Mesmo depois de o médico assegurar que o bebê é normal, você pode achá-lo um pouco estranho. Seu bebê não tem um corpo perfeito como tem v...

Como é a aparência normal de um recém nascido

Mesmo depois de o médico assegurar que o bebê é normal, você pode achá-lo um pouco estranho. Seu bebê não tem um corpo perfeito como tem visto em livros de bebês. Seja paciente. A maioria dos recém-nascidos tem características peculiares. Felizmente elas são temporárias. Seu bebê irá começar a ter aparência normal por volta de uma ou duas semanas de idade.

Essa discussão sobre características temporárias do recém-nascido é organizada por partes do corpo. Um pequeno número de defeitos congênitos que são inofensivos, porém permanentes também estão incluídos.

Cabeça

1- Moldagem

A moldagem se refere ao formato comprido, estreito e em forma de cone, que resulta da passagem através do canal de parto. Esta compressão da cabeça pode temporariamente esconder a fontanela ("moleira"). A cabeça retorna ao normal em poucos dias.

2- Bossa

Isso se refere ao inchaço no topo da cabeça ou ao longo do couro cabeludo causado pelo líquido empurrado para dentro do couro cabeludo durante o processo de nascimento. A bossa está presente ao nascimento e desaparece em poucos dias.

3- Cefalohematoma

É uma coleção de sangue, causada pelo atrito entre o crânio da criança e os ossos pélvicos maternos durante o parto. O hematoma é normalmente confinado a um lado da cabeça e aparece no segundo dia de vida e pode crescer por mais de cinco dias, podendo permanecer visível até que o bebê tenha de 2 a 3 meses de idade.

4- Fontanela anterior

A "moleira" se encontra no topo da parte frontal do crânio. Ela tem formato de diamante e é recoberta por uma fina camada fibrosa. Tocar esta área é bastante seguro. A função da "moleira" é permitir o crescimento rápido do cérebro. Essa área pulsa normalmente com cada batimento cardíaco. Ela se fecha quando o bebê tem entre 12 a 18 meses de idade.

Olhos

1. Pálpebras inchadas

Os olhos podem estar inchados por causa de pressão na face durante o parto. Eles também podem estar inchados e avermelhados se o colírio de nitrato de prata tiver sido usado. Esta irritação deve desaparecer em 3 dias.

2. Hemorragia subconjuntival

Uma hemorragia em formato de chama no branco do olho (esclera) não é incomum, não oferece risco e é causada pelo trauma do nascimento. O sangue é reabsorvido de duas a três semanas.

3. Cor da íris

A íris é normalmente azul, verde, cinza, ou marrom, ou de variações destas cores. A cor permanente da íris é freqüentemente incerta até seu bebê alcançar 6 meses de idade. Bebês brancos nascem com olhos azul-acinzentados. Bebês negros nascem normalmente com olhos marrom-acinzentados. Crianças que terão íris escuras mudam a cor do olho por volta dos 2 meses de idade; crianças que terão íris de cores claras normalmente mudam por volta dos 5 a 6 meses de idade.

4. Entupimento do ducto lacrimal

Se o olho de seu bebê está continuamente úmido, ele pode ter um ducto lacrimal entupido. Isto significa que o canal que normalmente leva lágrimas do olho para o nariz esta bloqueado. É uma condição comum, e mais de 90% dos ductos lacrimais bloqueados desobstruem até que a criança tenha 12 meses de idade.

Orelhas

1. Dobrada

As orelhas de recém-nascidos são comumente macias e moles. Às vezes uma das extremidades se dobra. A orelha voltará a forma normal assim que a cartilagem endurecer durante as primeiras semanas.

2. Covinha na orelha

Aproximadamente 1% das crianças normais tem uma cova pequena na frente da orelha. Este pequeno defeito congênito não é importante a menos que se infeccione.

Nariz achatado

O nariz pode se deformar durante o nascimento ficando achatado ou torto e voltará ao normal por volta de uma semana de idade.

Boca

1. Calo de sucção (ou bolha)

O calo de sucção acontece no centro do lábio superior devido ao atrito constante deste ponto durante a amamentação no peito ou mamadeira. Desaparecerá quando a criança começar a usar o copo. Um calo de sucção também pode se desenvolver no dedo polegar ou no punho.

2. Língua presa

A língua normal em recém-nascidos tem um freio curto e estreito que a conecta ao assoalho da boca. Este freio normalmente se estende com o tempo de movimento e crescimento. Bebês com sintomas de língua presa são raros.

3. Pérolas epiteliais

Pequenos cistos (contendo fluido claro) ou úlceras brancas e rasas podem acontecer ao longo da linha gengival ou no palato duro. Isto é resultado do bloqueio das glândulas mucosas e desaparecem depois de 1 ou 2 meses.

4. Dentes

A presença de um dente ao nascimento é incomum. Aproximadamente 10% são dentes extras sem uma estrutura de raiz. Os outros 90% são dentes normais nascidos prematuramente. A distinção pode ser feita com uma radiografia. Os dentes extras devem ser removidos por um dentista. Os dentes normais só precisam ser removidos quando ficam bambos (com perigo de sufocamento) ou se causam feridas na língua de seu bebê.

Mama crescida

Mamas inchadas estão presentes durante a primeira semana de vida em muitos bebês do sexo feminino e masculino. Elas são causadas pela passagem de hormônios femininos pela placenta da mãe e permanecem inchadas durante duas ou quatro semanas. Podem ficar inchadas mais tempo em crianças amamentadas no peito e nos bebês do sexo feminino. Um peito pode desinchar um mês ou mais antes do outro. Nunca esprema o peito porque isto pode causar infecção. Procure ajuda médica se a mama inchada desenvolver vermelhidão, calor ou dor.

Órgãos genitais das meninas

1. Lábio vaginal inchado

Os pequenos lábios podem estar inchados em meninas recém-nascidas por causa da passagem de hormônios femininos pela placenta. O inchaço desaparecerá em duas a quatro semanas.

2. Projeções no hímen

O hímen também pode estar inchado devido ao estrógeno materno e ter projeções, de aproximadamente 12mm, compostas de tecido róseo e liso. Estas projeções normais acontecem em 10% das meninas recém-nascidas e lentamente regridem em duas ou quatro semanas.

3. Corrimento vaginal

Como os hormônios maternos declinam no sangue do bebê, um corrimento claro ou branco pode fluir da vagina ao final da primeira semana de vida. Ocasionalmente o corrimento ficará rosa ou tingido de sangue (falsa menstruação). Este corrimento normal não deve durar mais de 2 ou 3 dias.

Órgão genitais dos meninos

1. Hidrocele

O escroto do recém-nascido pode estar cheio de fluido claro. O fluido é empurrado para o escroto durante o nascimento. Este fluido claro é chamado "hidrocele". A hidrocele é comum em recém-nascidos do sexo masculino e pode levar de 6 a 12 meses para desaparecer completamente. Não causa maiores problemas, mas deve ser reavaliada através de consultas regulares. Se a hidrocele mudar de tamanho freqüentemente, deve haver uma hérnia associada e então deve procurar um médico.

2. Testículos que não descem

O testículo não está no escroto em aproximadamente 4% dos recém-nascidos a termo (nascidos no tempo certo) do sexo masculino. Muitas vezes estes testículos descem gradualmente para a posição normal durante os meses seguintes. Em meninos de 1 ano de idade, só 0.7% têm testículos que não desceram; estes testículos precisam ser corrigidos cirurgicamente.

3. Prepúcio apertado

A maioria dos recém-nascidos do sexo masculino, não circuncisados, tem um prepúcio apertado o que não permite a exposição da cabeça do pênis. Isto é normal e o prepúcio não deve ser retirado.

4. Ereções

Ereções são comuns nos recém-nascidos do sexo masculino, assim como em todas as idades. Elas são normalmente estimuladas pela bexiga cheia. As ereções demonstram que os nervos penianos são normais.

Ossos e articulações

1. Quadris apertados

O médico de sua criança testará o quanto as suas pernas podem ser separadas para se certificar que os quadris não são muito apertados. A abertura das pernas até que elas atinjam o plano horizontal, quando estão dobradas, é chamada "90 graus de abertura". (Menos de 50% dos recém-nascidos normais alcançam essa abertura completa). A abertura de 60 graus em cada perna é considerada normal. A causa mais comum de quadris apertados é a luxação de quadril.

2. Torção da tíbia

A parte inferior da perna de seu bebê (tíbia) freqüentemente fica encurvada por causa da posição que ela ficara dentro do útero. Ao levantar seu bebê, você também poderá notar isto. Essas curvas são normais e desaparecerão quando ele estiver caminhando por volta de 6 a 12 meses.

3. Pé virado para cima, para dentro, ou para fora

O pé pode se virar em qualquer direção dentro do útero apertado por ser flexível e pode voltar facilmente a posição normal entre 6 e 12 meses de idade.

4. Segundo dedo do pé maior que o dedão

O segundo dedo do pé é maior que o dedão devido à hereditariedade em alguns grupos étnicos mediterrâneos, especialmente os egípcios.

5. Unhas dos dedos do pé encravadas

Muitos recém-nascidos têm unhas macias que se dobram e encurvam facilmente. Porém, elas não são verdadeiramente encravadas porque não entram na carne.

Cabelo

1. Cabelo temporário

Os cabelos ao nascimento, na maioria das vezes, são escuros. Este cabelo é temporário e começa a cair por volta de 1 mês de idade. Em alguns bebês ele cai gradualmente enquanto o cabelo permanente está nascendo; em outros isto acontece rapidamente e o bebê fica temporariamente careca. O cabelo permanente aparecerá por volta dos 6 meses e pode ter uma cor completamente diferente do inicial.

2. Penugem (lanugem)

Lanugem é o pêlo felpudo que às vezes está presente nas costas e ombros do recém-nascido. Ele é mais comum em crianças prematuras e soltará sozinho, por volta de duas ou quatro semanas de idade.

O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não ...

Bola Suiça e brinquedos no mecanismo de controle postural normal

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O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo ao tecido cerebral antes,
durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e, dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva. O tipo de alteração do movimento observado está relacionado com a localização da lesão no cérebro e a gravidade das alterações depende da extensão da lesão, afirma Mancini (2003).

De acordo com Ratliffe (2000), uma criança com PC pode apresentar alterações que variam desde leve incoordenação dos movimentos ou uma maneira diferente para andar ou
até inabilidade para segurar um objeto, falar ou deglutir. Estas alterações modificam o desenvolvimento e o Mecanismo do Controle Postural Normal (MCPN) do portador de
Paralisia Cerebral, sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações mais detalhadas e acompanhamento neurológico.

Dentre as várias características clínicas dos indivíduos com Paralisia Cerebral, encontra-se o atraso das aquisições motoras, que tem como conseqüência o retardo do
Mecanismo do Controle Postural Normal.

Há várias alterações que retardam este desenvolvimento, uma das principais é o tônus muscular anormal que pode estar aumentado (hipertonia) ou diminuído (hipotonia),
apresentando uma alteração na resistência aos movimentos passivos e ativos. Outras alterações como o atraso do desaparecimento de alguns reflexos, como o de Moro, RTCA, por exemplo, é resultante no atraso do Mecanismo do Controle Postural Normal, cita Medeiros (2003).

O autor ainda afirma que um grande número de crianças com paralisia cerebral apresenta dificuldades para a realização das atividades da vida diária (AVDs) e, dependendo
do grau das limitações motoras, técnicas de execução, adaptações, e o uso de dispositivos especiais poderão favorecer o desempenho nessas atividades A fisioterapia evoluiu muito nos últimos anos, hoje existem várias áreas que o profissional pode atuar, uma delas é a fisioterapia realizada em crianças.

Na área de pediatria, a fisioterapia dispõe de uma série de técnicas a serem aplicadas, favorecendo o bem estar geral e o crescimento como pessoa em um ambiente
lúdico, a bola suíça e os brinquedos são uma dessas técnicas.

A bola suíça é um instrumento terapêutico muito utilizado na área da fisioterapia. É um conceito neuroevolutivo, que busca solucionar problemas, otimizando as funções do
paciente consigo mesmo e com seu meio. Ela adapta-se a qualquer tipo de criança dando-lhes motivação para realizar as atividades com entusiasmo, conseqüentemente ajudando a recuperar-se mais rapidamente, segundo Carrière, (1999).

A autora ainda cita que a bola suíça auxilia de uma forma geral o bem estar do paciente, dando-lhe motivação e incentivo ao realizar uma tarefa, já que é um instrumento de
cores vivas e alegres. Cabe ressaltar que a bola suíça possibilita o apoio seguro e eficiente das mãos de quem está sendo tratado, proporcionando ao terapeuta melhor e maior chance de alcançar a excelência no manuseio com as crianças.

Entendemos que o brincar seja a função básica da criança, pois, brincando ela explora, descobre, aprende, apreende o mundo a sua volta e que numa situação de limitações
patológicas, toda sua rotina de vida é modificada.

O brincar é um processo pelo qual a criança se adapta ao ambiente ou adapta o ambiente à sua vontade. Este processo pode ser sensório-motor, social-emocional, lingüístico
ou cognitivo, e pode ser realizado por vários métodos, como por exemplo, pela exploração, repetição, reprodução ou transformação. Tudo isto é valorizado pela motivação, que inclui a novidade, a escolha de objetos que sejam irresistíveis, mas não opressivos, e, assim, requer um planejamento terapêutico e o acesso a uma sala com um bom estoque de brinquedos que a estimulem, de acordo com Lorenzini, (2002).

Sendo a bola suíça útil no tratamento de pacientes em todas as áreas da fisioterapia, incluindo a área pediátrica, assim como os brinquedos que realizam um papel fundamental na estimulação da criança, indaga-se neste estudo: quais os benefícios da bola suíça e dos brinquedos no mecanismo do controle postural normal (MCPN) através de criança com Paralisia Cerebral?

Neste trabalho, o objetivo geral é analisar os efeitos da utilização de bolas suíças e brinquedos no MCPN de uma criança com Paralisia Cerebral atendida na estimulação precoce da APAE do município de Tubarão - SC. Esta pesquisa tem como objetivos específicos, verificar a resposta nas reações de retificação, equilíbrio e proteção; verificar a resposta do controle das posturas (sentada, de gatas, de pé), a resposta do tônus postural, pois, estes itens têm importância fundamental no Mecanismo do Controle Postural Normal e verificar a resposta nas preensões palmares e na atividade bimanual, pois estas eram umas das queixas principais, após a intervenção fisioterapêutica. Este estudo foi constituído de uma pesquisa experimental do tipo estudo de caso.

A criança deficiente representa um tipo de desenvolvimento qualitativamente diferente e único, ela o faz de outra maneira, por outro percurso e é particularmente importante
estar ciente da singularidade, que transforma o menos da deficiência no mais da compensação, alterando todo o MCPN.

A alta incidência de crianças com paralisia cerebral e o seu alto grau no atraso da aquisição do Mecanismo do Controle Postural Normal (MCPN) despertou o interesse em
pesquisar o tratamento com bola suíça e com brinquedos em relação a este atraso em uma criança em idade de estimulação motora (pré escolar) justificando assim a importância desta.

As crianças com Paralisia Cerebral apresentam atraso da aquisição do MCPN, devido há uma série de características específicas, isto gera retardos posturais, como ajuste
precário das reações de retificação, proteção e equilíbrio. Então, visto que, este atraso pode causar uma série de prejuízos à criança portadora da PC, é de suma importância para a fisioterapia investigar se o tratamento com a bola suíça e os brinquedos melhora este quadro.

Diante dos fatos, percebe-se que a bola suíça é uma excelente criação terapêutica ocupacional, assim como os brinquedos que além de motivar a criança ao aprendizado motor,
estimula a criatividade do terapeuta, possibilitando uma utilização inovadora e variada, para diferentes atividades, dentro de um ambiente lúdico.

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