pontos 0 1 2
Freqüência cardíaca Ausente <100/minuto >100/minuto
Respiração Ausente Fraca, irregular Forte/Choro
Tônus muscular Flácido Flexão de pernas e braços Movimento ativo/Boa flexão
Cor Cianótico/Pálido Cianose de extremidades Rosado
Irritabilidade Reflexa Ausente Algum movimento Espirros/Choro

Durante muito tempo este índice foi utilizado como parâmetro para determinar as condutas do pediatra em sala de parto no atendimento ao recém-nascido.

Um índice de Apgar de 6 ou menos no primeiro minuto de vida era considerado como relacionado à asfixia neonatal (isto é, a criança teria passado alguma dificuldade durante o parto que teria diminuído a quantidade de oxigênio no sangue) e indicava a necessidade de manobras de reanimação cardio-respiratória para a recuperação do bebê.

Durante muito tempo, também foram feitas tentativas de associar o índice de Apgar do quinto minuto - e mesmo do décimo minuto - com possíveis futuros problemas neurológicos da criança.

Muito mito e expectativa surgem em torno do Apgar (a nota) que a criança recebeu. Os pais ficam nervosos, preocupados que uma nota baixa possa representar problemas futuros para sua criança.

Isto não é verdadeiro tanto quanto não é verdadeiro que uma criança com índice de Apgar alto não possa apresentar algum problema. Não foi possível, em todos estes anos, estabelecer uma relação segura entre determinado índice de Apgar e a existência ou ausência de seqüelas neurológicas tais como convulsões, paralisia cerebral ou dificuldades de aprendizagem.

Também para as decisões quanto às condutas de reanimação em sala de parto o índice de Apgar não é o mais indicado. As rotinas preconizadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Academia Americana de Pediatria são taxativas em declarar que não devemos utilizar o índice para decidir condutas. A reanimação em sala de parto hoje é toda decidida antes de ter se passado o primeiro minuto de vida e baseada em parâmetros do recém-nascido que são avaliados imediatamente ao nascimento.

Portanto, o índice de Apgar desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento das técnicas de atendimento ao recém-nascido em sala de parto, mas como a maior parte das técnicas médicas, não tem mais hoje a relevância que tinha em 1952 quando foi desenvolvido pela Dra. Virgínia.

A nota que a criança recebeu ao nascer não deve ser fator de angústia para os pais em momento já de tanta ansiedade.

Atuação do Fisioterapeuta em Pediatria I. Por que as crianças precisam de fisioterapia respiratória tão precocemente? A crescente...

Atuação do Fisioterapeuta em Pediatria


Atuação do Fisioterapeuta em Pediatria

I. Por que as crianças precisam de fisioterapia respiratória tão precocemente?

A crescente incidência de enfermidades respiratórias infantis está ligada em parte a evolução de germes responsáveis pelas infecções respiratórias e ao predomínio de infecções virais sobre as infecções bacterianas, e a outra parte a um conjunto de fatores ambientais que associam os hábitos de vida e poluição do ar. Devido as particularidades do sistema respiratório e a predisposição genética, as crianças estão sempre susceptíveis a infecções respiratórias. As mais comuns são a bronquiolite e as pneumonias.  Diversas doenças são responsáveis por um acúmulo de secreções bronquiais, sendo necessário recorrer a intervenção da fisioterapia respiratória cujo objetivo fundamental é remover as secreções bronquiais e expandir os pulmões.

III. Por que a tosse é tão importante?

 Porque é através deste fluxo expiratório com velocidade alta que as secreções caminham na via aérea até chegarem na cavidade oral para serem removidas ou expectoradas.

IV. Se a criança não consegue tossir, como o fisioterapeuta avalia o resultado da sua intervenção?

A traquéia é cheia de receptores de tosse, pequenos estímulos nesta região provocam tosse espontânea, assim como um tracionamento no lóbulo da orelha também. Mas, ás vezes, é necessário utilizar de técnicas de desobstrução invasivas como aspiração de secreções traqueais. E novamente utilizando o estetoscópio ele reavaliará a modificação da ausculta pulmonar, ou seja, o aparecimento dos sons respiratórios normais.

V. Quando a fisioterapia respiratória está contra indicada em crianças?

Quando as crianças estão com temperaturas corporais baixas, em instabilidade cardíacas, qdo possuem pneumotórax( ar na cavidade pleural) sem drenagem adequada, e na presença de secreções sanguinolentas, sem que se tenha conhecimento da origem do sangramento.

VI. Quais os procedimentos o fisioterapeuta respiratório deve realizar antes de realizar a intervenção em uma criança?

A programação da intervenção fisioterapêutica deve ser realizada nos intervalos das mamadas ou alimentação, ou pelo menos uma hora depois. Se a criança possui SONDA para alimentação nasogástrica, deve-se aspirar o conteúdo gástrico.
As crianças devem ser monitoradas antes, durante e depois do procedimento do fisioterapeuta.
A vigilância deverá ser redobrada se a criança estiver em uso de tubos traqueais, sondas gástricas, acessos venosos.
O período de sono deverá ser respeitado , sempre que possível.

VII. Qual a importância de um bom posicionamento da criança?

A colocação da criança em um posicionamento ideal com a cabeceira mais elevada pode evitar o risco de refluxo gastresofágico e facilitar uma melhor sincronia da respiração.  Entretanto a criança não pode ser mantida em apenas uma posição, deverá ser colocada deitada de ambos os lados para evitar a formação de locais de maior pressão na pele e para favorecer uma alternância de ventilação das áreas do pulmão.  O conforto da criança é também essencial!  

VIII. A Fisioterapia Respiratória pode auxiliar no uso de medicamentos inalatórios? 

Os medicamentos administrados através da respiração (Terapia Inalatória) são utilizados freqüentemente em crianças com problemas respiratórios.  A escolha desta forma de aplicação é devido seu efeito direto no pulmão, órgão onde se localiza o problema, e pela redução do efeito sistêmico do medicamento. A inalação ou nebulização é mais eficaz quando é realizada através da boca. Quanto maior o volume de ar inspirado, maior será a quantidade de medicamento ofertada aos pulmões. Para realizarmos uma nebulização correta devemos inspirar profundamente e de forma bem lenta para que a mistura do fármaco e ar chegue até a periferia dos pulmões. O Fisioterapeuta respiratório, através de exercícios respiratórios específicos pode favorecer o aumento do volume inspirado, bem como realizar inspirações lentas e profundas e potencializar a ação do medicamento inalado.

IX  Quais serão as crianças beneficiadas pela Fisioterapia Respiratória?

Atualmente existem varias áreas de assistência da Fisioterapia Respiratória, contempladas dentro de um novo modelo de promoção da saúde. O Fisioterapeuta Respiratório atua na prevenção e no tratamento de doenças. Crianças com doenças  respiratórias, tais como; asma, bronquite, pneumonias, rinites, fibrose cística, doenças neuromusculares, síndromes  genéticas dentre outras, ou mesmo questões mais simples, como algumas crianças que respiram de forma errada. Vale ressaltar quanto mais precoce estas crianças começarem o tratamento com o fisioterapeuta melhor serão os resultados percebidos.

Fonte


Um estudo publicado no periódico American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, da American Thoracic Society, revelou que crian...

Deficiência de vitamina D piora quadro de asma em crianças

Um estudo publicado no periódico American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, da American Thoracic Society, revelou que crianças com asma persistente grave - que não respondem a tratamentos à base de corticóide - podem ter o funcionamento dos pulmões mais pobre em comparação a crianças com asma moderada devido a baixos níveis de vitamina D no sangue.

A pesquisa contou com a participação de 86 crianças, sendo 36 com asma persistente grave, 26 com asma moderada e 24 não asmáticas. Em seguida, os níveis de vitamina D presentes no organismo de cada uma foram comparados às suas respectivas capacidades pulmonares. Foram colhidas também, amostras de tecidos das vias aéreas do grupo com asma grave para avaliar as mudanças estruturais de seus músculos.


Os resultados mostraram que crianças com asma persistente grave apresentaram função pulmonar mais pobre e níveis de vitamina D mais baixos no sangue. A massa de tecido muscular nas vias aéreas também era maior nesse grupo.

Segundo os pesquisadores, a análise sugere que níveis mais baixos do nutriente contribuem para o aumento da massa muscular lisa das vias aéreas, o que pode tornar a respiração mais difícil. Eles acreditam que, se mais aprofundada, a descoberta poderá fornecer evidências importantes para novos tratamentos da doença.

Aprimore o consumo de vitamina D com sete alimentos
Além de ajudar no combate à hipertensão, no controle de peso e na prevenção da osteoporose, a vitamina D ainda tem importante papel no funcionamento adequado da tireoide e na secreção de insulina pelo pâncreas. Por isso, além de aproveitar a luz solar, uma das principais fontes do nutriente, invista nos seguintes alimentos:

Sardinha e atum em lata: prática, a sardinha e o atum enlatado são uma das principais fontes de vitamina D vindas da alimentação, contando com, 4,8 mcg e 6,7 mcg a cada 100g, respectivamente. Para aproveitar esses benefícios de forma saborosa você pode utilizá-la no preparo de tortas, saladas, farofas e sanduíches.

Fígado de boi: embora essa parte do boi não seja apreciada por alguns, é fonte de vitamina D, apresentando 0,8 mcg a cada bife de, aproximadamente, 68g. De preferência, consuma o bife grelhado ou cozido, já que frito agregará mais gorduras.

Ovos: esse alimento é rico em vitamina D, contando com 1,1 mcg a cada unidade grande. Para aproveitar ao máximo os nutrientes, consuma o alimento fresco - o famoso ovo caipira -, porque a galinha produtora deste ovo não ingere hormônios, mantendo os nutrientes de seus ovos. Mas sem frituras: prefira ovos mexidos ou cozidos.

Manteiga: melhor amiga do pãozinho, a manteiga é uma das opções para aprimorar seu consumo de vitamina D diária. 100g de manteiga tem 1,5 mcg. Mas, atenção: o tão querido pão na chapa não é o modo de preparo mais saudável, já que, quando aquecidas, as gorduras ficam saturadas. O processo de aquecimento também compromete as vitaminas. Por isso, prefira consumi-lo fresco, junto a um pão integral, já que as fibras melhoram a absorção de nutrientes.

Iogurte: Além de ser uma delícia, o iogurte dá aquela forcinha na ingestão de vitamina D diária - a versão desnatada conta com 0,1 mcg a cada 100g. Lembre-se de que ele vai muito bem com frutas, em molhos de salada ou em vitaminas com grãos integrais (como gergelim e aveia). O preparo de bolos e tortas com iogurte, alerta ela, deve ser evitado, já que o valor calórico do bolo é maior do que de outros preparos, como os já citados.

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