É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescênc...

Fibrose cística em pediatria


É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na vida adulta.

As pessoas com fibrose cística tem um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo.

O pâncreas - um órgão localizado no abdome que tem como função auxiliar na digestão dos alimentos e produzir hormônios - está afetado em quase todos casos de fibrose cística. As enzimas digestivas do pâncreas estão alteradas e podem dificultar a digestão dos alimentos. Até 10-20% dos recém-nascidos com fibrose cística podem ter uma obstrução no intestino por causa da insuficiência no funcionamento das enzimas do pâncreas. Este problema é chamado de íleo meconial, e a criança não consegue evacuar. A cirurgia é quase sempre necessária nesta situação.

O que se sente?

Na fibrose cística, as enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. Além do problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pelo acúmulo de muco espesso e pegajoso.

Então, as pessoas com esta doença podem ter esses sintomas respiratórios:
 

Tosse
Expectoração excessiva de muco (catarro)
Respiração difícil
Chiado no peito (sibilância)

Como o médico faz o diagnóstico?

A fibrose cística é diagnosticada pelo médico quando a pessoa apresenta doença respiratória persistente ou evidência de insuficiência do pâncreas ou ambas, ou história familiar de fibrose cística em irmão ou primo de primeiro grau, além da concentração de cloro no sangue acima do normal. O médico, ao suspeitar de fibrose cística, solicita o teste do cloreto no suor. Em alguns casos, a análise genética poderá ser feita para o diagnóstico. O teste do "pezinho" faz a triagem desta doença.

Como se trata?

O tratamento é voltado para a solução dos sintomas e das deficiências causadas pela doença.

O uso de enzimas pancreáticas e modificações na dieta auxiliam na digestão.

Em relação à parte respiratória, são usados antibióticos quando ocorrem as infecções respiratórias ou de forma preventiva. As infecções respiratórias são freqüentes e caracterizam a doença. [U2]Os pacientes apresentam, no início, infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae. Depois, podem começar a ter infecções respiratórias por Staphylococcus aureus e, mais adiante, por Pseudomonas aeruginosa ou por Burkholderia. Outros microorganismos também podem causar infecção e deterioração da situação do paciente.

Os broncodilatadores também podem diminuir a falta de ar em algumas pessoas com fibrose cística.

Medicações que deixam as secreções mais finas e outros mucolíticos, que ajudam na retirada do muco excessivo para fora dos pulmões, também podem auxiliar nesta doença.

A fisioterapia respiratória, exercícios aeróbicos e a drenagem postural também são importantes, pois facilitam a saída do excesso de muco das vias respiratórias. Esta higiene das vias respiratórias melhora os sintomas da doença e faz com que as infecções respiratórias não sejam tão freqüentes. Em alguns casos, o oxigênio domiciliar pode ser necessário para a melhora da falta de ar. [U3]

Em alguns casos, pode ser usado o DNA recombinante humano (rhdnase) administrada por um nebulizador específico para tal[U4]. Nos casos em que há um declínio significativo da função pulmonar e do peso do paciente, mesmo com o tratamento e suporte nutricionais adequados, pode ser indicado o transplante pulmonar.

Como se previne?

Testes genéticos podem ajudar na prevenção, já que até 80% das pessoas com gene anormal poderão ser identificadas. Isto poderá auxiliar nas decisões em relação ao planejamento familiar. Estes testes genéticos também podem ser realizados em fetos.

Como se faz o diagnóstico?

Em todos recém nascidos é realizado o teste do tripsinogênio imunorreativo (TIR), um exame padrão para detecção da fibrose cística em recém nascidos. Um elevado nível TIR indica grande possibilidade de fibrose cística e requer exames adicionais.

Os indivíduos doentes deverão ser vacinados contra a gripe anualmente e contra o pneumococo (bactéria freqüente em infecções respiratórias) cada 5 anos, conforme orientação de seu médico para tentar reduzir a freqüência das complicações respiratórias da doença.

O que significa? A Dra. Virginia Apgar, uma médica notável e que reconheceu a necessidade de existir uma maneira fácil e eficaz de avali...

Índice de APGAR


O que significa?

A Dra. Virginia Apgar, uma médica notável e que reconheceu a necessidade de existir uma maneira fácil e eficaz de avaliar o recém-nascido, discutindo o assunto com um aluno em 1949, chegou a cinco pontos-chave para a avaliação da vitalidade do recém-nascido.

No ano de 1952, após os refinamentos necessários, ela apresentou e posteriormente publicou o seu sistema de avaliação do recém-nascido. Esse sistema é o mesmo até os dias de hoje.

Quando o bebê nasce, iniciamos a contagem do tempo e avaliamos o índice de Apgar no primeiro e no quinto minutos de vida da criança.

Tabela para cálculo do índice
 

Pontos 0 1 2
Freqüência cardíaca Ausente <100/minuto >100/minuto
Respiração Ausente Fraca, irregular Forte/Choro
Tônus muscular Flácido Flexão de pernas e braços Movimento ativo/Boa flexão
Cor Cianótico/Pálido Cianose de extremidades Rosado
Irritabilidade Reflexa Ausente Algum movimento Espirros/Choro

Durante muito tempo este índice foi utilizado como parâmetro para determinar as condutas do pediatra em sala de parto no atendimento ao recém-nascido.

Um índice de Apgar de 6 ou menos no primeiro minuto de vida era considerado como relacionado à asfixia neonatal (isto é, a criança teria passado alguma dificuldade durante o parto que teria diminuído a quantidade de oxigênio no sangue) e indicava a necessidade de manobras de reanimação cardio-respiratória para a recuperação do bebê.

Durante muito tempo, também foram feitas tentativas de associar o índice de Apgar do quinto minuto - e mesmo do décimo minuto - com possíveis futuros problemas neurológicos da criança.

Muito mito e expectativa surgem em torno do Apgar (a nota) que a criança recebeu. Os pais ficam nervosos, preocupados que uma nota baixa possa representar problemas futuros para sua criança.

Isto não é verdadeiro tanto quanto não é verdadeiro que uma criança com índice de Apgar alto não possa apresentar algum problema. Não foi possível, em todos estes anos, estabelecer uma relação segura entre determinado índice de Apgar e a existência ou ausência de seqüelas neurológicas tais como convulsões, paralisia cerebral ou dificuldades de aprendizagem.

Também para as decisões quanto às condutas de reanimação em sala de parto o índice de Apgar não é o mais indicado. As rotinas preconizadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Academia Americana de Pediatria são taxativas em declarar que não devemos utilizar o índice para decidir condutas. A reanimação em sala de parto hoje é toda decidida antes de ter se passado o primeiro minuto de vida e baseada em parâmetros do recém-nascido que são avaliados imediatamente ao nascimento.

Portanto, o índice de Apgar desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento das técnicas de atendimento ao recém-nascido em sala de parto, mas como a maior parte das técnicas médicas, não tem mais hoje a relevância que tinha em 1952 quando foi desenvolvido pela Dra. Virgínia.

A nota que a criança recebeu ao nascer não deve ser fator de angústia para os pais em momento já de tanta ansiedade.

Atuação do Fisioterapeuta em Pediatria I. Por que as crianças precisam de fisioterapia respiratória tão precocemente? A crescente...

Atuação do Fisioterapeuta em Pediatria


Atuação do Fisioterapeuta em Pediatria

I. Por que as crianças precisam de fisioterapia respiratória tão precocemente?

A crescente incidência de enfermidades respiratórias infantis está ligada em parte a evolução de germes responsáveis pelas infecções respiratórias e ao predomínio de infecções virais sobre as infecções bacterianas, e a outra parte a um conjunto de fatores ambientais que associam os hábitos de vida e poluição do ar. Devido as particularidades do sistema respiratório e a predisposição genética, as crianças estão sempre susceptíveis a infecções respiratórias. As mais comuns são a bronquiolite e as pneumonias.  Diversas doenças são responsáveis por um acúmulo de secreções bronquiais, sendo necessário recorrer a intervenção da fisioterapia respiratória cujo objetivo fundamental é remover as secreções bronquiais e expandir os pulmões.

III. Por que a tosse é tão importante?

 Porque é através deste fluxo expiratório com velocidade alta que as secreções caminham na via aérea até chegarem na cavidade oral para serem removidas ou expectoradas.

IV. Se a criança não consegue tossir, como o fisioterapeuta avalia o resultado da sua intervenção?

A traquéia é cheia de receptores de tosse, pequenos estímulos nesta região provocam tosse espontânea, assim como um tracionamento no lóbulo da orelha também. Mas, ás vezes, é necessário utilizar de técnicas de desobstrução invasivas como aspiração de secreções traqueais. E novamente utilizando o estetoscópio ele reavaliará a modificação da ausculta pulmonar, ou seja, o aparecimento dos sons respiratórios normais.

V. Quando a fisioterapia respiratória está contra indicada em crianças?

Quando as crianças estão com temperaturas corporais baixas, em instabilidade cardíacas, qdo possuem pneumotórax( ar na cavidade pleural) sem drenagem adequada, e na presença de secreções sanguinolentas, sem que se tenha conhecimento da origem do sangramento.

VI. Quais os procedimentos o fisioterapeuta respiratório deve realizar antes de realizar a intervenção em uma criança?

A programação da intervenção fisioterapêutica deve ser realizada nos intervalos das mamadas ou alimentação, ou pelo menos uma hora depois. Se a criança possui SONDA para alimentação nasogástrica, deve-se aspirar o conteúdo gástrico.
As crianças devem ser monitoradas antes, durante e depois do procedimento do fisioterapeuta.
A vigilância deverá ser redobrada se a criança estiver em uso de tubos traqueais, sondas gástricas, acessos venosos.
O período de sono deverá ser respeitado , sempre que possível.

VII. Qual a importância de um bom posicionamento da criança?

A colocação da criança em um posicionamento ideal com a cabeceira mais elevada pode evitar o risco de refluxo gastresofágico e facilitar uma melhor sincronia da respiração.  Entretanto a criança não pode ser mantida em apenas uma posição, deverá ser colocada deitada de ambos os lados para evitar a formação de locais de maior pressão na pele e para favorecer uma alternância de ventilação das áreas do pulmão.  O conforto da criança é também essencial!  

VIII. A Fisioterapia Respiratória pode auxiliar no uso de medicamentos inalatórios? 

Os medicamentos administrados através da respiração (Terapia Inalatória) são utilizados freqüentemente em crianças com problemas respiratórios.  A escolha desta forma de aplicação é devido seu efeito direto no pulmão, órgão onde se localiza o problema, e pela redução do efeito sistêmico do medicamento. A inalação ou nebulização é mais eficaz quando é realizada através da boca. Quanto maior o volume de ar inspirado, maior será a quantidade de medicamento ofertada aos pulmões. Para realizarmos uma nebulização correta devemos inspirar profundamente e de forma bem lenta para que a mistura do fármaco e ar chegue até a periferia dos pulmões. O Fisioterapeuta respiratório, através de exercícios respiratórios específicos pode favorecer o aumento do volume inspirado, bem como realizar inspirações lentas e profundas e potencializar a ação do medicamento inalado.

IX  Quais serão as crianças beneficiadas pela Fisioterapia Respiratória?

Atualmente existem varias áreas de assistência da Fisioterapia Respiratória, contempladas dentro de um novo modelo de promoção da saúde. O Fisioterapeuta Respiratório atua na prevenção e no tratamento de doenças. Crianças com doenças  respiratórias, tais como; asma, bronquite, pneumonias, rinites, fibrose cística, doenças neuromusculares, síndromes  genéticas dentre outras, ou mesmo questões mais simples, como algumas crianças que respiram de forma errada. Vale ressaltar quanto mais precoce estas crianças começarem o tratamento com o fisioterapeuta melhor serão os resultados percebidos.

Fonte


Um estudo publicado no periódico American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, da American Thoracic Society, revelou que crian...

Deficiência de vitamina D piora quadro de asma em crianças

Um estudo publicado no periódico American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, da American Thoracic Society, revelou que crianças com asma persistente grave - que não respondem a tratamentos à base de corticóide - podem ter o funcionamento dos pulmões mais pobre em comparação a crianças com asma moderada devido a baixos níveis de vitamina D no sangue.

A pesquisa contou com a participação de 86 crianças, sendo 36 com asma persistente grave, 26 com asma moderada e 24 não asmáticas. Em seguida, os níveis de vitamina D presentes no organismo de cada uma foram comparados às suas respectivas capacidades pulmonares. Foram colhidas também, amostras de tecidos das vias aéreas do grupo com asma grave para avaliar as mudanças estruturais de seus músculos.


Os resultados mostraram que crianças com asma persistente grave apresentaram função pulmonar mais pobre e níveis de vitamina D mais baixos no sangue. A massa de tecido muscular nas vias aéreas também era maior nesse grupo.

Segundo os pesquisadores, a análise sugere que níveis mais baixos do nutriente contribuem para o aumento da massa muscular lisa das vias aéreas, o que pode tornar a respiração mais difícil. Eles acreditam que, se mais aprofundada, a descoberta poderá fornecer evidências importantes para novos tratamentos da doença.

Aprimore o consumo de vitamina D com sete alimentos
Além de ajudar no combate à hipertensão, no controle de peso e na prevenção da osteoporose, a vitamina D ainda tem importante papel no funcionamento adequado da tireoide e na secreção de insulina pelo pâncreas. Por isso, além de aproveitar a luz solar, uma das principais fontes do nutriente, invista nos seguintes alimentos:

Sardinha e atum em lata: prática, a sardinha e o atum enlatado são uma das principais fontes de vitamina D vindas da alimentação, contando com, 4,8 mcg e 6,7 mcg a cada 100g, respectivamente. Para aproveitar esses benefícios de forma saborosa você pode utilizá-la no preparo de tortas, saladas, farofas e sanduíches.

Fígado de boi: embora essa parte do boi não seja apreciada por alguns, é fonte de vitamina D, apresentando 0,8 mcg a cada bife de, aproximadamente, 68g. De preferência, consuma o bife grelhado ou cozido, já que frito agregará mais gorduras.

Ovos: esse alimento é rico em vitamina D, contando com 1,1 mcg a cada unidade grande. Para aproveitar ao máximo os nutrientes, consuma o alimento fresco - o famoso ovo caipira -, porque a galinha produtora deste ovo não ingere hormônios, mantendo os nutrientes de seus ovos. Mas sem frituras: prefira ovos mexidos ou cozidos.

Manteiga: melhor amiga do pãozinho, a manteiga é uma das opções para aprimorar seu consumo de vitamina D diária. 100g de manteiga tem 1,5 mcg. Mas, atenção: o tão querido pão na chapa não é o modo de preparo mais saudável, já que, quando aquecidas, as gorduras ficam saturadas. O processo de aquecimento também compromete as vitaminas. Por isso, prefira consumi-lo fresco, junto a um pão integral, já que as fibras melhoram a absorção de nutrientes.

Iogurte: Além de ser uma delícia, o iogurte dá aquela forcinha na ingestão de vitamina D diária - a versão desnatada conta com 0,1 mcg a cada 100g. Lembre-se de que ele vai muito bem com frutas, em molhos de salada ou em vitaminas com grãos integrais (como gergelim e aveia). O preparo de bolos e tortas com iogurte, alerta ela, deve ser evitado, já que o valor calórico do bolo é maior do que de outros preparos, como os já citados.

Os artigos selecionados apresentaram grande variabilidade em relação às técnicas fisioterapêuticas empregadas em neonatos e crianças. As mai...

Técnicas fisioterapêuticas utilizadas – efeitos benéficos versus efeitos adversos - Fisioterapia neonatal


Os artigos selecionados apresentaram grande variabilidade em relação às técnicas fisioterapêuticas empregadas em neonatos e crianças. As mais utilizadas e avaliadas são as denominadas manobras de higiene brônquica: tapotagem (ou percussão), vibração/vibrocompressão, manobras com ambú (bag-squeezing), aspiração de vias aéreas e endotraqueal, estímulo de tosse e o posicionamento em posturas de drenagem. Apenas dois artigos14,15 apresentaram além das manobras de higiene brônquica, recursos que englobavam exercícios respiratórios passivos em recém-nascidos pré-termo.

As manobras de higiene brônquica são utilizadas para mobilizar e remover as secreções nas vias aéreas, no sentido de melhorar a função pulmonar. Entretanto, em algumas situações, a fisioterapia respiratória pode ser lesiva ao paciente, principalmente ao recém-nascido pré-termo, pois ele pode não suportar o manuseio, mesmo pouco intensos e habituais, de uma UTI neonatal.

Em relação aos recursos fisioterapêuticos, vários autores contra-indicam as manobras de higiene brônquica para RNPT com peso de nascimento menor que 1.500 g nos primeiros 3 dias de vida, devido à maior labilidade e possibilidade de ocorrer hemorragia intracraniana. Para estes RNPT, o posicionamento é fundamental e parte integrante da assistência fisioterapêutica durante os primeiros dias de vida, pois possibilita melhores condições biomecânicas ao segmento tóraco-abdominal e otimiza a função respiratória, sem promover eventos hemorrágicos.

De acordo com algumas pesquisas, as manobras de higiene brônquica, principalmente a tapotagem, podem provocar nos RN efeitos adversos – hipoxemia, fratura de costelas20, e, por vezes, lesões cerebrai. Foi observado através de balão esofágico que a tapotagem provoca aumento na pressão intratorácica, sem interesse para o aumento no clearance das secreções brônquicas

A eficácia da tapotagem em RN é questionada por diversos autores. Isso porque nessa idade o tórax é muito maleável, tem dimensões  reduzidas e, sendo assim, o efeito mecânico da tapotagem é consideravelmente menor do que em outras faixas etárias. Seria necessário, portanto, aplicar uma energia mais intensa do que a aplicada em adultos para ocorrer o desprendimento das secreções brônquicas, o que ofereceria o risco, por vezes observado, de causar dor e até fratura de costelas.

Na área pediátrica, dois artigos ressaltam a importância da monitoração do paciente durante a realização da tapotagem, pois pode ocorrer arritmia cardíaca e/ou instabilidade hemodinâmica. Além das crianças em UTI, a indicação de monitoração deve abranger os pacientes com doenças crônicas hipersecretivas, mesmo que estáveis clinicamente. Wollmer26 relata que a tapotagem em crianças pneumopatas crônicas com fibrose cística, tem eficácia comprovada na drenagem da secreção brônquica e na redução de infecções locais. Uma possível indicação de tapotagem seriam os quadros de broncoespasmo, mas na literatura não há estudos suficientes para esta avaliação, que deveria ser mais estudada. Um estudo observou que frente à ausculta pulmonar de sibilos isolados a tapotagem deve ser evitada, até o momento em que o paciente apresentar outros ruídos adventícios.

Dois artigos (14,29) verificaram a reexpansão de áreas atelectásicas com o uso da tapotagem, porém houve um caso de atelectasia secundária ao procedimento, com arritmia cardíaca importante(30). O posicionamento na postura de Trendelemburg para drenagem de secreções respiratórias é contra-indicada em recém-nascidos, crianças com instabilidade hemodinâmica, e/ou com aumento da pressão intracraniana. A postura favorece o aumento da pressão intracraniana, e o refluxo gastroesofágico eleva o risco de broncoaspiração e pneumonia aspirativa (28,30).

Em relação à técnica descrita como aumento do luxo expiratório (AFE), apenas um estudo (31) relata melhora dos níveis de oxigenação arterial em lactentes hipersecretivos com esta técnica. A aspiração das vias aéreas é um procedimento muitas vezes realizado nas UTI para manter a permeabilidade das mesmas, em especial nos pacientes
com pouca tosse, como os RNPT. Embora o procedimento seja relativamente simples, exige cuidado rigoroso na sua execução devido aos efeitos indesejáveis que pode determinar. As alterações fisiológicas induzidas pela aspiração ainda são pouco conhecidas. Podem ocorrer efeitos cardiovasculares adversos, determinados pela hipoxemia, e por alterações do sistema nervoso autônomo. Por meio da estimulação dos receptores simpáticos pode resultar secundariamente vasoconstrição periférica e aumento da pressão arterial, e em decorrência da estimulação dos receptores parassimpáticos a bradiarritmia. Alguns estudos (32-35) relatam que os efeitos adversos (aumento
do fluxo sanguíneo cerebral e da pressão intracraniana durante a aspiração traqueal), podem suplantar os efeitos benéficos.

São descritas, também, outras complicações associadas à aspiração de vias aéreas e endotraqueais, que, geralmente, resultam de técnica de aspiração inadequada. Podem ocorrer lesões da mucosa traqueobrônquica, perfuração brônquica pela sonda de aspiração (com pneumotórax secundário), atelectasia (devido ao uso de pressão negativa excessiva), além de bacteremia e infecções respiratórias.

Vários estudos (36-40) não recomendam a realização da aspiração em horários pré-estabelecidos, sugerindo que a necessidade da remoção do excesso de secreções das vias aéreas deva ser individualizada. De forma geral, estudos sugerem40,41 que a aspiração endotraqueal não deve ser realizada nos 3 primeiros dias de vida do RNPT, pois não está demonstrada melhora no prognóstico dos recém-nascidos submetidos rotineiramente a esse procedimento. Além disso, nessa fase o RNPT é extremamente vulnerável ao desenvolvimento da hemorragia peri-intraventricular. Em relação à tosse obtida por estimulação direta da fúrcula do recém-nascido e de lactentes, os efeitos encontrados.

São semelhantes, ocorrendo um rápido e abrupto aumento do fluxo sanguíneo cerebral e da pressão intracraniana, devendo ser empregado somente em lactentes crônicos e hipersecretivos.

    Percussão é definida como uma manobra aplicada com as mãos em forma côncava, nos lados ventral, lateral e dorsal do tórax, a uma freqüên...

Uso da percussão nas doenças respiratórias pediátricas

    Percussão é definida como uma manobra aplicada com as mãos em forma côncava, nos lados ventral, lateral e dorsal do tórax, a uma freqüência aproximada de 3-6 Hz. Tal procedimento promove a mobilização das secreções por meio de seu estremecimento e é realizada com o paciente em diferentes posições de drenagem. A percussão torácica também aumenta a pressão intratorácica e a hipoxemia, sendo esta última não relevante quando a técnica é realizada em períodos menores que 30 segundos e combinada com três ou quatro exercícios de expansão pulmonar. (LAMARI et al, 2006).

    A percussão é uma das técnicas convencionais da fisioterapia respiratória, sendo utilizada amplamente na prática de tratamento das doenças respiratórias tanto em crianças como em adultos. Sendo assim, é de extrema importância a análise de estudos que testem a sua eficácia nas doenças secretivas pulmonares.

Metodologia

    Foi feita uma busca de artigos indexados nas bases de dados PubMed, Medline, Scielo, produzidos no período de 1979 a 2009, nos idiomas inglês e português, os quais tivessem disponíveis o texto completo. O intuito foi pesquisar e listar artigos que averiguassem a eficácia da percussão no tratamento das doenças pulmonares pediátricas. As palavras chaves utilizadas nesta pesquisa foram: a) em português: tapotagem e crianças, tapotagem e pediatria, tapotagem e infantil, tapotagem e lactentes, tapotagem e recém-nascidos, tapotagem e prematuros, terapia respiratória e recém-nascidos, terapia respiratória e prematuros, percussão e recém-nascidos, percussão e prematuros, percussão e crianças; b) em inglês: clapping, clapping and respiratory in children, clapping and respiratory in newborn, chest percussion,percussion and children, toracic percussion and children.

    Ao todo foram encontrados 79 artigos, dos quais apenas 17 foram utilizados no presente estudo. Os critérios de exclusão dos artigos foram estudos em adultos e animais, aqueles que não verificaram a eficácia da técnica e que não a utilizaram em seus procedimentos.

Resultados

Percussão

    Percussão manual é uma técnica para aumentar o movimento das secreções nas vias aéreas, para sua eliminação. A percussão é bem tolerada pelos bebês, porém, por algumas precauções e contra-indicações, é necessário trocar essa técnica pela vibração. (LINDA CRANE, 1981).

    Mayer et. al (2002) descrevem a tapotagem como qualquer manobra realizada com as mãos, de forma ritmada ou compassada, sobre um instrumento ou corpo qualquer

    Liebano et. al (2009) relatam que o efeito da vibração é maximizado quando associado a tapotagem, pois esta teria o efeito de descolar as secreções.

    Para Gomide et. al (2007), a tapotagem consiste na percussão das mãos em forma de concha de maneira alternada e rítmica sobre a área do tórax com acúmulo de secreção, geralmente identificada pela ausculta pulmonar. A mão percussora entra em contato com a superfície externa do tórax do paciente, proporcionando oscilações mecânicas que deverão atingir os pulmões como uma onda de energia transmitida da parede torácica para as vias aéreas. Acredita-se que, com a oscilação mecânica e o conseqüente aumento da pressão intratorácica, as secreções possam ser descoladas das paredes brônquicas.

    O movimento da percussão manual não deve causar dor ou desconforto e pode ser feito durante toda a inspiração e expiração. Não devendo ser realizado diretamente sobre a pele do paciente (BALACHANDRAN et. al, 2005).

    Lamari et. al (2006) citam as indicações e contra-indicações referenciadas por alguns autores. Van der Schans et al atribuem como indicação da percussão a estase de muco brônquico, pois devido a alterações da pressão intratorácica e formação de glóbulos de muco, a secreção é facilmente deslocada de vias aéreas mais distantes e expectorada. As contra-indicações, segundo a American Association Respiratory Care (1991) referida por Fink, incluem: tuberculose pulmonar, ressecção tumoral de tórax ou pescoço, contusão pulmonar e coagulopatias. Langenderfer acrescenta a estas, citando Murphy et al. (1983): enfisema subcutâneo, anestesia espinhal recente, broncoespasmo, osteoporose, osteomielite em arcos costais, dor torácica, enxerto cutâneo torácico, feridas torácicas abertas ou infecções.

    Na presença de osteoporose ou raquitismo, é contra-indicada a percussão durante a drenagem brônquica pela fragilidade da parede torácica, e também nos casos de fratura de costela, pneumotórax não-drenado e hemoptise. O estado de coagulação deve estar normal, antes que a criança seja submetida a uma técnica de drenagem manual brônquica, como a percussão (LINDA CRANE, 1981).

Percussão nas doenças respiratórias pediátricas

    Segundo Gomide et. al (2007), num estudo sobre a atuação da fisioterapia respiratória em pacientes com fibrose cística, a percussão pulmonar manual pode ser realizada de três formas: tapotagem, percussão cubital, digito-percussão ou punho percussão, sendo a primeira mais utilizada em pacientes fibrocísticos.

    Ainda para Gomide et. al (2007), no que se refere ao tempo de duração, a literatura relata que não há um padrão cientificamente comprovado para realização da tapotagem. Considera-se que o tempo deve ser estipulado em função das condições individuais de cada paciente e da ausculta pulmonar, que deverá ser feita intermitentemente. Em estudos realizados com pacientes fibrocísticos o tempo dedicado a cada seguimento variou de 3 a 5 minutos.

    Queda da saturação de oxigênio foi encontrada em pacientes fibrocísticos durante a realização da percussão, conforme Gomide et. al (2007). Alguns pesquisadores acreditam que episódios de hipoxemia e broncoespasmo podem ser evitados associando a tapotagem com exercícios respiratórios como respiração profunda, técnica de expiração forçada e ciclo ativo da respiração. Apesar dos relatos de hipoxemia e broncoespasmo, em uma clássica revisão literária sobre percussão, concluiu-se que essa é uma técnica eficaz para remoção de secreções em pacientes com excesso de produção de muco. Além disso, essa técnica seria mais eficaz em pacientes com secreção em vias aéreas proximais, podendo ser útil também como estímulo de tosse.

    A fisioterapia respiratória, com uso de drenagem postural e percussão torácica, é integrada em muitos programas de tratamento em pacientes com fibrose cística. No seu estudo de caso (menina com 4 anos e 7 meses submetida a 4 anos de tratamento, 3 vezes por semana, cada sessão com 40 minutos), o autor percebeu que a tosse orientada foi mais produtiva quando se combinava as técnicas de drenagem postural e percussão torácica e pouco eficaz quando a paciente era estimulada a realizar exercícios respiratórios simplesmente, em posições de drenagem brônquica (GRABOWSKI et. al., 1999).

    Oermann (2000) et. al afirmaram num estudo que a fisioterapia respiratória foi uma etapa importante no tratamento de pacientes com fibrose cística. Tradicionalmente, isso significou o uso de drenagem postural, percussão e vibrações para otimização da ventilação. Infelizmente, essa técnica é demorada, exige um prestador de cuidados especializado e pode estar associada com desconforto, refluxo gastroesofágico e hipoxemia.

    Maxwell, M. et. al (1979), comparou a técnica de percussão manual e mecânica em 14 pacientes com fibrose cística (idade entre 7 e 21 anos) através da medição de volumes de escarro, CVF e VEF. Os pacientes foram tratados um dia manualmente e no outro com a percussão mecânica. Os resultados da percussão mecânica foram tão bons quanto ao da percussão manual. As percussões mecânicas podem ser úteis em pacientes adolescentes (BALACHANDRAN et. al., 2005).

    Scherer et. al (1998) comparando o efeito da tapotagem associada a outras técnicas da fisioterapia respiratória convencional (drenagem, vibração, estímulo de tosse) com osciladores de alta freqüência oral e vibração mecânica de alta freqüência, em portadores de fibrose cística, encontraram que quanto a eliminação de secreção eles são igualmente eficazes.

    Phillips et. al (1998) explicaram, num estudo, que em lactentes com complicações respiratórias, como excesso de secreções broncopulmonares e retenção de expectoração, a fisioterapia respiratória, para otimizar as trocas ventilatórias, é uma parte essencial do tratamento. A prática clínica consiste no posicionamento auxiliado pela gravidade, combinado com períodos de percussão. É possível que o refluxo gastro-esofágico possa causar ou complicar recorrentes problemas respiratórios, mas ainda não foi determinado que posicionamento da drenagem postural agrava o refluxo gastro-esofágico.

    Num estudo de Giles et. al (1995), pacientes receberam drenagem postural durante três minutos em cada uma de sete posições diferentes, com tosse entre cada posição. Drenagem postural consistia em colocar o paciente em diferentes posições enquanto a terapeuta realizava percussão e vibração em diversas áreas da parede torácica para aumentar a remoção de secreção de um determinado segmento do pulmão manualmente. A seguir, fez-se percussão em cada posição, o paciente foi instruído a realizar huffing e tossir para expectorar o muco mobilizado.

    No estudo de Lanza et. al. (2008), participaram 19 crianças menores de 2 anos, com quadro clínico e laboratorial de bronquiolite viral aguda. As crianças foram divididas em 3 grupo: Grupo VC+DP (vibrocompressão + drenagem postural), Grupo TAP + DP (tapotagem + drenagem postural) e Grupo ASP (aspiração). O conjunto de técnicas foi realizado por 5 minutos em cada decúbito (lateral direito e esquerdo selecionado de forma aleatória). Como resultado não houve diferenças significantes da FC, FR entre os três grupos, na redução de SpO2 nos grupos TAP+DP e ASP, técnicas de fisioterapia respiratória como a vibrocompressão ou tapotagem, associadas à drenagem postural, determinou redução do desconforto respiratório, maior eliminação de secreção e melhora da ausculta pulmonar.

    A fisioterapia respiratória foi considerada terapia padrão em pacientes ventilados mecanicamente, além do período neonatal (BOECK et. al, 2008). No entanto, uma avaliação mais crítica revelou que a percussão manual torácica, em pacientes ventilados, é um processo estressante, causando um aumento no consumo de oxigênio, elevação da freqüência cardíaca, pressão sanguínea e pressão intracraniana (HORIUCHI et. al, 1997 e MACKENZIE et al, 1985 apud BOECK et al., 2008).

    Antunes et. al (2001) comparam a eficácia da tapotagem associada a outras técnicas da fisioterapia respiratória convencional com o Flutter, avaliando quantidade de secreção eliminada, as alterações na saturação periférica de oxigênio (SpO2), no pico de fluxo expiratório e nas freqüências cardíaca e respiratória e pacientes com bronquiectasia, chegando a conclusão que as duas técnicas são igualmente eficazes na remoção de secreção nessa patologia

    Neto et. al (2004), em um estudo de caso, comparando os efeitos da tapotagem e do aparelho Flutter na transportabilidade e viscoelasticidade do muco brônquico, em um paciente com bronquiectasia, encontraram que a tapotagem foi menos eficaz que o aparelho na fluidificação do muco.

    Nelli et. al (2006) analisando prontuários de 80 pacientes da UTI do hospital de anomalias cranioencefálicas em São Paulo, encontraram que pacientes submetidos a fisioterapia respiratória na qual a tapotagem estava associada a outras técnicas manuais (vibração e terapia respiratória manual passiva) obtiveram melhora no quadro de desconforto respiratório.

Considerações finais

    Após a análise qualitativa dos artigos encontrados nessa pesquisa, percebe-se que a percussão é uma técnica eficaz na mobilização e no auxílio a remoção de secreções em crianças portadoras de doenças pulmonares. Contudo, seu efeito é maximizado quando unido a outras técnicas e instrumentos da fisioterapia respiratória.

    Conclui-se que a percussão é uma técnica que deve ser utilizada nos atendimentos de crianças que apresentam secreção brônquica devido a doenças pulmonares obstrutivas, a menos que estejam presentes alguma de suas contra-indicações.

Referências bibliográficas

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Renata Martins | Thays Silva Canto // Theresa Katarina Bezerra de Amorim - theresa.k.amorim@gmail.com

A fisioterapia é uma modalidade terapêutica relativamente recente dentro das unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal e que est...

Indicações da fisioterapia respiratória neonatal e pediátrica


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A fisioterapia é uma modalidade terapêutica relativamente recente dentro das unidades de terapia intensiva pediátrica e neonatal e que está em expansão, especialmente nos grandes centros. Segundo a portaria do Ministério da Saúde no 3.432, em vigor desde 12/8/1998, as unidades de terapia intensiva de hospitais com nível terciário devem contar com assistência fisioterapêutica em período integral, por diminuírem as complicações e o período de hospitalização, reduzindo, conseqüentemente, os custos hospitalares.

Dentre as várias áreas de atuação, fisioterapia é mais utilizada nas unidades de tratamento intensivo na prevenção e tratamento das doenças respiratórias. A fisioterapia respiratória era, a princípio, considerada sinônimo de tapotagem, a primeira técnica utilizada sistematicamente nesse período.

Com o desenvolvimento de outras manobras fisioterápicas, as possibilidades disponíveis para a higiene brônquica tiveram incremento com a drenagem postural, vibração, compressão, e outras que podem ser utilizadas individualmente ou combinadas entre si. De modo geral, essas técnicas foram inicialmente utilizadas e avaliadas nos adultos, e não diferem das manobras de fisioterapia realizadas nestes pacientes.

Com relação às indicações da fisioterapia respiratória em recém nascidos pré-termo (RNPT), Paratz e Burns concluíram que o tratamento fisioterapêutico em RNPT enfermos tem indicação sob certas condições clínicas, como as síndromes aspirativas, a síndrome do desconforto respiratório, pneumonias, atelectasias, e na prevenção de complicações da ventilação mecânica.

Quatro outros estudos concluíram que a intervenção fisioterapêutica está indicada na presença de secreção na via aérea, e nos casos com evoluções desfavoráveis à gasometria e/ou ao exame radiológico, sinais indicativos de possíveis problemas com a depuração ciliar, com a ventilação ou outra alteração da mecânica respiratória, e na maioria das vezes com as três condições.

Em algumas situações a fisioterapia respiratória tem mostrado grande impacto e pode alterar o prognóstico do paciente. Isto foi observado na síndrome do desconforto respiratório, na síndrome de aspiração meconial, na displasia broncopulmonar, nas pneumonias neonatais e nos pósoperatórios de cirurgias de grande porte. A  fisioterapia pré e pós-extubação também mostrou valor na redução da incidência de complicações, como as atelectasias pós-extubação.

Os pacientes pediátricos internados em terapia intensiva têm indicação de fisioterapia respiratória em casos de hipersecreção brônquica, submetidos ou não à ventilação mecânica, pois há otimização da função cardiopulmonar e redução do agravo respiratório.

Objetivos da fisioterapia respiratória neonatal:
  • otimizar a função respiratória de modo a facilitar as trocas gasosas e adequar a relação ventilação-perfusão;
  • adequar o suporte respiratório;
  • prevenir e tratar as complicações pulmonares;
  • manter a permeabilidade das vias aéreas;
  • favorecer o desmame da ventilação mecânica e da oxigenoterapia.
Embora os objetivos da fisioterapia sejam semelhantes àqueles traçados para os adultos, a assistência fisioterapêutica em Pediatria / Neonatologia apresenta particularidades relacionadas às diferenças anatômicas e fisiológicas existentes nestes pacientes, em relação às demais faixas etárias.

Fonte

Fisioterapia Pediátrica é um guia clínico e uma referência completa em fisioterapia pediátrica, que aborda todos o...

Fisioterapia Pediátrica

Fisioterapia Pediátrica

  • Fisioterapia Pediátrica é um guia clínico e uma referência completa em fisioterapia pediátrica, que aborda todos os aspectos teóricos e clínicos da fisioterapia para crianças e jovens adultos: ; Neurológico ; Cardiorrespiratório ; Musculoesquelético ; Oncológico e cuidados paliativos ; Saúde mental ; Lesão cerebral adquirida.

  • Editora: Elsevier
  • Autor: TERESA POUNTNEY
  • ISBN: 9788535229493
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2008
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 384
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
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São as doenças mais frequentes durante a infância, acometendo um número elevado de crianças, de todos os níveis sócio-econômicos e por div...

Doenças respiratórias mais comuns na infância

São as doenças mais frequentes durante a infância, acometendo um número elevado de crianças, de todos os níveis sócio-econômicos e por diversas vezes. Nas classes sociais mais pobres, as infecções respiratórias agudas ainda se constituem como importante causa de morte de crianças pequenas, principalmente menores de 1 ano de idade. Os fatores de risco para morbidade e mortalidade são baixa idade, precárias condições sócio-econômicas, desnutrição, déficit no nível de escolaridade dos pais, poluição ambiental e assistência de saúde de má qualidade (SIGAUD, 1996).

A enfermagem precisa estar atenta e orientar a família da criança sobre alguns fatores:

  • preparar os alimentos sob a forma pastosa ou líquida, oferecendo em menores quatidades e em intervalos mais curtos, respeitando a falta de apetite e não forçando a alimentação;
  • aumentar a oferta de líquidos: água, chás e suco de frutas, levando em consideração a preferência da criança;
  • manter a criança em ambiente ventilado, tranquilo e agasalhada se estiver frio;
  • fluidificar e remover secreções e muco das vias aéreas superiores frequentemente;
  • evitar contato com outras crianças;
  • havendo febre: até 38,4ºC dar banho, de preferência de imersão, morno (por 15 minutos); aplicar compressa com água morna e álcool nas regiões inguinal e axilar; retirar excessos de roupa. Se ultrapassar este valor oferecer antitérmico recomendado pelo pediatra.

RESFRIADO

Inflamação catarral da mucosa rinofaríngea e formações linfóides anexas. Possui como causas predisponentes: convívio ou contágio ocasional com pessoas infectadas, desnutrição, clima frio ou úmido, condições da habitação e dormitório da criança, quedas bruscas e acentuadas da temperatura atmosférica, susceptibilidade individual, relacionada à capacidade imunológica (ALCÂNTARA, 1994).

Principais sinais e sintomas: febre de intensidade variável, corrimento nasal mucoso e fluido (coriza), obstrução parcial da respiração nasal tornando-se ruidosa (trazendo irritação, principalmente ao lactente que tem sua alimentação dificultada), tosse (não obrigatória), falta de apetite, alteração das fezes e vômitos (quando a criança é forçada a comer).

Não existindo contra-indicações recomenda-se a realização de exercícios rrespiratórios, tapotagem e dembulação. Se o estado for muito grave, sugerindo risco de vida para a criança se ela continuar em seu domicílio, recomenda-se a hospitalização.

 

PNEUMONIA

Inflamação das paredes da árvore respiratória causando aumento das secreções mucosas, respiração rápida ou difícil, dificuldade em ingerir alimentos sólidos ou líquidos; piora do estado geral, tosse, aumento da frequência respiratória (maior ou igual a 60 batimentos por minuto); tiragem (retração subcostal persistente), estridor, sibilância, gemido, períodos de apnéia ou guinchos (tosse da coqueluche), cianose, batimentos de asa de nariz, distensão abdominal, e febre ou hipotermia (podendo indicar infecção).

 

AMIGDALITES

Muito frequente na infância, principalmente na faixa etária de 3 a 6 anos (ALCÂNTARA, 1994). Seu quadro clínico assemelha-se a um resfriado comum. Principais sinais e sintomas: febre, mal estar, prostração ou agitação, anorexia em função da dificuldade de deglutição, presença de gânglios palpáveis, mau hálito, presença ou não de tosse seca, dor e presença de pus na amigdala.

Às orientações de enfermagem acrescentaria-se estimular a família a ofertar à criança uma alimentação mais semi-líquida, a base de sopas, papas ...

 

OTITE

Caracterizada por dor, febre, choro frequente, dificuldade para sugar e alimentar-se e irritabilidade, sendo o diagnóstico confirmado pelo otoscópio. Possui como fatores predisponentes:

  • alimentação em posição horizontal, pois propicia refluxo alimentar pela tuba, que é mais curta e horizontal na criança, levando à otite média;
  • crianças que vivem em ambiente úmido ou flhas de pais fumantes;
  • diminuição da umidade relativa do ar;
  • limpeza inadequada, com cotonetes, grampos e outros, prejudicando a saída permanente da cera pela formação de rolhas obstrutivas, ou retirando a proteção e facilitando a evolução de otites micóticas ou bacterianas, além de poder provocar acidentes.

Orientar sobre a limpeza que deve ser feita apenas com água, sabonete, toalha e dedo.

 

SINUSITE

"Desencadeada pela obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face, favorecendo a retenção de secreção e a infecção bacteriana secundária" (LEÃO, 1989). Caracteriza-se por tosse noturna, secreção nasal e com presença ou não de febre, sendo que raramente há cefaléia na infância (SAMPAIO, 1994). Casos recidivantes são geralmente causados por alergia respiratória. Possui como fatores predisponentes:

  • episódios muito frequentes de resfriado;
  • crianças que vivem em ambiente úmido ou flhas de pais fumantes;
  • diminuição da umidade relativa do ar.

 

RINITE

Apresenta como manifestações clínicas a obstrução nasal ou coriza, prurido e espirros em salva; a face apresenta "olheiras"; dupla prega infra-orbitária; e sulco transversal no nariz, sugerindo prurido intenso. Pode ser causada por alergia respiratória, neste caso faz-se necessário afastar as substâncias que possam causar alergia.

 

BRONQUITE

Inflamação nos brônquios, caracterizada por tosse e aumento da secreção mucosa dos brônquios, acompanhada ou não de febre, predominando em idades menores. Quando apresentam grande quntidade de secreção pode-se perceber ruído respiratório ("chiado" ou "ronqueira") (RIBEIRO, 1994).

Propicia que as crianças portadoras tenham infecções com maior frequência do que outras. Pode se tornar crônica, levando a anorexia a uma perda da progressão de peso e estatura (RIBEIRO, 1994). Recomenda-se afastar substâncias que possam causar alergias.

 

ASMA

Doença crônica do trato respiratório, sendo uma infecção muito frequente na infância. A crise é causada por uma obstrução, devido a contração da musculatura lisa, edema da parede brônquica e infiltração de leucócitos polimorfonucleares, eosinófilos e linfócitos (GRUMACH, 1994).

Manifesta-se através de crises de broncoespasmo, com dispnéia, acessos de tosse e sibilos presentes à ausculta pulmonar. São episódios auto-limitados podendo ser controlados por medicamentos com retorno normal das funções na maioria das crianças.

Em metade dos casos, os primeiros sintomas da doença surgem até o terceiro ano de vida e, em muitos pacientes, desaparecem com a puberdade. Porém a persistência na idade adulta leva a um agravo da doença.

Fatores desencadeantes: alérgenos (irritantes alimentares), infecções, agentes irritantes, poluentes atmosféricos e mudanças climáticas, fatores emocionais, exercícios e algumas drogas (ácido acetil salicílico e similares).

É importante que haja:

  • estabelecimento de vínculo entre paciente/ família e equipe de saúde;
  • controle ambiental, procurando afastar elementos alergênicos;
  • higiene alimentar;
  • suspensão de alimentos só deverá ocorrer quando existir uma nítida relação com a sintomatologia apresentada;
  • fisioterapia respiratória a fim de melhorar a dinâmica respiratória, corrigir deformidades torácicas e vícios posturais, aumentando a resistência física.

Durante uma crise o paciente precisa de um respaldo medicamentoso para interferir na sintomatologia e de uma pessoa segura e tranquila ao seu lado. Para tanto a família precisa ser muito bem esclarecida e em alguns casos faz-se necessário encaminhamento psicológico.


Mesmo depois de o médico assegurar que o bebê é normal, você pode achá-lo um pouco estranho. Seu bebê não tem um corpo perfeito como tem v...

Como é a aparência normal de um recém nascido

Mesmo depois de o médico assegurar que o bebê é normal, você pode achá-lo um pouco estranho. Seu bebê não tem um corpo perfeito como tem visto em livros de bebês. Seja paciente. A maioria dos recém-nascidos tem características peculiares. Felizmente elas são temporárias. Seu bebê irá começar a ter aparência normal por volta de uma ou duas semanas de idade.

Essa discussão sobre características temporárias do recém-nascido é organizada por partes do corpo. Um pequeno número de defeitos congênitos que são inofensivos, porém permanentes também estão incluídos.

Cabeça

1- Moldagem

A moldagem se refere ao formato comprido, estreito e em forma de cone, que resulta da passagem através do canal de parto. Esta compressão da cabeça pode temporariamente esconder a fontanela ("moleira"). A cabeça retorna ao normal em poucos dias.

2- Bossa

Isso se refere ao inchaço no topo da cabeça ou ao longo do couro cabeludo causado pelo líquido empurrado para dentro do couro cabeludo durante o processo de nascimento. A bossa está presente ao nascimento e desaparece em poucos dias.

3- Cefalohematoma

É uma coleção de sangue, causada pelo atrito entre o crânio da criança e os ossos pélvicos maternos durante o parto. O hematoma é normalmente confinado a um lado da cabeça e aparece no segundo dia de vida e pode crescer por mais de cinco dias, podendo permanecer visível até que o bebê tenha de 2 a 3 meses de idade.

4- Fontanela anterior

A "moleira" se encontra no topo da parte frontal do crânio. Ela tem formato de diamante e é recoberta por uma fina camada fibrosa. Tocar esta área é bastante seguro. A função da "moleira" é permitir o crescimento rápido do cérebro. Essa área pulsa normalmente com cada batimento cardíaco. Ela se fecha quando o bebê tem entre 12 a 18 meses de idade.

Olhos

1. Pálpebras inchadas

Os olhos podem estar inchados por causa de pressão na face durante o parto. Eles também podem estar inchados e avermelhados se o colírio de nitrato de prata tiver sido usado. Esta irritação deve desaparecer em 3 dias.

2. Hemorragia subconjuntival

Uma hemorragia em formato de chama no branco do olho (esclera) não é incomum, não oferece risco e é causada pelo trauma do nascimento. O sangue é reabsorvido de duas a três semanas.

3. Cor da íris

A íris é normalmente azul, verde, cinza, ou marrom, ou de variações destas cores. A cor permanente da íris é freqüentemente incerta até seu bebê alcançar 6 meses de idade. Bebês brancos nascem com olhos azul-acinzentados. Bebês negros nascem normalmente com olhos marrom-acinzentados. Crianças que terão íris escuras mudam a cor do olho por volta dos 2 meses de idade; crianças que terão íris de cores claras normalmente mudam por volta dos 5 a 6 meses de idade.

4. Entupimento do ducto lacrimal

Se o olho de seu bebê está continuamente úmido, ele pode ter um ducto lacrimal entupido. Isto significa que o canal que normalmente leva lágrimas do olho para o nariz esta bloqueado. É uma condição comum, e mais de 90% dos ductos lacrimais bloqueados desobstruem até que a criança tenha 12 meses de idade.

Orelhas

1. Dobrada

As orelhas de recém-nascidos são comumente macias e moles. Às vezes uma das extremidades se dobra. A orelha voltará a forma normal assim que a cartilagem endurecer durante as primeiras semanas.

2. Covinha na orelha

Aproximadamente 1% das crianças normais tem uma cova pequena na frente da orelha. Este pequeno defeito congênito não é importante a menos que se infeccione.

Nariz achatado

O nariz pode se deformar durante o nascimento ficando achatado ou torto e voltará ao normal por volta de uma semana de idade.

Boca

1. Calo de sucção (ou bolha)

O calo de sucção acontece no centro do lábio superior devido ao atrito constante deste ponto durante a amamentação no peito ou mamadeira. Desaparecerá quando a criança começar a usar o copo. Um calo de sucção também pode se desenvolver no dedo polegar ou no punho.

2. Língua presa

A língua normal em recém-nascidos tem um freio curto e estreito que a conecta ao assoalho da boca. Este freio normalmente se estende com o tempo de movimento e crescimento. Bebês com sintomas de língua presa são raros.

3. Pérolas epiteliais

Pequenos cistos (contendo fluido claro) ou úlceras brancas e rasas podem acontecer ao longo da linha gengival ou no palato duro. Isto é resultado do bloqueio das glândulas mucosas e desaparecem depois de 1 ou 2 meses.

4. Dentes

A presença de um dente ao nascimento é incomum. Aproximadamente 10% são dentes extras sem uma estrutura de raiz. Os outros 90% são dentes normais nascidos prematuramente. A distinção pode ser feita com uma radiografia. Os dentes extras devem ser removidos por um dentista. Os dentes normais só precisam ser removidos quando ficam bambos (com perigo de sufocamento) ou se causam feridas na língua de seu bebê.

Mama crescida

Mamas inchadas estão presentes durante a primeira semana de vida em muitos bebês do sexo feminino e masculino. Elas são causadas pela passagem de hormônios femininos pela placenta da mãe e permanecem inchadas durante duas ou quatro semanas. Podem ficar inchadas mais tempo em crianças amamentadas no peito e nos bebês do sexo feminino. Um peito pode desinchar um mês ou mais antes do outro. Nunca esprema o peito porque isto pode causar infecção. Procure ajuda médica se a mama inchada desenvolver vermelhidão, calor ou dor.

Órgãos genitais das meninas

1. Lábio vaginal inchado

Os pequenos lábios podem estar inchados em meninas recém-nascidas por causa da passagem de hormônios femininos pela placenta. O inchaço desaparecerá em duas a quatro semanas.

2. Projeções no hímen

O hímen também pode estar inchado devido ao estrógeno materno e ter projeções, de aproximadamente 12mm, compostas de tecido róseo e liso. Estas projeções normais acontecem em 10% das meninas recém-nascidas e lentamente regridem em duas ou quatro semanas.

3. Corrimento vaginal

Como os hormônios maternos declinam no sangue do bebê, um corrimento claro ou branco pode fluir da vagina ao final da primeira semana de vida. Ocasionalmente o corrimento ficará rosa ou tingido de sangue (falsa menstruação). Este corrimento normal não deve durar mais de 2 ou 3 dias.

Órgão genitais dos meninos

1. Hidrocele

O escroto do recém-nascido pode estar cheio de fluido claro. O fluido é empurrado para o escroto durante o nascimento. Este fluido claro é chamado "hidrocele". A hidrocele é comum em recém-nascidos do sexo masculino e pode levar de 6 a 12 meses para desaparecer completamente. Não causa maiores problemas, mas deve ser reavaliada através de consultas regulares. Se a hidrocele mudar de tamanho freqüentemente, deve haver uma hérnia associada e então deve procurar um médico.

2. Testículos que não descem

O testículo não está no escroto em aproximadamente 4% dos recém-nascidos a termo (nascidos no tempo certo) do sexo masculino. Muitas vezes estes testículos descem gradualmente para a posição normal durante os meses seguintes. Em meninos de 1 ano de idade, só 0.7% têm testículos que não desceram; estes testículos precisam ser corrigidos cirurgicamente.

3. Prepúcio apertado

A maioria dos recém-nascidos do sexo masculino, não circuncisados, tem um prepúcio apertado o que não permite a exposição da cabeça do pênis. Isto é normal e o prepúcio não deve ser retirado.

4. Ereções

Ereções são comuns nos recém-nascidos do sexo masculino, assim como em todas as idades. Elas são normalmente estimuladas pela bexiga cheia. As ereções demonstram que os nervos penianos são normais.

Ossos e articulações

1. Quadris apertados

O médico de sua criança testará o quanto as suas pernas podem ser separadas para se certificar que os quadris não são muito apertados. A abertura das pernas até que elas atinjam o plano horizontal, quando estão dobradas, é chamada "90 graus de abertura". (Menos de 50% dos recém-nascidos normais alcançam essa abertura completa). A abertura de 60 graus em cada perna é considerada normal. A causa mais comum de quadris apertados é a luxação de quadril.

2. Torção da tíbia

A parte inferior da perna de seu bebê (tíbia) freqüentemente fica encurvada por causa da posição que ela ficara dentro do útero. Ao levantar seu bebê, você também poderá notar isto. Essas curvas são normais e desaparecerão quando ele estiver caminhando por volta de 6 a 12 meses.

3. Pé virado para cima, para dentro, ou para fora

O pé pode se virar em qualquer direção dentro do útero apertado por ser flexível e pode voltar facilmente a posição normal entre 6 e 12 meses de idade.

4. Segundo dedo do pé maior que o dedão

O segundo dedo do pé é maior que o dedão devido à hereditariedade em alguns grupos étnicos mediterrâneos, especialmente os egípcios.

5. Unhas dos dedos do pé encravadas

Muitos recém-nascidos têm unhas macias que se dobram e encurvam facilmente. Porém, elas não são verdadeiramente encravadas porque não entram na carne.

Cabelo

1. Cabelo temporário

Os cabelos ao nascimento, na maioria das vezes, são escuros. Este cabelo é temporário e começa a cair por volta de 1 mês de idade. Em alguns bebês ele cai gradualmente enquanto o cabelo permanente está nascendo; em outros isto acontece rapidamente e o bebê fica temporariamente careca. O cabelo permanente aparecerá por volta dos 6 meses e pode ter uma cor completamente diferente do inicial.

2. Penugem (lanugem)

Lanugem é o pêlo felpudo que às vezes está presente nas costas e ombros do recém-nascido. Ele é mais comum em crianças prematuras e soltará sozinho, por volta de duas ou quatro semanas de idade.

O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não ...

Bola Suiça e brinquedos no mecanismo de controle postural normal

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O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. O desenvolvimento do cérebro tem início logo após a concepção e continua após o nascimento. Ocorrendo qualquer fator agressivo ao tecido cerebral antes,
durante ou após o parto, as áreas mais atingidas terão a função prejudicada e, dependendo da importância da agressão, certas alterações serão permanentes caracterizando uma lesão não progressiva. O tipo de alteração do movimento observado está relacionado com a localização da lesão no cérebro e a gravidade das alterações depende da extensão da lesão, afirma Mancini (2003).

De acordo com Ratliffe (2000), uma criança com PC pode apresentar alterações que variam desde leve incoordenação dos movimentos ou uma maneira diferente para andar ou
até inabilidade para segurar um objeto, falar ou deglutir. Estas alterações modificam o desenvolvimento e o Mecanismo do Controle Postural Normal (MCPN) do portador de
Paralisia Cerebral, sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações mais detalhadas e acompanhamento neurológico.

Dentre as várias características clínicas dos indivíduos com Paralisia Cerebral, encontra-se o atraso das aquisições motoras, que tem como conseqüência o retardo do
Mecanismo do Controle Postural Normal.

Há várias alterações que retardam este desenvolvimento, uma das principais é o tônus muscular anormal que pode estar aumentado (hipertonia) ou diminuído (hipotonia),
apresentando uma alteração na resistência aos movimentos passivos e ativos. Outras alterações como o atraso do desaparecimento de alguns reflexos, como o de Moro, RTCA, por exemplo, é resultante no atraso do Mecanismo do Controle Postural Normal, cita Medeiros (2003).

O autor ainda afirma que um grande número de crianças com paralisia cerebral apresenta dificuldades para a realização das atividades da vida diária (AVDs) e, dependendo
do grau das limitações motoras, técnicas de execução, adaptações, e o uso de dispositivos especiais poderão favorecer o desempenho nessas atividades A fisioterapia evoluiu muito nos últimos anos, hoje existem várias áreas que o profissional pode atuar, uma delas é a fisioterapia realizada em crianças.

Na área de pediatria, a fisioterapia dispõe de uma série de técnicas a serem aplicadas, favorecendo o bem estar geral e o crescimento como pessoa em um ambiente
lúdico, a bola suíça e os brinquedos são uma dessas técnicas.

A bola suíça é um instrumento terapêutico muito utilizado na área da fisioterapia. É um conceito neuroevolutivo, que busca solucionar problemas, otimizando as funções do
paciente consigo mesmo e com seu meio. Ela adapta-se a qualquer tipo de criança dando-lhes motivação para realizar as atividades com entusiasmo, conseqüentemente ajudando a recuperar-se mais rapidamente, segundo Carrière, (1999).

A autora ainda cita que a bola suíça auxilia de uma forma geral o bem estar do paciente, dando-lhe motivação e incentivo ao realizar uma tarefa, já que é um instrumento de
cores vivas e alegres. Cabe ressaltar que a bola suíça possibilita o apoio seguro e eficiente das mãos de quem está sendo tratado, proporcionando ao terapeuta melhor e maior chance de alcançar a excelência no manuseio com as crianças.

Entendemos que o brincar seja a função básica da criança, pois, brincando ela explora, descobre, aprende, apreende o mundo a sua volta e que numa situação de limitações
patológicas, toda sua rotina de vida é modificada.

O brincar é um processo pelo qual a criança se adapta ao ambiente ou adapta o ambiente à sua vontade. Este processo pode ser sensório-motor, social-emocional, lingüístico
ou cognitivo, e pode ser realizado por vários métodos, como por exemplo, pela exploração, repetição, reprodução ou transformação. Tudo isto é valorizado pela motivação, que inclui a novidade, a escolha de objetos que sejam irresistíveis, mas não opressivos, e, assim, requer um planejamento terapêutico e o acesso a uma sala com um bom estoque de brinquedos que a estimulem, de acordo com Lorenzini, (2002).

Sendo a bola suíça útil no tratamento de pacientes em todas as áreas da fisioterapia, incluindo a área pediátrica, assim como os brinquedos que realizam um papel fundamental na estimulação da criança, indaga-se neste estudo: quais os benefícios da bola suíça e dos brinquedos no mecanismo do controle postural normal (MCPN) através de criança com Paralisia Cerebral?

Neste trabalho, o objetivo geral é analisar os efeitos da utilização de bolas suíças e brinquedos no MCPN de uma criança com Paralisia Cerebral atendida na estimulação precoce da APAE do município de Tubarão - SC. Esta pesquisa tem como objetivos específicos, verificar a resposta nas reações de retificação, equilíbrio e proteção; verificar a resposta do controle das posturas (sentada, de gatas, de pé), a resposta do tônus postural, pois, estes itens têm importância fundamental no Mecanismo do Controle Postural Normal e verificar a resposta nas preensões palmares e na atividade bimanual, pois estas eram umas das queixas principais, após a intervenção fisioterapêutica. Este estudo foi constituído de uma pesquisa experimental do tipo estudo de caso.

A criança deficiente representa um tipo de desenvolvimento qualitativamente diferente e único, ela o faz de outra maneira, por outro percurso e é particularmente importante
estar ciente da singularidade, que transforma o menos da deficiência no mais da compensação, alterando todo o MCPN.

A alta incidência de crianças com paralisia cerebral e o seu alto grau no atraso da aquisição do Mecanismo do Controle Postural Normal (MCPN) despertou o interesse em
pesquisar o tratamento com bola suíça e com brinquedos em relação a este atraso em uma criança em idade de estimulação motora (pré escolar) justificando assim a importância desta.

As crianças com Paralisia Cerebral apresentam atraso da aquisição do MCPN, devido há uma série de características específicas, isto gera retardos posturais, como ajuste
precário das reações de retificação, proteção e equilíbrio. Então, visto que, este atraso pode causar uma série de prejuízos à criança portadora da PC, é de suma importância para a fisioterapia investigar se o tratamento com a bola suíça e os brinquedos melhora este quadro.

Diante dos fatos, percebe-se que a bola suíça é uma excelente criação terapêutica ocupacional, assim como os brinquedos que além de motivar a criança ao aprendizado motor,
estimula a criatividade do terapeuta, possibilitando uma utilização inovadora e variada, para diferentes atividades, dentro de um ambiente lúdico.

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Atividade esportiva ou competitiva é aquela atividade física que visa superar limites pessoais ou vencer adversários. Exemplo: competir em...

Uma em cada 10 crianças necessitam de cuidados médicos devido à lesões esportivas

Atividade esportiva ou competitiva é aquela atividade física que visa superar limites pessoais ou vencer adversários. Exemplo: competir em uma partida de futebol.Refere-se à prática de esportes em geral.

Cerca de 38 milhões de crianças e adolescentes nos Estados Unidos participam de esportes organizados, de acordo com os dados do National Institutes of Health.Pesquisadores do Safe Kids USA, uma entidade norte-americana que visa promover a saúde infantil, estimam que cerca de uma em cada 10 crianças necessitam de cuidados médicos devido à lesões esportivas.

"Desejamos alertar os pais e profissionais da área esportiva sofre este fato, pois muitas dessas lesões poderiam ser prevenidas", disse o Dr. Jamie Freishtat, pediatra e porta-voz do Safe Kids USA.

As possíveis lesões infantis são inúmeras: arranhões e contusões, entorses e distensões, lesões na cabeça, lesões relacionadas ao calor, e até mesmo, raramente, a morte.

Algumas lesões são agudas, como uma fratura ou lesão em um ligamento; outras são causadas pelo efeito gradual do uso excessivo dos músculos."Nossas crianças estão se especializando em determinados esportes aos 7 ou 8 anos de idade.Essa tendência não é saudável.Quando uma criança pratica o mesmo esporte durante 12 meses seguidos, as suas chances de desenvolver lesões esportivas por sobrecarga, aumenta consideravelmente", disse o Dr. John Hurley, um cirurgião ortopédico e membro do Safe Kids USA.

Algumas dicas para reduzir o risco de lesões, de acordo com o Dr. Hurley:

-Prepare seu filho(a) para a prática desportiva.Faça uma avaliação médica pré-participação desportiva em seu filho(a).Converse com ele sobre todos benefícios do esporte, como fortalecer amizades, desenvolver o espírito de equipe e, principalmente, o conceito de uma noção competitiva "saudável".É importante estabelecer metas realistas.
-Mesmo que haja uma preferência, varie a modalidade desportiva praticada.
-O treinamento de força (musculação) pode ajudar a reduzir as lesões por sobrecarga.Crianças com 10 ou 11 anos de idade podem começar a fazer exercícios de musculação com a permissão médica, usando menos pesos e realizando mais repetições.
-Esteja envolvido no esporte praticado por seu filho(a).Converse com o seu técnico sobre as práticas desportivas saudáveis.
-Não economize em equipamentos de segurança, como capacetes e caneleiras.
-Preste atenção aos sintomas referidos pelos "pequenos" atletas, bem como, o seu estado de humor.Para algumas crianças, a dor é normal, mas não ao longo prazo.Se um criança está lesionada por mais de uma ou duas semanas, algo de errado está acontecendo, e precisa ser adequadamente avaliado.

Fonte: Safe Kids USA.


Mostramos abaixo uma tabela resumo das principais características do desenvolvimento da criança nos seus primeiros anos de vida. As ca...

Quadro de desenvolvimento infantil

Mostramos abaixo uma tabela resumo das principais características do desenvolvimento da criança nos seus primeiros anos de vida.

As características mostradas são as mais comuns para cada faixa etária. É normal que a criança apresente um ou outro aspecto adiantado ou atrasado em relação à tabela de desenvolvimento, e isto vai depender essencialmente dos estímulos que a criança recebe no seu dia a dia, por isto, é imprescindível que os pais saibam como estimular seus filhos e também que o desenvolvimento da criança seja acompanhado pelo pediatra e/ou profissionais especializados.

Faixa Etária Ações que realiza Comportamento Como se comunica
0 a 3 meses No primeiro mês, reage perante barulhos muito altos e pode se assustar com barulho inesperado.

Passa boa parte do tempo dormindo.

Seu sistema visual é limitado, portanto só enxerga algum objeto ou alguém se estiver bem próximo a ele.

No 2º ao 3º mês, o bebê já começa a acompanhar objetos e pessoas com os olhos e reconhece os pais.

Abre e fecha as mãos, leva-as à boca e suga os dedos.

Segura objetos com firmeza por certo tempo e consegue pegar objetos suspensos.
Desenvolve um tipo diferente de choro para cada problema que se apresenta, como por exemplo, o constante e agudo.

Com brincadeiras e músicas o bebê fica agitado, realizando movimentos de pernas, braços, sorri e dá gritinhos.
Quando ouve a voz dos pais, o bebê vira a cabeça.

Comunica-se através do choro e ruídos. Imita alguns sons de vogal.

Nesta fase, é importante organizar a rotina do bebê, tornando os horários das atividades fixos, como por exemplo, trocar a fralda depois da mamada ou dar banho todos os dias na mesma hora.

É importante que a rotina seja de forma razoavelmente metódica.

Ações que realiza Como Reage Como se comunica
4 a 7 meses Fica na postura de bruços e se apóia nos antebraços quando quer ver o que está acontecendo ao seu redor.

Rola de um lado para o outro.

Estende a mão para alcançar o objeto que deseja, transfere-o de uma mão para outra e coloca-o na boca.

Apresenta equilíbrio quando colocado sentado.
Ri quando algo o agrada e quando o desagrada mostra raiva através da expressão facial.

Nesta fase, alguns bebês podem demonstrar medo perante pessoas estranhas.

Fica repetindo os seus próprios sons e imita as vozes das pessoas ao seu redor
Movimenta a cabeça na direção do som escutado.
Pára de chorar ao ouvir música.

Sorri quando quer atenção do adulto.

Formação do conceito de causa e efeito no momento em que está explorando um brinquedo.

Olha, chacoalha, e atira objetos ao chão.

Ações que realiza Como Reage Como se comunica
8 a 11 meses Engatinha e senta sem apoio.

Consegue ficar em pé com apoio.

Aponta para objetos ou pessoas.

Pega pequenos objetos com o indicador e o polegar
Demonstrar raiva quando não é o centro das atenções.

Reconhece sua imagem no espelho e reage com euforia.

Reclama quando é contrariado.
Localiza a fonte sonora.

Bate palmas, joga beijo e entende quando lhe dizem tchau.

Começa a compreende o significado de alguns gestos.

Balança a cabeça quando não quer alguma coisa.

Fase do treino com monossílabos do tipo: “ma-ma”, “da-da”, “ne-ne”.

Ações que realiza Como Reage Como se comunica
1 a 2 anos Anda sem apoio.

Com 1 ano e 6 meses pode começar a correr, subir em móveis e ficar nas pontas dos pés sem apoio.

Vira páginas de um livro ou revistas (várias ao mesmo tempo).

Gosta de rabiscar no papel.

Sabe quando uma ilustração está de cabeça para baixo.
Mostra senso de humor.

Nesta fase, o bebê ainda não compreende as regras, contudo chora quando leva uma bronca e sorri quando é o centro das atenções ou quando é elogiado.

Quando está bravo, pode atirar objetos ou brinquedos.

É possessivo. Prefere não compartilhar brinquedos com as outras crianças.
Reconhece o próprio nome.

A partir dos 18 meses começa a criar frases curtas.

A criança começa a formar frases com uma palavra só, tipo “nenê-papá, nenê-naná”, mas até o término do ano constrói frases de até três palavras como: “quer ver tevê”.

Esta é a fase das perguntas: “que é isso?”

Usa o próprio nome.

Reconhece as partes do seu corpo e de outras pessoas.

Apresenta atenção para histórias pequenas.

Ações que realiza Como Reage Como se comunica
2 a 3 anos Tira os sapatos.

Chuta bola sem perder o equilíbrio.

Gosta de dançar, consegue acompanhar o ritmo da música batendo palmas.

Nesta fase a criança está pronta para abandonar o uso das fraldas.
Apresenta percepção de quem é.

Mexe em tudo e faz mal criação, testa a autoridade.

Tenta impor suas vontades.

Prefere companhia para brincar.

Gosta de participar dos serviços de casa, como por exemplo arrumar a mesa do jantar.
As frases vão aumentando e surge o plural.

As crianças nesta fase tem uma ótima compreensão, entendem tudo que é dito em sua volta.

Pergunta: "cadê", "O que", "onde".

Fala de si mesma na 3a. pessoa.

Chama familiares próximos pelo nome.

Ações que realiza Como Reage Como se comunica
3 a 4 anos Consegue colocar suas roupas e tirá-las sem ajuda de um adulto.

Gosta de desenhar.

Nesta fase já consegue segurar um lápis na posição correta.

Consegue pedalar.
Brinca com as outras crianças.

Apresenta interesse pelos sentimentos das pessoas que estão ao seu redor, por exemplo, se perceber que seu pai está triste, procura confortá-lo.
Constrói frases com até seis palavras, sobre o dia a dia, situações reais e pessoas próximas.

Compreende a existência de regras gramaticais e tenta usá-las.

É comum a troca do '"r" pelo "l", a qual acaba por volta dos 3 anos e 6 meses.

Compreende os conceitos de igual e diferente.

É capaz de separar os brinquedos por tamanho e cor.

Lembra e conta histórias.

Ações que realiza Como Reage Como se comunica
4 a 5 anos Consegue usar a tesoura, corta papel.

Maior domínio no uso de talheres.

Consegue pegar a bola com as duas mãos quando está em movimento.
Está mais sociável com as outras crianças.

Se sente grande perto das crianças menores.

Sente vontade de tomar as suas próprias decisões.
Nesta fase o vocabulário da criança aumentou bastante, já fala muitas palavras.

Expressa seus sentimentos e emprega verbos como “pensar” e “lembrar”.

Também fala de coisas ausentes e usa palavras de ligação entre as sentenças, como por exemplo: “e então”, “porque”, “mas”, etc.

Gosta de inventar e contar as próprias histórias.

Consegue identificar algumas letras do alfabeto e números.

A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas "reu...

Reumatologia na Pediatria

A maioria das pessoas pensa que as doenças reumáticas são exclusividade da população adulta. De fato, muitas das condições ditas "reumáticas" são associadas a doenças degenerativas, como o desgaste de cartilagens, o enfraquecimento muscular e a perda de massa óssea. No entanto, existe um número grande de reumatismos que também pode afetar a população infantil. Essas doenças geram nas crianças sintomas semelhantes aos que afetam os adultos, como dor e rigidez nas articulações e, o que é pior, algumas doenças reumáticas podem gerar dano e limitação permanentes comprometendo o futuro do pequeno paciente. A disciplina clínica que inclui o estudo das desordens inflamatórias e não inflamatórias na criança é a Reumatologia Pediátrica.

As raízes desta especialidade estão na reumatologia do adulto, mas como a experiência com estas doenças na infância foi se acumulando e mostrou várias particularidades, ficou evidente que o assunto requeria uma abordagem pediátrica específica, o que foi feito pela primeira vez na Inglaterra, logo após a Segunda Guerra Mundial, espalhando-se em seguida pelo mundo inteiro. Ainda hoje muitos dos conhecimentos utilizados no tratamento desses pacientes foram herdados da experiência com o adulto, mas fica cada vez mais claro que esse tipo de conduta deixa lacunas e perguntas sem respostas.

Sabe-se que o paciente infantil responde de maneira diferente às drogas, está mais propenso a certas complicações e que precisa de apoio psicológico e cuidados de reabilitação especiais, necessitando de uma equipe familiarizada com essas particularidades e treinada para melhor atender essas demandas.

Várias doenças reumáticas são vistas na infância sendo as mais comuns a artrite crônica da infância, o lúpus eritematoso sistêmico, a dermatopolimiosite e as espondiloartropatias, que são doenças de caráter crônico, provocadas por distúrbios no sistema de defesa do organismo, ou sistema auto-imune. Esses casos precisam de avaliação do especialista e tem potencial para deixar seqüelas permanentes, mas se forem precocemente bem tratadas , possibilita-se à criança uma vida praticamente normal. Outros reumatismos desse tipo que também podem acometer a criança são as vasculites e, mais raramente, a esclerodermia.

A presença de bactérias nas articulações pode levar a uma forma grave de reumatismo que é a artrite séptica .

Infecções também estão relacionadas a uma outra forma de doença reumática, as artrites reativas, onde a apresentação clássica é um tipo de reumatismo muito conhecido e, até pouco tempo atrás, freqüente em nosso meio: a febre reumática. O surgimento dos antibióticos e a melhoria nas condições gerais de vida da população mundial reduziram drasticamente o número de crianças afetadas por esse mal.

Com maior freqüência, manifestam-se nessa fase sintomas envolvendo o aparelho músculo esquelético. Nesse grupo encontram-se as famosas dores do crescimento e também dores decorrentes de defeitos ortopédicos e de má postura, muito comuns no consultório do reumatologista pediátrico. A atuação do médico nessa fase como educador postural e estimulador da prática de exercícios físicos tem papel fundamental na prevenção de doenças músculo-esqueléticas da fase adulta.

No tratamento da criança com doença reumática a abordagem também é multidisciplinar. Os tratamentos disponíveis incluem drogas específicas e terapia física, mas muitas vezes é preciso a realização de cirurgia para correção de seqüelas, daí a necessidade de vários profissionais de cada área. Os componentes dessa equipe são:


o paciente e sua família

a escola

o ortopedista pediátrico

o oftalmologista

o fisioterapeuta

o terapeuta ocupacional

a nutricionista

o psiquiatra ou psicólogo e

coordenando a equipe, o reumatologista pediátrico

Faz-se fundamental a difusão desse tipo de conhecimento entre a população e os profissionais de saúde, facilitando o acesso dos pacientes a esse tipo de atendimento especializado. A detecção precoce desses problemas e seu pronto tratamento possibilitam a prevenção de danos permanentes e uma vida plena para a criança.

Sinais de Alerta Gerais

Como dito anteriormente, a identificação precoce de doenças reumáticas na infância é fundamental para evitar seqüelas permanentes, por isso deve-se levar a criança para avaliação ao verificar a presença de certos sintomas ou sinais, que podem ser:


Dor articular ou dor nas costas referidas de modo mais persistente

Articulação acometida de aspecto alterado: presença de inchaço, calor e vermelhidão no local

Dor persistente ao longo dos membros superiores ou inferiores

Presença de febre por mais de três semanas

Presença de perda de peso e atraso no crescimento

Presença de prostração e cansaço, modificando o padrão normal de atividades da criança

Presença de fraqueza muscular

Presença de depressão

Presença de queixas visuais

Presença de limitação funcional, ou seja, a criança começa a mostrar incapacidade para tarefas do dia a dia que antes eram executados com facilidade, necessita de auxílio dos adultos, fica dependente da ajuda dos outros e restringe suas atividades. Por exemplo, necessita de auxílio para sair da cama pela manhã, para vestir-se, para subir/ descer escadas

Na presença dessas queixas, recomenda-se visitar o pediatra o mais rápido possível , evitando adiar a consulta. Evitar usar medicamentos por conta própria ou "simpatias" e remédios caseiros. Nessa oportunidade, será avaliada a necessidade de acompanhamento especializado, conforme a situação.

Fonte

Nas últimas décadas tem aumentado o número de pesquisas tendo como foco de investigação a prática da atividade física e do exercício físico ...

Obesidade infantil

Nas últimas décadas tem aumentado o número de pesquisas tendo como foco de investigação a prática da atividade física e do exercício físico e os seus benefícios para a saúde. Atividade física é todo o movimento realizado pelo corpo provocado pela contração da musculatura esquelética, ocasionando o aumento do gasto energético (ACMS, 2000; BOUCHARD, 2003). Já o exercício físico é uma subclasse da atividade física, onde existe um planejamento, uma estruturação das atividades, a fim de promover ou manter os níveis de aptidão física (ACMS, 2000).

Atualmente as crianças tem baixos níveis de atividade física diária. Por questões de segurança, elas não vão a pé à escola, ou para outros lugares, usam carro e ônibus como transporte, e gastam muito do seu tempo livre nestes deslocamentos. Elas vivem cada vez mais em apartamentos. Além disso, praticam cada vez menos atividade física na educação física escolar (SILVA, et al, 2007). Contudo, existe ainda o tempo em que as crianças assistem televisão e brincam com jogos eletrônicos no tempo livre (JAGO, et al 2005;PIMENTA, 2001).

A pessoa que em seu dia-a-dia realiza um mínimo de atividade física, onde o somatório das atividades no trabalho, em casa, no lazer e nos deslocamentos for inferior a 500 Kcal por semana, é chamada de sedentária (NAHAS, 2006). O estudo de Kettaneh (2005) investigou a relação entre atividade física habitual e mudanças em indicadores de obesidade em adolescentes, confirmando que os indicadores de obesidade (IMC, %G, e circunferência de cintura), foram significativamente mais altos em adolescentes que diminuíram o nível de AF durante o intervalo de três anos de acompanhamento.

Desta forma, para tratar e prevenir a obesidade recomenda-se reduzir a gordura corporal, tendo um equilíbrio calórico negativo, por meio da prática do exercício físico, como também no controle da ingestão de calorias pela alimentação. A questão é que o exercício além de aumentar a queima calórica, ajuda a manter a massa muscular, como também aumenta o metabolismo de repouso (ACMS, 2000).


As crianças ao praticarem exercício físico podem obter dentre os principais benefícios: controle do peso corporal; aumento da força e da capacidade aeróbica, melhor formação dos ossos, minimização dos fatores para doença cardíaca, diminuição da ansiedade; sociabilizarão e melhora da auto-estima ACMS (2000). A componente Atividade Física, pela questão do gasto energético proporcionado pela sua prática regular, tem sido associada com a diminuição da adiposidade em crianças e adolescentes (MATSUDO, 2006).

Os exercícios físicos que produzem maior efeito na questão do controle da massa corporal são os exercícios aeróbicos, pois eles utilizam grandes grupamentos musculares e ativam todo o sistema cardiopulmonar. A caminhada, a corrida, o ciclismo, a natação são exemplos típicos de atividades que possuem as características necessárias para promover adaptações orgânicas para o controle da massa corporal. Outras modalidades de exercícios físicos, podem ser incluídas na mesma categoria de classificação. Entre elas são: a hidroginástica, a dança, certos tipos de esportes e jogos recreativos. (GUEDES, 1998; MCARDLE et al, 2000). Além disso, a intensidade e a duração dessas atividades que utilizam o metabolismo aeróbico têm grande importância na eficácia das alterações na composição corporal (GUEDES, 1997).

Siegel (1987) mostrou a importância dos jogos com corridas para as crianças como uma alternativa para melhorar o sistema cardiovascular. Outras razões para a inclusão de jogos com corridas, segundo o autor, seriam a redução do estresse e a habilidade para todas as crianças partciparem de algum tipo de exercício físico.

Para a manutenção da saúde das crianças a recomendação é de que a prescrição do exercício físico seja individualizado ao nível de maturidade, ao estado de saúde e na experiência da criança com os exercícios físicos. O Colégio Americano de medicina do Esporte recomenda que crianças acima de 6 anos de idade pratiquem atividade física em uma intensidade moderada durante 30 minutos na maioria dos dias da semana (ACMS, 2000).

Contudo quando a prioridade for à redução da massa corporal, a recomendação do Institute of Medice (IOF) apud Blair et al (2004), é que as pessoas devem praticar 60 minutos de atividade física em todos os dias da semana.

O aumento da obesidade infantil na última década é conseqüência em grande parte da inatividade física (ACMS, 2000). A obesidade tem relação direta com comportamentos sedentários como, passar muito tempo assistindo televisão ou no uso da internet (HAGER, 2006). Então, é frente a essa realidade que o hábito de praticar a atividade física pode auxiliar no combate a esta doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
OBESIDADE INFANTIL: ATIVIDADE FÍSICA publicado 28/04/2011 por Wagner Testa em http://www.webartigos.com

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