O pequeno Arthur, 4 anos anos, é uma criança ativa. Corre em casa, pula na escola, pratica judô, faz natação. Por isso, quando ch...

A dor do crescimento

O pequeno Arthur, 4 anos anos, é uma criança ativa. Corre em casa, pula na escola, pratica judô, faz natação. Por isso, quando chega a noite, não demora a pegar no sono. É nesse momento que ele deveria relaxar e descansar, certo? Nem sempre. Há ocasiões em que o menino chora, reclama de dores nas pernas, e chama pela mãe. Não é pesadelo, não é charminho. É a dor do crescimento.

Arthur não é o único. Muitas outras crianças passam pela situação. "Durante a noite os ossos crescem, causando tração nos músculos, que são grudados à estrutura óssea. A dor ocorre porque os ossos se desenvolvem e crescem mais rapidamente do que esses músculos", explica o professor de Ortopedia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, Claudio Santili.

"Quando isso acontece, minha mulher, Fernanda, faz massagem nas pernas dele e, se a dor for muito intensa, dá analgésico indicado pelo médico", conta o pai do menino, Flávio Corrêa, 42. Ela está certa. Como a dor do crescimento não tem cura e leva apenas alguns minutos ¿ mesmo parecendo horas para as mães e seus rebentos ¿, o melhor a fazer é aquecer os músculos.

"As dores também podem ocorrer quando há má-formação dos pés, tornozelos ou quadril, o que é comum até os 7 anos. Com o tempo, todos esses problemas se ajustam sozinhos", diz o médico.

Quando buscar ajuda
Mas se a dor se tornar frequente, é preciso procurar especialista: pode ser sinal de problemas articulares, reumáticos e ósseos. "Se o episódio ocorre duas, três vezes na semana, é bom procurar um pediatra, um ortopedista. Uma criança tensa, por exemplo, tem os músculos mais contraídos e pode sentir até dores nas costas", orienta.

A dor do crescimento é mais comum em crianças sedentárias, mas também pode acontecer após atividades fora da rotina. No caso de Arthur, o vilão já foi o futebol num fim de semana. Ou uma bagunça a mais numa festinha...



1. Exercício auditivo: - Ponha um mesmo trecho de música erudita durante 3 minutos, 3 vezes ao dia, durante uma semana. Diga ao be...

5 exercícios para estimular desenvolvimento dos bebês

1. Exercício auditivo:
- Ponha um mesmo trecho de música erudita durante 3 minutos, 3 vezes ao dia, durante uma semana. Diga ao bebê o nome da música e do compositor.

2. Exercício visual:
- Mostre um estimulador visual (figura preto e branca), 3 vezes ao dia, durante uma semana e depois passe para outro estimulador visual.
Coloque o estimulador visual a uma distância de 30 cm dos olhos do seu bebê e movimente lentamente para um lado, para o outro, para cima e para baixo até o bebê desviar o olhar.

3. Exercício manual e táctil
- Faça massagem no seu bebê, pelo menos 1 vez por dia.
Os movimentos devem ser de cima para as extremidades no caso de braços e pernas e circulares na barriga, costas, mãos e plantas dos pés.

4. Exercício olfativo
- Passe rapidamente um aroma debaixo do nariz do bebê e diga seu nome. Repita o mesmo 3 vezes po dia durante uma semana.

5. Exercício motor
- Coloque seu bebê sobre um colchão ou travesseiro duro.
- Movimente-o para frente e para trás durante no mínimo 15 segundos.
- Movimente-o para um lado e para outro também durante 15 segundos. Faça o exercício motor 2 vezes ao dia durante 3 meses.

De maneira geral, um indivíduo pode ser definido como tendo retardo mental baseado nos seguintes três critérios: nível de f...

Retardo Mental


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De maneira geral, um indivíduo pode ser definido como tendo retardo mental baseado nos seguintes três critérios:

nível de funcionamento intelectual (QI) abaixo de 70 - 75,
presença de limitações significativas em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas,
a condição está presente antes dos 18 anos de idade.
Definição de retardo mental
Retardo mental diz respeito a limitações significativas no funcionamento intelectual.
É caracterizado por:
retardo mental que se manifesta antes dos 18 anos de idade,
funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, concomitante a
limitações em duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas:

Comunicação e Cuidado pessoal
Vida em casa e Habilidades sociais
Funcionamento na comunidade e Autodeterminação
Saúde e segurança e Habilidades acadêmicas funcionais
Lazer e Trabalho
Pressupostos essenciais à aplicação da definição
Os seguintes pressupostos devem ser considerados ao aplicar a definição.
Uma avaliação válida considera as diversidades culturais e lingüísticas como também as diferenças na comunicação e fatores de comportamento.
A existência de limitações em habilidades adaptativas acontece dentro do contexto do ambiente de comunidade típico da idade do indivíduo e em relação a pessoas de sua idade, sendo indexado às necessidades individualizadas de auxílio da pessoa.
Limitações adaptativas específicas freqüentemente coexistem com capacidades em outras habilidades adaptativas ou outras capacidades pessoais.
Com suporte apropriado por um período contínuo, geralmente ocorrerá melhora na vida funcional da pessoa com retardo mental.
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Incidência 

Alguns estudos têm estimado que o retardo mental afeta 2,5 a 3% da população.
Alguns autores, como Batshaw(1997), calculam que o retardo mental é 10 vezes mais freqüente do que a paralisia cerebral, 28 vezes mais prevalente do que os defeitos do tubo neural, tais como a espinha bífida, e 25 vezes mais comum do que a cegueira.
O retardo mental não parece ter preferência por raça; contudo, aproximadamente 60% dos afetados são homens.

Quadro clínico 

Os efeitos do retardo mental variam consideravelmente de pessoa para pessoa, assim como as habilidades individuais variam entre as pessoas que não tem retardo mental.
Das pessoas com retardo mental, aproximadamente 87% serão afetadas de maneira bastante leve, e serão somente um pouco mais lentas na aquisição de novas habilidades e informações. Quando crianças, seu retardo mental não é facilmente identificável, podendo não ser evidente até que elas entrem para a escola. Muitas delas, quando adultas, conseguirão levar uma vida independente na comunidade e não serão mais vistas como tendo retardo mental.
Os restantes 13% da população afetada, aqueles com QI abaixo de 50, terão sérias limitações de funcionamento. Contudo, com intervenções precoces, educação funcional e com suporte adequado, quando adultos, todos poderão levar vidas satisfatórias na sua comunidade.

Diagnóstico 

O sistema da AAMR (Associação Americana de Retardo Mental), para o diagnóstico e classificação de uma pessoa como portadora de retardo mental, segue três passos e descreve o sistema de apoio que a pessoa necessita para superar seus limites nas habilidades adaptativas.

O primeiro passo para o diagnóstico é a aplicação por pessoa capacitada de um ou mais testes padronizados de inteligência e testes padronizados de habilidades adaptativas, individualmente.

O segundo passo é descrever os pontos fortes e fracos da pessoa em quatro dimensões, que são:
Habilidades intelectuais e comportamentais adaptativas
Considerações emocionais/psicológicas
Considerações físicas/ de saúde/ etiológicas
Considerações ambientais
Os pontos fortes e fracos podem ser determinados por testagem formal, observação, entrevistas com pessoas importantes na vida do paciente, entrevistas com a pessoa sendo avaliada, interagindo com a pessoa e sua família na vida cotidiana, ou por uma combinação desses métodos.

O terceiro passo exige uma equipe multidisciplinar para determinar o apoio necessário nas quatro dimensões mencionadas. Cada apoio identificado é classificado em um de quatro níveis de intensidade - intermitente, limitado, extensivo, intensivo. 

Apoio intermitente refere-se a um suporte oferecido quando necessário. Um exemplo seria o apoio necessário para que a pessoa procure um novo emprego na eventualidade de ficar desempregada. O apoio intermitente pode ser necessário ocasionalmente por um indivíduo durante sua vida, mas nunca de maneira contínua.
Apoio limitado é aquele necessário durante um período determinado de tempo. Um exemplo seria na transição da escola para o trabalho ou durante o treinamento para uma função específica.
Apoio extensivo é aquela assistência que a pessoa necessita diariamente e sem limite de tempo. Pode incluir apoio em casa e/ou no trabalho.

Os apoios intermitente, limitado e extensivo podem não ser necessários em todas as áreas para um indivíduo.

Apoio intensivo refere-se ao apoio constante, em todas as áreas, com base diária, podendo incluir medidas para o suporte de vida.
Causas do retardo mental
O retardo mental pode ser causado por qualquer condição que prejudique o desenvolvimento cerebral antes do nascimento, durante o nascimento ou nos anos de infância. Várias centenas de causas têm sido descobertas, mas a causa permanece indefinida em aproximadamente um terço dos casos.

As três principais causas identificadas de retardo mental são:
a Síndrome de Down,
a Síndrome alcoólico-fetal e
a Síndrome do X frágil.

As causas podem ser divididas em categorias.

Condições genéticas
Resultam de anormalidades nos genes herdadas dos pais, devidas a erros de combinação genética ou de outros distúrbios dos genes ocorridos durante a gestação. Centenas de distúrbios genéticos associam-se ao retardo mental. Alguns exemplos são a fenilcetonúria, a Síndrome de Down e a 

Síndrome do X frágil.
Problemas durante a gestação
O uso de álcool ou outras drogas durante a gestação pode levar ao retardo mental. Alguns trabalhos têm relacionado o fumo na gestação com um risco maior de retardo mental na criança. Outros problemas incluem a desnutrição, toxoplasmose, infecção por citomegalovírus, rubéola e sífilis. Gestantes infectadas pelo vírus HIV (AIDS) podem passar o vírus para a criança levando a dano neurológico futuro.

Problemas ao nascimento
Qualquer condição de estresse aumentado durante o parto pode levar a lesão cerebral do bebê; contudo, a prematuridade e o baixo peso ao nascer são fatores de risco independentes mais freqüentes que qualquer outra condição.

Problemas após o nascimento
Doenças da infância como catapora, sarampo, coqueluche e a infecção pelo Haemophilus tipo B, que podem levar a meningite e encefalite, também podem causar danos ao cérebro. Acidentes, intoxicações por chumbo, mercúrio e outros agentes tóxicos também podem causar danos irreparáveis ao cérebro e sistema nervoso.
Estado socioeconômico
A desnutrição também pode levar ao retardo mental.
Alguns estudos também sugerem que a pouca estimulação, que ocorre em áreas muito desprovidas das experiências culturais e ambientais normalmente oferecidas às crianças, pode surgir como causa de retardo mental.

Prevenção
Nos últimos 30 anos, vários avanços científicos têm ajudado a prevenir muitos casos de retardo mental. Estima-se que nos Estados Unidos são prevenidos a cada ano:
250 casos de retardo mental por fenilcetonúria, graças ao teste do pezinho e ao conseqüente tratamento dietético adequado.
1.000 casos de retardo mental por hipotireoidismo, graças ao teste do pezinho e ao conseqüente tratamento hormonal adequado.
1.000 casos de retardo mental pelo uso de imunoglobulina anti-Rh, que previne a doença por incompatibilidade Rh entre mãe e feto, reduzindo a icterícia severa no recém-nascido.
5.000 casos de retardo mental causados por infecção pelo Haemophilus influenzae tipo B, graças ao uso rotineiro de vacina contra Haemophilus nas crianças.
4.000 casos de retardo mental devidos à encefalite pelo sarampo, graças à vacinação das crianças.
Um número desconhecido de casos de retardo mental devidos à rubéola congênita, graças à vacinação das crianças.
Outras medidas têm contribuído para a redução do número de casos de retardo mental.
A eliminação do chumbo do meio ambiente, medidas preventivas do trauma como o uso adequado de assentos nos carros e de capacetes para bicicleta, programas de intervenção precoce para crianças de risco, programas de atenção pré-natal reduzindo os riscos da transmissão do vírus da AIDS ou de defeitos do tubo neural.
Todas estas medidas são exemplos de ações que ajudam a diminuir o número de pessoas com retardo mental na comunidade.

O tratamento de lactentes e crianças é um dos aspectos mais desafiadores e recompensadores da fisioterapia . A prática clínica competent...

Fisioterapia na criança neurológica

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O tratamento de lactentes e crianças é um dos aspectos mais desafiadores e recompensadores da fisioterapia. A prática clínica competente nesta área requer conhecimento das muitas diferenças fisiopatológicas que existem entre os lactentes, as crianças e os adultos. A compreensão de todos os aspectos singulares envolvidos nos distúrbios neonatais e pediátricos pode auxiliar o fisioterapeuta a fornecer um tratamento de qualidade a essa população de pacientes.


A fisioterapia desenvolveu-se muito nos últimos anos em função das necessidades assistenciais que cada vez mais exigem soluções objetivas nesta área. Esta especialidade, por suas características, proporciona ao paciente técnicas terapêuticas que resultam em melhor qualidade de vida. A atuação desse profissional cada vez mais se integra ao programa de assistência médica que visa não apenas a recuperação do paciente, mas também a prevenção de possíveis complicações.

Em vista disso, torna-se cada vez mais importante o amplo conhecimento da patologia a ser tratada e, principalmente, suas diferentes manifestações em cada paciente.

O tratamento fisioterapêutico de uma criança com afecção neurológica pode ser bastante diversificado. Atualmente, existem inúmeros métodos e técnicas terapêuticas que visam o mesmo objetivo, porém sob diferentes pontos de vista e de diversas maneiras.

Ao tratar uma criança especial é conveniente que o terapeuta use um sistema com vistas a avaliar a qualidade de um determinado movimento ou função que ele está visando presentemente a melhorar. Durante o tratamento é usada uma abordagem de resolução de problemas, a fim de melhorar a capacidade funcional e a qualidade do movimento do paciente através da alteração dos sintomas apresentados. A informação sobre a própria lesão não serve apenas para maiores conhecimentos, mas para aprofundamento de sua compreensão. Cada paciente tem sua particularidade, cada paciente é único. Portanto, o tratamento sempre será diferenciado, mesmo que a patologia for a mesma. Cada indivíduo reage de uma maneira diferente e, de igual forma, pode-se dar a do seu quadro clínico.

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É importante numa sessão de fisioterapia verificar constantemente se o paciente melhorou em decorrência do procedimento terapêutico selecionado. Segundo Bobath, um dos ícones da fisioterapia neurológica, “a única resposta à pergunta se o que você está fazendo com o paciente é certo, é a reação do paciente ao que você está fazendo”.

O tratamento de uma criança neurológica não deve nunca tornar-se estático,http://www.blogger.com/img/blank.gif mas continuar a desenvolver-se cada vez mais, de acordo com as necessidades do paciente. Durante as sessões, todo o esforço deve ser feito para que o paciente dê passos além das limitações aparentes de si próprio. Os desafios propostos durante o programa de reabilitação devem estar igualmente compatibilizados com as habilidades. Se a capacidade do paciente satisfaz o desafio, as sessões de fisioterapia tornam-se mais estimulantes e aprazíveis para os pais e muito mais produtivas para o paciente.

Enfim, o tratamento de fisioterapia neurológica deve sempre estar disponível ao paciente enquanto ele continuar a melhorar sua qualidade de vida, e certamente até que ele seja capaz de “mover-se” livremente fora dos limites da sua casa.

Fonte

A fisioterapia na pediatria tem que estar atenta aos fatores pré natais da Paralisia Cerebral a) Fatores maternos: referentes a lesões hip...

Fatores Pré Natais da Paralisa Cerebral



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A fisioterapia na pediatria tem que estar atenta aos fatores pré natais da Paralisia Cerebral

a) Fatores maternos: referentes a lesões hipoxêmicas decorrentes das seguintes condições maternas: anemia, hemorragias durante a gestação causando risco de aborto, eclâmpsia, hipotensão, desprendimento prematuro da placenta, má posição do cordão umbilical e cardiopatias congênitas.

b) Infecções congênitas: estas atingem o feto através da circulação placentária, a exemplo da rubéola, toxoplasmose, sífilis, citomegalovirose, a listeriose. Elas podem causar variados quadros clínicos.

c) Fatores metabólicos maternos: o diabetes mellitus é o mais lembrado; neste caso, geralmente o feto é hipermaturo, de peso acima da média, podendo apresentar atraso neuro-psiquico-motor ou distúrbio neurológico menor. Um fator importante é a desnutrição e/ou subnutrição das gestantes, com carência calórica, protéica ou vitamínica. A toxemia e a eclâmpsia estão incluídos também.


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d) Transtornos tóxicos: alguns medicamentos têm comprovado efeito teratogênico, como a talidomida. Há a possibilidade de numerosos medicamentos produzirem malformações fetais, atingindo também o sistema nervoso central (SNC). Há necessidade de se fazer observações objetivas sobre o efeito de vários medicamentos sobre o feto, como se vem fazendo quanto à ação de anticonvulsivantes quando administrados a epilépticas grávidas. Quanto a drogas como o álcool e drogas de abuso, reconhece-se que a síndrome do feto alcoólico e as alterações cromossômicas (em geral, quebras) podem ser causadas pelo ácido lisérgico e derivados canabinóides. As drogas anti-cancerígenas podem causar microcefalia.

e) Fatores físicos: ocorre pelo uso de raios-X, causando a microcefalia radiogênica. A mesma consideração se deve ter quanto à radioterapia, porém quanto ao efeito de outros tipos de radiação (VHF, UHF, radar, microondas) ainda é discutível.

f) Malformações cerebrais congênitas: acompanhadas ou não de aberrações cromossômicas e, geralmente, conduzem a variados quadros neuropsíquicos, com ou sem microcefalia.

Já se foi o tempo em que arranhão no joelho, dor de barriga ou mal-estar seguido de gripe eram as principais reclamações vindas das cr...

Diabetes e pressão alta: crianças também têm doenças de adultos

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Já se foi o tempo em que arranhão no joelho, dor de barriga ou mal-estar seguido de gripe eram as principais reclamações vindas das crianças. De acordo com estudos recentes sobre o tema e a observação diária de especialistas da área, algumas doenças consideradas como "coisa de adulto" agora também atingem os pequenos.

De acordo com os profissionais ouvidos pelo Terra, as principais "novidades" nos consultórios médicos são as síndromes metabólicas como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento da gordura no sangue, enxaqueca e AVC. Dentre os problemas psicológicos, estão a depressão e ansiedade excessiva. A obesidade também está entre os principais problemas e, segundo o Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, já atinge 30% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos.

Para a Dra. Vera Koch, chefe da unidade de nefrologia do Instituto da Criança do HCFMUSP, a obesidade infantil tem a ver, inclusive, com a melhora da situação socioeconômica do país: "A alimentação melhorou, só que a dieta ainda é muito desregrada, com grande consumo de carboidratos, de produtos industrializados - que são ricos em sal - e de gorduras saturadas, vindas da proteína animal."

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Ela recomenda que os pais não esperem que os sintomas apareçam para procurar ajuda: "A partir da visita regular ao pediatra é possível verificar se o desenvolvimento e o crescimento estão acontecendo da melhor maneira", ela explica.

Segundo a Dra. Ana de Jesus Cristovão, pediatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo, alguns fatores que compõem a vida moderna são responsáveis por essas mudanças. "Acredito que o chamariz comunicativo para os alimentos chamados 'fast food', a Internet, a vida nas grandes cidades e a violência urbana, sejam os principais fatores para o aumento dessas doenças em crianças."

De olho na pressão da criançada
Em novembro de 2010, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo divulgou um estudo realizado pelo Instituto da Criança do HCFMUSP, com cerca de 1,6 mil crianças, que mostrou que bebês com baixo peso podem virar adultos hipertensos. Uma das explicações tem a ver com um ciclo hereditário que pode afetar a vida adulta.
O Instituto frequentemente faz mutirões para medir a pressão arterial de crianças e adolescentes, e os especialistas têm observado que, em média, 30% dos pacientes atendidos apresentam algum quadro de obesidade ou sobrepeso, um dos problemas relacionados à hipertensão.
A Dra. Vera Koch acrescenta que os problemas relacionados ao peso podem, inclusive, começar na barriga da mãe: "Muitas crianças brasileiras tiveram na geração passada um histórico de desnutrição. Quando isso a afeta no útero, o feto entende que precisa armazenar energia para sobreviver. Antigamente, chamávamos isso de 'metabolismo avarento', ou seja, o indivíduo que estoca e usa pouco. O fenômeno é visto em todos os países do mundo que saem de uma situação de desnutrição para a fartura."
Enxaqueca e AVC também acontecem na infância
A Secretaria de Saúde do Estado divulgou, em 2009, dados relacionados à incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em crianças. Em 2008, foram registrados 266 casos, com 28 óbitos e, em 2009, foram 177, entre crianças até 14 anos de idade.
Para este tipo de problema, não há prevenção, mas em alguns casos as sequelas são reversíveis, podendo ser tratadas com fisioterapia e psicologia. Na ocorrência do AVC, os pais devem investir em um acompanhamento médico intensivo, pois uma vez que a causa é determinada, a repetição do problema pode ser prevenida.
A Secretaria também alerta sobre a enxaqueca, que vem se mostrando outro problema recorrente. É preciso saber diferenciar uma simples dor de cabeça de um quadro mais sério, e redobrar os cuidados na ocorrência de alterações de humor, vertigens, náuseas, vômitos e dores abdominais. O problema exige medicação adequada e mudanças de hábito, como uma rotina de alimentação regrada, boas noites de sono e cuidados com a exposição ao sol.

Pouca idade, muita preocupação
 
Os distúrbios psicológicos também já chegaram às cabecinhas das crianças. De acordo com a Dra. Carolina da Costa, psiquiatra do Programa de Ansiedade Infanto-Juvenil do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, os transtornos de ansiedade e depressão são os dois problemas mais comuns entre crianças e adolescentes.
A especialista associa, como um dos fatores ligados à ansiedade, a rapidez com que se multiplicam notícias sobre tragédias sociais e catástrofes naturais: "As crianças estão demonstrando preocupações mais típicas da idade adulta, além de ficarem muito atentas aos problemas do ambiente em que vivem, como uma separação dos pais, por exemplo."
Entre os sintomas físicos elencados pela psiquiatra estão dor de barriga constante, dor de cabeça, coração acelerado e dificuldade de respirar.
Já os casos de depressão são caracterizados, de um modo geral, por medos e preocupações excessivas, que merecem atenção redobrada quando acarreta prejuízos à criança: "Existem medos típicos de cada idade, que estão dentro do desenvolvimento normal. Mas é importante observar se isso acarreta perdas, como o medo de ir à escola, de fazer perguntas à professora ou apresentar trabalhos escolares, ou ir a eventos que distancie a criança dos pais, caracterizando assim uma fobia social", explica.
A criança depressiva apresenta mudanças de humor e tristeza contínua, falta de disposição para brincar, alterações de sono e alimentação, pensamentos ruins e a tendência à autodepreciação e diminuição da autoestima. "São sintomas bem parecidos com os que ocorrem com o adulto, o que difere é a forma como isso é observado. O adulto terá problemas no trabalho, enquanto a criança terá alterações dentro do contexto infantil, brincando menos, apresentando irritabilidade e problemas na escola", pontua.
A especialista lembra que é preciso observação constante: "Procure saber como é o dia a dia da criança. Se ela apresentar problemas pontuais, é normal, então é preciso estimulá-la a enfrentar porque isso faz parte do desenvolvimento. Mas é preciso verificar a intensidade da angústia."
Em casos de ansiedade e depressão, muitas vezes a terapia é suficiente e pode funcionar bem. Casos mais graves podem exigir o uso de medicação, sempre associado ao acompanhamento médico.
Recentemente, um estudo realizado pelo University College London's Institute of Child Health, também mostrou dados preocupantes com relação à saúde mental na infância. A pesquisa mostrou que crianças a partir dos seis anos foram hospitalizadas com sintomas relacionados à anorexia e outros distúrbios alimentares. De acordo com o estudo, para cada 100 mil crianças do Reino Unido, três apresentam algum tipo de distúrbio.
Atenção aos sinais
Segundo a Dra Ana de Jesus Cristovão, pediatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a observação diária dos filhos pode evidenciar problemas que, diagnosticados a tempo, são facilmente solucionados.
Crianças que reclamam de fraqueza, comem em excesso e não ganham peso, mostram sede constante e fazem xixi muitas vezes ao dia, podem denunciar sinais típicos de diabetes. Já o cansaço excessivo e dor de cabeça podem ser um alerta sobre a pressão arterial e a dosagem do colesterol, triglicerídeos e glicose.
Na teoria, a recomendação para evitar este tipo de problema é unânime: pais persistentes em hábitos saudáveis e acompanhamento médico constante. Na prática, algumas dicas simples podem ser bastante úteis, de acordo com a médica: "Procure atrair a criança fazendo um hambúrger no almoço, com bastante salada e tomate, gelatina com pedaços de frutas, salsicha de frango com legumes cortadinhos com 'carinhas de animais'. Prefira sucos no lugar de refrigerantes, biscoitos sem recheio e estabeleça apenas um dia para as guloseimas", recomenda.
A doutora indica a natação como atividade física complementar e mostra que, acima de tudo, o diálogo ainda é o melhor remédio: "Converse com seus filhos, não os exclua dos problemas por achar que a criança 'não entende', pois, muitas vezes, a interpretação errada gera conflitos e medos desnecessários", finaliza.
Fonte: Terra


É o exame de fundo de olho, ou oftalmoscopia, que avalia as condições do humor vítreo, do humor aquoso - da retina, dos vasos sangüíneo...

Visão subnormal afeta o desenvolvimento infantil

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É o exame de fundo de olho, ou oftalmoscopia, que avalia as condições do humor vítreo, do humor aquoso - da retina, dos vasos sangüíneos - veias e artérias retineanas - e do nervo óptico, responsável por levar os estímulos visuais, já convertidos em sinais elétricos ao cérebro. As pessoas que fazem o exame oftalmológico anual devem ser submetidas à oftalmoscopia, pois o procedimento é capaz de detectar várias doenças oculares - como glaucoma e distúrbios da retina - e também outros males, como diabetes, câncer, leucemia, AIDS, inflamações reumáticas, tuberculose, toxoplasmose, desequilíbrios da tireóide, dentre outros.


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Pessoas de todas as faixas etárias, inclusive crianças devem realizar o exame de fundo de olho com regularidade. O ideal é que os bebês já fossem submetidos ao exame logo após o nascimento, principalmente os prematuros e filhos de mães que tiveram infecções durante a gestação. Em Minas Gerais, o Governo tornou o exame obrigatório em todo recém-nascido, desde 2004. O teste é realizado no próprio berçário ou na sala de parto. A oftalmoscopia no recém-nascido pode indicar a presença de retinoblastoma (tumor que atinge o órgão), catarata congênita, retinopatia da prematuridade (doença degenerativa que pode levar à cegueira), além de infecções por toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e sífilis que podem causar alterações na visão da criança, como a visão subnormal.

Incidência do problema

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 70 a 80% das crianças diagnosticadas como cegas possuem alguma visão útil. A visão subnormal é caracterizada por uma diminuição da capacidade visual. Os portadores da doença enxergam no máximo 30% do equivalente a uma visão normal no melhor olho. Essa deficiência é impossível de ser corrigida com uso de óculos convencionais, cirurgias e tratamentos medicamentosos.
Por isto, quanto mais cedo for diagnosticado o problema da baixa acuidade visual, mais tempo pais, professores, oftalmologistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e ortoptistas ? uma equipe multidisciplinar ? terão para estimular a visão do bebê para facilitar o desenvolvimento das tarefas do dia-a-dia. O portador de visão subnormal deve ser incentivado a melhorar sua eficiência visual residual.

É comum que as deficiências nos olhos passem despercebidas pelos pais e familiares, fato que pode comprometer o tratamento destas doenças. Muitas vezes, são os professores que suspeitam de algo, pelas dificuldades da criança em desempenhar as tarefas escolares.
Indícios da visão subnormal em crianças
- Aspectos do globo ocular
Os pais devem observar os olhos da criança. Todas as estruturas devem ter cores e formas convencionais, como a pupila preta, íris colorida e redonda, córnea transparente. Manchas ou suspeitas de malformação devem ser investigadas.

Dificuldade visual

A criança com visão subnormal demonstra desinteresse em olhar os brinquedos. Durante os primeiros meses de vida não evolui no reconhecimento dos rostos familiares, guiando-se pelos sons. Além de possuir dificuldade de fixar o olhar, não procura fontes de luz, nem segue visualmente pessoas e objetos. Quando começam a andar, caem e tropeçam com mais freqüência.
Limitações no aprendizado: na idade escolar, portadores de visão subnormal aproximam muito os objetos dos olhos e mostram dificuldade para ler a lousa. Tropeçam ao caminhar, ao escreverem omitem letras, pulam linhas e suas palavras são, muitas vezes, ilegíveis.

Qualidade de vida

As crianças com deficiência apresentarão dificuldades para ler, escrever, andar e realizar tarefas que exijam o uso da visão. Os esforços das equipes multidisciplinares que as assistem visam facilitar o desenvolvimento físico e mental dessas crianças, proporcionando-lhes qualidade de vida. Tratamentos clínicos e cirúrgicos, quando indicados, objetivam minimizar a perda visual.
Após a aceitação do problema visual, o caminho é aproveitar ao máximo os recursos disponíveis para melhorar o desempenho desta criança. A visão residual pode ser estimulada por meio do uso de lentes especiais - óculos específicos, lupas, telelupas - e pela adaptação de materiais, ampliando-os e aumentando os contrastes. Medidas como reforçar o contraste, sentar próximo ao quadro negro e ler o mesmo material que as outras crianças em xerox ampliada não dependem de recursos ópticos. Os programas de estimulação são personalizados, levando em conta a idade e o perfil do portador de baixa visão. A estimulação engloba a utilização de brinquedos, jogos e materiais pedagógicos.

Visão subnormal em adultos

Diferentes tipos de visão subnormal podem exigir diferentes tipos de assistência oftalmológica. Pessoas que nascem com visão subnormal têm diferentes necessidades daquelas que apresentam o problema com o decorrer da vida. A maior incidência da visão subnormal na idade adulta é em idosos. Nesta etapa da vida, a principal causa da visão subnormal é a degeneração macular relacionada à idade, que afeta a visão central, seguida da retinopatia diabética. A terceira causa mais comum é o glaucoma, que leva à perda da visão periférica A degeneração macular relacionada à idade é a maior causa de deficiência visual adquirida no mundo, em pessoas acima de 60 anos.
Dependendo do tipo, com ou sem neovascularização subretiniana, e da área atingida, os recursos ópticos especiais também podem ser úteis para uma melhor performance visual do idoso.

Fonte: Minha Vida

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